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Doenças do Inverno

Com a chegada do inverno, para nos protegermos do frio, as janelas costumam ficar fechadas com mais frequência, o que reduz a circulação de ar nos ambientes. Além disso, evitamos locais abertos e tendemos a nos concentrar em maiores aglomerações. Todos esses fatores facilitam a propagação de vírus e bactérias que causam inúmeras doenças. A seguir, o Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá, destaca as doenças mais comuns nessa época do ano e quais os cuidados necessários para evitá-las.

    • Pneumonia – infecção aguda dos pulmões causada por bactérias, vírus ou fungos. Pode surgir após uma gripe ou uma crise de bronquite severa. Os sintomas dependem da intensidade do quadro, mas normalmente caracterizam-se por tosse, febre, falta de ar, expectoração e queda do estado geral. Frequentemente é necessário utilizar antimicrobianos.
    • Alergias – são causadas por reações do próprio organismo a diversos elementos, como pelos de animas, mofo, poeira, perfumes etc. Causam inúmeros sintomas, entre eles espirros, coceira e tosse. O tratamento é específico para cada caso, e a prevenção pode ser feita mantendo os ambientes ventilados e limpos e evitando o contato com substâncias que podem desencadear alergia. Com a chegada do frio, costumamos usar roupas que passaram muito tempo guardadas e que, por isso, abrigam ácaros que podem ocasionar crises alérgicas. Antes de utilizá-las, portanto, é recomendado higienizá-las.
    • Asma – inflamação dos pulmões e vias aéreas relacionada a processos alérgicos ou de hipersensibilidade. É mais comum em crianças, embora também acometa adultos. Os principais sintomas são chiados no peito, tosse e sensação de falta de ar. O tratamento é feito com broncodilatador e, como forma de prevenção, deve-se eliminar a poeira doméstica ou outros desencadeadores.
    • Amidalite e/ou Faringite – causada por vírus ou bactérias, é uma inflamação das amídalas cujos sintomas são dor de garganta ao engolir, mau hálito e febre. O tratamento é feito com anti-inflamatórios e, por vezes, antimicrobianos. Para se prevenir, é recomendado evitar mudanças bruscas de temperatura.
    • Bronquite – é uma inflamação dos brônquios, o que dificulta a chegada de ar aos pulmões. Causa tosse seca com chiado, seguida de tosse com catarro. O tratamento é feito com utilização de vaporizadores, analgésicos, descongestionantes nasais, hidratação e, por vezes, antimicrobianos. Para se prevenir da doença, o cigarro deve ser evitado.
    • Otite – é causada por vírus ou bactérias que infectam a garganta e migram até o ouvido, provocando febre, dor de ouvido e de garganta. É bastante comum em crianças. O tratamento é feito com antibióticos e analgésicos, e a prevenção pode ser feita mantendo as vias aéreas limpas.
    • Rinite – causada por irritação ou inflamação da mucosa do nariz, é uma das doenças alérgicas mais comuns. Causa espirros, coriza, coceira e congestionamento nasal. O tratamento é feito com medicamentos e vacinas antialérgicas. Para se prevenir, é aconselhável manter o ambiente limpo e arejado.
    • Sinusite – é uma inflamação dos seios nasais, que são cavidades no crânio ao redor do nariz e que servem para umidificar e aquecer o ar inspirado, bem como reter partículas e germes existentes no ar. Provocada por alergias ou infecções por vírus ou bactérias, causa dor de cabeça, pálpebras inchadas, nariz entupido, secreção nasal e dor nos olhos. O tratamento pode ser feito com corticoides, descongestionantes e antibióticos, no caso de infecção bacteriana.
    • Meningite – causada por vírus e bactérias, é um quadro grave cujos sintomas são febre, dor de cabeça, vômito, diminuição do nível de consciência e, algumas vezes, manchas na pele. Dentre as doenças de inverno mais comuns, esta é a mais grave, pois há maior índice de morte e sequelas. O tratamento normalmente exige a administração de antibióticos e internação hospitalar.
    • Gripe – muito conhecida entre nós, manifesta-se por febre, espirros, dor de cabeça, dores no corpo, falta de ar, coriza e pode predispor a pneumonia. Seu tratamento, na maioria dos casos, é sintomático, já que os sintomas diminuem gradualmente.
    • Cuidados necessários para evitar as doenças de inverno
      Hábitos saudáveis são fundamentais sempre. Boa alimentação, hidratação, prática de atividade física e uma boa noite de sono são recomendações indispensáveis para fortalecer o corpo e se prevenir de doenças. Também é aconselhável evitar o consumo de cigarro e de bebidas alcoólicas, manter os ambientes bem ventilados e evitar grandes aglomerações sem boa ventilação. Bons hábitos de higiene também são essenciais, como lavar frequentemente as mãos. Manter as vacinas em dia também é um aspecto importante. De maneira geral, as vacinas são indicadas a todos, e muitas dessas doenças de inverno podem ser evitadas por meio da vacinação (meningite, pneumonia e gripe). No caso da gripe, a vacina protege dos casos de Influenza A (incluindo H1N1) e Influenza B.
      Evite sempre a automedicação! Somente a avaliação médica poderá indicar o diagnóstico correto e o melhor tratamento para cada caso.
    • Sobre a automedicação
      A automedicação é contraindicada em qualquer caso, desde os mais simples até os mais graves. O uso inadequado de medicação, além de não ajudar no tratamento, pode prejudicar alguns quadros e até mesmo levar à morte.

Dr. Claudio Roberto Gonsalez | Infectologista, prestador de serviços do Hospital América de Mauá | CRM –SP   57.166 | Membro do Serviço de Controle de Infecções Relacionadas a Assistência à Saúde do Hospital América.


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Hematologista infantil do Hospital América de Mauá alerta sobre a prevenção e o tratamento da anemia e da leucemia.

A campanha Junho Laranja é dedicada à prevenção e ao tratamento da anemia e da leucemia. Segundo o consenso de anemia ferropriva da Sociedade Brasileira de Pediatria (2 de junho de 2018), calcula-se que quase 2 bilhões de pessoas em todo o mundo apresentam anemia, sendo que 27% a 50% da população é afetada pela deficiência de ferro. De acordo com o mesmo documento, no Brasil, os dados variam, mas a maior parte deles provêm de estudos de grupos isolados, não representativos da realidade nacional. No país, entre 40% e 50% das crianças estudadas apresentam deficiência de ferro, a maioria delas com menos de 3 anos, incluindo também gestantes.

Em 2009, numa revisão sistemática de 53 artigos brasileiros (total aproximado de 21.000 crianças avaliadas), a prevalência descrita para anemia foi de 53%, com incidência maior nas regiões Norte e Nordeste. “Quanto às leucemias, consideradas os tipos de neoplasias que mais afetam crianças, a frequência foi de 25% a 35%. Um estudo realizado com os Registros de Câncer de Base Populacional no Brasil demonstrou que, para pacientes entre 0 a 18 anos, as porcentagens de novos casos de leucemias variam de 15% a 50%, englobando todas as neoplasias infanto-juvenis”, explica a Dra. Bianca Ribeiro Barreto, hematologista infantil e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

“A anemia é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a condição na qual o índice de hemoglobina no sangue é anormalmente baixo em consequência da carência de um ou mais nutrientes essenciais, independentemente da origem dessa carência.  A anemia pode ser classificada como adquirida ou hereditária, e suas causas podem estar relacionadas, entre diversos fatores, à deficiência nutricional, ao aumento da destruição das células vermelhas do sangue e à diminuição da produção das células sanguíneas. Já a leucemia é uma doença caracterizada pela expansão clonal de precursores hematopoiéticos na medula óssea (fábrica do sangue), ou seja, pela ocorrência da produção de células anormais na medula óssea em detrimento dos elementos normais”, pontua a doutora.

O principal risco da anemia é a deficiência do ferro, que tende a aumentar nas populações sujeitas a carências nutricionais, em que a ingestão ou absorção de ferro é inadequada. Entre os fatores que podem levar à carência desse nutriente estão dietas com ingestão de grande quantidade de chá ou café, hábitos vegetarianos, baixo nível socioeconômico e educacional, faixa etária (principalmente lactentes), parasitoses, anemia materna durante a gestação e associação com doenças que podem provocar distúrbios hemorrágicos. “Na leucemia, são várias as linhagens celulares que derivam da medula óssea, dependendo do tipo de glóbulos brancos que a doença afeta. As leucemias podem ser divididas em dois grupos: linfoides ou mieloides. Além disso, quanto ao tempo de crescimento das células, podem ser classificadas como agudas (crescimento rápido de células imaturas) e crônicas (as células maduras aumentam, porém são anormais). Na infância, as leucemias agudas representam 30% das neoplasias (cânceres), e o tipo mais comum é a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), sendo os fatores de risco e prognósticos: idade da criança na ocasião do diagnóstico, contagem de leucócitos (células de defesa) no hemograma e em exames como imunofenotipagem e cariótipo, comprometimento do Sistema Nervoso Central quando realizado o diagnóstico e resposta precoce à terapia. No caso da Leucemia Mieloide Aguda (LMA), temos como fatores de risco: exposição pré-natal a álcool, pesticidas e infecções virais, exposição ambiental a radiação ionizante, infecções virais, pesticidas e solventes orgânicos, como o benzeno, além de doenças hereditárias e doenças adquiridas”, comenta a hematologista.

Para a realização do diagnóstico das anemias é necessário analisar a história clínica do paciente, associando-a a um exame físico minucioso, bem como exames laboratoriais. “Do ponto de vista laboratorial, o primeiro exame a ser solicitado é o hemograma, o qual será o norteador da investigação do caso a depender das alterações presentes nele. Outro exame extremamente importante é o Teste do Pezinho, para excluir possíveis causas genéticas. Já o diagnóstico da leucemia é realizado a partir de uma suspeita clínica, que deve ser confirmada por exames complementares. O primeiro deles é o hemograma, cujas alterações podem nos levar a realizar a coleta e a análise de material da medula óssea por meio do mielograma. Posteriormente, são realizados outros exames para melhor caracterização dos tipos de leucemias, ressalta a especialista.

Para prevenir as duas patologias, existem alguns cuidados que devem ser tomados. “Como a anemia ferropriva pode ser causada por dieta inadequada, aumento da demanda nutricional, perdas sanguíneas e má absorção do ferro, é necessário que se combata os agentes causais. Na infância, orientação nutricional, fortificação alimentar e suplementação medicamentosa (respeitando sobretudo a faixa etária, o peso e valor de suplementação em específico) são essenciais. Em relação à leucemia, conseguimos nos prevenir evitando alguns fatores de risco, como os associados à exposição à radiação ionizante e a solventes orgânicos (benzeno) e pesticidas, finaliza a médica.

Dra. Bianca Ribeiro Barreto | CRM 166231 | Hematologista Pediátrica | Prestadora de serviços do Hospital América de Mauá

Junho Laranja - mês de combate à anemia e leucemia
Junho Laranja – mês de combate à anemia e leucemia

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09/05/2019 Dicas

O Hospital América resolveu inovar e ser o primeiro hospital em Mauá a se associar ao serviço de distribuição de podcasts no Spotify, Google Podcasts e Apple Podcasts.

podcast é uma mídia de transmissão de informações, como um programa de rádio, a diferença é que você pode ouvir o que quiser, na hora que quiser. “Segundo o Deezer, o tempo que o brasileiro passa ouvindo podcasts cresceu 130% no ano passado. No Spotify, cresceu 330%. Até 2022, mais de 1,3 bilhões de pessoas estarão ouvindo podcasts. Isso mostra que cada vez mais pessoas querem ouvir conteúdo de qualidade, não somente música ou navegar nas redes sociais”, explica Rafael Neaime, gerente de marketing do Hospital América.

A iniciativa partiu do setor de marketing do hospital e tem como objetivo disseminar informações sobre saúde, mas com uma linguagem simples e acessível. “Os podcasts servem não só como distração para o período em que os pacientes estão no hospital, mas também como forma de ouvir conteúdos interessantes”, comenta o gerente.

Periodicamente, serão postados conteúdos sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida para as pessoas que utilizam os serviços do Hospital América. “Eles encontrarão informações sobre o dia a dia do hospital e, principalmente, dicas de saúde”, finaliza Neaime.

O Hospital América resolveu inovar e ser o primeiro hospital em Mauá a se associar ao serviço de distribuição de podcasts no Spotify, Google Podcasts e Apple Podcasts. Periodicamente, serão postados conteúdos sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida com uma linguagem simples e acessível.

Conheça já! https://spoti.fi/2URCoC9


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09/04/2019 Dicas

Hospital América de Mauá cria programa especial para as pessoas que não possuem plano de saúde

Todos nós sabemos que quem não possui plano de saúde sofre com a demora no atendimento e com a lotação dos sempre saturados serviços do SUS. Pensando nesse público, o Hospital América criou o programa Na Sua Medida, com consultas ambulatoriais a preços populares, para que a população de Mauá e região possa se beneficiar de uma infraestrutura hospitalar de alta tecnologia, de um atendimento acolhedor, preciso e confiável para a realização de suas consultas de rotina. “O programa foi criado para beneficiar os pacientes que não possuem plano de assistência médica ou aqueles que possuem plano sem acordo comercial com o Hospital América. O objetivo é que os pacientes possam ter assistência médica com preços mais acessíveis”, explica Dr. Ricardo Barbosa Diniz, diretor clínico do Hospital América de Mauá.

O programa foi idealizado pela equipe de profissionais do Hospital América de Mauá. “O paciente será atendido e avaliado pelo especialista. Posteriormente, o paciente retornará com o médico para uma nova avaliação e cuidados necessários”, comenta o diretor.

O Na Sua Medida é destinado a todas as pessoas, de todas as idades e todas as especialidades participam do programa.

Para mais informações, consulte-nos pelo telefone: (11) 4544-2085


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28/03/2019 Oftalmologia

Oftalmologista do Hospital América fala sobre a importância da prevenção à cegueira.

A campanha Abril Marrom foi criada em 2016 e tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a cegueira, para que saibam como evitá-la e, em alguns casos, revertê-la. A campanha visa alertar a população sobre a necessidade de exames oftalmológicos preventivos que possam diagnosticar estados iniciais de determinadas doenças, evitando a perda visual.

A cegueira atinge cerca de 1,2 milhões de brasileiros, segundo dados recentes do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Deste total, em torno de 60% dos casos são tratáveis. “Muitos casos de cegueira podem ser evitados ou revertidos, mediante diagnóstico precoce e tratamento. Considerando que cerca de 80% de todas as informações que recebemos do mundo exterior nos chegam através da visão, podemos perceber o impacto devastador que a perda visual causa na qualidade de vida de uma pessoa, independente da faixa etária em que ocorra”, explica a Dra. Renata Bastos Alves, coordenadora da equipe de oftalmologia e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

Existem alguns fatores de risco para a cegueira ou a perda da visão. “Cada patologia tem seus próprios fatores de risco, mas idade (acima da 40 anos), familiares de primeiro grau com doenças semelhantes, doenças associadas (como hipertensão arterial e diabetes) e hábitos como o tabagismo estão entre os principais fatores relacionados à maioria dos casos de cegueira nos pacientes adultos. Já nas crianças, a presença de estrabismo é o fator de risco mais relevante para a ambliopia (olho preguiçoso)”, ressalta a especialista.

As principais doenças que podem levar a cegueira são: “Catarata, perda de transparência do cristalino (lente natural do olho), que pode ocasionar perda visual em diferentes níveis, podendo chegar à cegueira. Em geral, afeta indivíduos acima dos 50 anos de idade; Glaucoma, aumento da pressão do olho, na maioria das vezes sem sintomas, que vai progressivamente causando a morte do nervo óptico (responsável por levar ao cérebro as imagens), acarretando cegueira de forma irreversível. Devido ao fato de não manifestar sintomas até que o comprometimento visual já esteja muito adiantado, é fundamental que as pessoas, principalmente acima dos 40 anos, façam exame oftalmológico de rotina, com medida da pressão ocular e fundo de olho anualmente; Degeneração Macular relacionada à idade (DMRI) é uma inflamação na região da retina chamada mácula, que ocorre principalmente em pessoas acima dos 60 anos, levando à formação de uma cicatriz no local, o que ocasiona perda da visão central. A pessoa passa a ver uma “mancha” bem no centro da visão, que será tanto maior, quanto maior for o tempo e a extensão da inflamação do tecido, restando apenas a periferia do campo visual, o que causa, muitas vezes, incapacidade permanente; Retinopatia diabética, alteração nos vasos sanguíneos da retina (tecido localizado no fundo do olho, que recebe a informação visual e encaminha ao nervo óptico, para que as imagens sejam percebidas). No paciente diabético não controlado ocorre a formação de vasos sanguíneos mais frágeis na retina, além de vazamento de líquidos e sangramento. Isso faz com que a visão fique muito prejudicada, além de predispor à hemorragia vítrea e ao descolamento da retina, situações de muita gravidade, que exigem cirurgia urgente e podem levar à cegueira; Ambliopia, perda visual em graus variáveis (podendo chegar à cegueira), causada por falta de diagnóstico de problemas oculares na infância, como estrabismo, catarata congênita, glaucoma congênito, tumores oculares, como o retinoblastoma (câncer ocular que começa na parte de trás do olho, retina) ou altos graus de miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Quando esses problemas aparecem, devem ser tratados rapidamente, porque a criança só “aprende” a enxergar até por volta dos 6-7anos de idade. Após esse período, mesmo tratados os problemas oculares, a visão não pode ser completamente restabelecida”, pontua a oftalmologista.

Os sintomas iniciais na maioria das doenças são uma perda visual leve, um embaçamento, que vai desde a dificuldade para leitura, para assistir TV ou dirigir, evoluindo progressivamente para cegueira completa. “Muitos pacientes, infelizmente, negligenciam esses sintomas iniciais, ou mesmo não os percebem, principalmente quando a patologia envolve os olhos de maneira assimétrica (um olho mais acometido que o outro), buscando tratamento apenas tardiamente, quando, infelizmente, já não há mais o que fazer”, comenta a doutora.

Para prevenção, investigação, diagnóstico e tratamento de qualquer doença ocular, é preciso acompanhamento com o médico oftalmologista e realização de exames de rotina. “Nos adultos, deve ser aferida anualmente a pressão ocular (tonometria), além de exames como biomicroscopia, fundo de olho e mapeamento das retinas, que podem diagnosticar a maioria das patologias que leva à cegueira. Não apenas a realização do exame é importante, mas a sua correta interpretação e a introdução do tratamento mais eficaz para cada tipo de patologia ocular. Para as crianças, é obrigatório, ao nascimento, um exame que se chama “teste do olhinho”. Nesse exame, o médico consegue observar se há alguma alteração na passagem da luz para dentro do olho. Qualquer alteração deve ser direcionada diretamente para investigação mais profunda e tratamento. No Hospital América, contamos com aparelhos precisos de alta tecnologia e profissionais especialistas nas mais diversas áreas da oftalmologia, para que o paciente tenha seu diagnóstico e tratamento de forma rápida e assertiva, possibilitando a recuperação visual ou a interrupção da perda visual”, lembra a médica.

Os tratamentos das doenças oculares variam de acordo com cada caso. “Para a catarata, o tratamento é cirúrgico, com a substituição do cristalino opaco por uma lente intraocular, e restabelecimento rápido da visão. No caso do glaucoma, são usados colírios que diminuem a pressão ocular, estacionando a lesão do nervo óptico e impedindo a progressão da perda da visão. Em alguns casos, pode ser necessária cirurgia ou procedimentos a laser para controlar a pressão. Nos pacientes com degeneração macular, bem como naqueles com retinopatia diabética, os tratamentos com diferentes tipos de laser nos vasos da retina são eficazes e, atualmente, a injeção de substâncias anti-angiogênicas (que impedem a formação dos vasos defeituosos) e anti-inflamatórias intra-vítreas tem mostrado bons resultados em termos de recuperação visual. Nas crianças, uma vez diagnosticado o problema ocular, o tratamento precoce pode evitar a perda visual (ambliopia)”, recomenda Alves.

A prevenção está diretamente relacionada à conscientização da população sobre a existência dessas doenças e, sobretudo, ao diagnóstico precoce, através dos quais se pode evitar a maioria dos casos de cegueira.

Dra. Renata Bastos Alves | Coordenadora da equipe de oftalmologia e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 83686.


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28/03/2019 Dicas

Especialista do Hospital América explica as principais doenças do outono e como preveni-las.

Se por um lado o tempo fica mais agradável, por outro temos uma mudança climática com a redução da umidade relativa do ar; a inversão térmica (responsável pelo acúmulo maior de poluentes na atmosfera); a maior concentração de pessoas em locais fechados e pouco arejados; e também o uso de casacos de lã e cobertores, que ficam guardados no armário por longos períodos e acumulam poeira e ácaros. Essas condições propiciam a ocorrência de afecções (doenças), principalmente das vias respiratórias, com processos inflamatórios e alérgicos. A seguir, o Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista, prestador de serviços no Hospital América de Mauá, destaca as principais características de cada doença, para ajudar na identificação e como preveni-las!

O resfriado é uma infecção viral do trato respiratório superior (nariz e garganta) e pode ser causado por vários tipos de vírus. A maioria das pessoas se recupera entre 7 e 10 dias. Os sintomas do resfriado são os mesmos da gripe, mas aparecem de maneira mais leve. A pessoa com resfriado pode apresentar, entre outros sintomas, coriza intensa, dor de garganta, tosse, congestionamento nasal, dores no corpo ou leve dor de cabeça, espirros, febre baixa e mal-estar.

A sinusite é uma inflamação dos seios paranasais e pode ocorrer após o resfriado. Essa inflamação dificulta a drenagem e causa acúmulo de muco. A sinusite pode provocar congestão ou obstrução nasal, que causa dificuldades respiratórias pelo nariz, inchaço e pressão ao redor dos olhos, corrimento amarelo ou verde no nariz ou na parte posterior da garganta, dor de cabeça e facial.

A otite é mais comum em crianças. É uma infecção no ouvido causada por uma bactéria ou vírus. Geralmente, essa infecção é resultado de uma gripe ou resfriado, por isso, é mais comum no outono e inverno. A poluição e o tabaco também são fatores de risco para a doença. Dor de ouvido – especialmente quando deitado –, perda de equilíbrio, febre, dor de cabeça, drenagem de fluido pelo ouvido e audição diminuída são alguns dos sintomas.

A pneumonia é um processo infeccioso ou inflamatório que atinge os pulmões e é causada por bactérias, vírus ou fungos. Os sinais e sintomas da pneumonia variam e podem incluir dor no peito ao respirar ou tossir, tosse com catarro, fadiga, febre, transpiração e calafrios com tremor, náusea e dificuldade para respirar.

A rinite é uma inflamação do nariz e estruturas adjacentes ocasionada pela exposição aos alérgenos e caracterizada por espirros em salva, coriza, prurido (coceira) nasal e congestão nasal. Tanto a Asma, quanto a Rinite, são doenças com determinação genética influenciadas por fatores ambientais.

A bronquite, cujo termo genérico refere-se a uma inflamação dos brônquios, pode ser ocasionada por infecções, agentes irritantes e alergia. No nosso país, a população frequentemente chama de bronquite o que na verdade é asma.

Como prevenir:

– Lavar as mãos várias vezes ao dia;

– Cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir;

– Higienizar as vias aéreas superiores (fossas nasais) frequentemente com solução salina;

– Não compartilhar objetos de uso pessoal;

– Evitar locais com aglomeração de pessoas;

– Não fumar e evitar ambientes com fumantes;

– Usar umidificador de ar quando o tempo estiver muito seco;

– Higienizar os brinquedos das crianças frequentemente;

– Ter uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes;

– Antes de utilizar roupas de frio, guardadas no período mais quente, higienizar adequadamente para evitar a permanência excessiva de ácaros;

– Evitar exposição a mudanças bruscas de temperatura agasalhar-se;

– Se hidratar muito durante o dia;

– Vacinar-se contra diversas doenças reduz significativamente a ocorrência de algumas doenças infecciosas, como a gripe (a vacina previne contra o vírus Influenza e também o H1N1 – gripe suína), pneumonia, coqueluche, meningites e sarampo.

Sobre as vacinas

 

As vacinas são processos artificiais que simulam no organismo da pessoa uma condição semelhante a do contato natural desse indivíduo com um agente biológico agressor específico (germe). Dessa forma, é induzida uma infecção simulada no organismo que, frente a essa circunstância, desenvolverá mecanismos de defesa contra o agente agressor induzido pela vacinação. Esse processo permite que o indivíduo constitua uma condição de defesa, que o protegerá contra aquele agente agressor, quando for exposto naturalmente a ele. Com isso, quando o indivíduo for exposto, agora de forma natural ao agente infeccioso, ficará imune às doenças contra as quais foi vacinado, podendo não desenvolver a doença ou, mesmo desenvolvendo-a, será de forma mais branda e com menores consequências. Considerando que o organismo dependerá de um tempo entre a vacinação e o desenvolvimento de proteção contra essas doenças, concluímos que a vacinação deverá ocorrer antes do período de risco, no caso do outono e do inverno. As vacinações seguem a calendários específicos que devem ser obedecidos para maior benefício das pessoas vacinadas, e isto sempre antes do período mais frio.

Dr. Claudio Roberto Gonsalez | Infectologista, prestador de serviços do Hospital América de Mauá | CRM –SP 57.166 | Membro do Serviço de Controle de Infecções Relacionadas a Assistência à Saúde do Hospital América.


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19/02/2019 Dicas

Especialista do Hospital América dá dicas para aproveitar o Carnaval, sem prejudicar a saúde.

Sinônimo de alegria, o Carnaval é uma festa belíssima, marcada pela diversidade e pelas características regionais; porém, seja no Carnaval da Bahia, do Rio de Janeiro ou nos bloquinhos das cidades do interior, há algo em comum:  o gasto de muita energia. Por isso, é fundamental que se esteja fisicamente preparado, alimentado e hidratado. Confira algumas dicas da Dra. Maria Bernadette Zambotto Vianna, coloprocotologista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, para manter a energia durante os dias de folia!

    • Nesses dias de Carnaval, devemos nos alimentar de forma gradativa ao longo do dia, no que se refere à quantidade. Capriche no desjejum e, para o almoço e o jantar, dê preferência aos alimentos leves. Os lanchinhos entre refeições são importantes, sem dúvida.
    • Não podemos nos esquecer de que estamos no alto verão, o que, por si só, já nos exige um cuidado maior na hidratação.
    • Beba água, muita água. No mínimo os 2 litros, quantidade recomendada habitualmente, acrescida de outros líquidos, como água de coco, chás claros gelados e sucos de frutas.
    • Sugiro frutas frescas, frutas secas, refeições com mínima quantidade de gordura e de fácil digestão (diminuir bastante o consumo de carnes, sobretudo as vermelhas).
    • Ficar longe de frituras, temperos fortes e industrializados, embutidos, refrigerantes.
    • Protetor solar, chapéu com abas largas.  No rosto, sempre fatores altos:  acima de 50. No corpo, no mínimo fator 15.
    • Recomendo que se leve uma garrafa de água, de 500ml, para ir tomando durante a festa.
    • Ficar atento aos sinais que o corpo emite, pedindo mais água:  saliva mais espessa, sudorese intensa – nesse momento, tome mais água. Muito cuidado ao comprar água nas ruas, devido à contaminação dos recipientes. Como falei há pouco, estaremos sob temperaturas acima dos 30º C e tudo pode ser mais facilmente contaminado. Compre de fontes seguras em higiene.
    • Doenças típicas de verão: gastroenterocolites agudas (diarreia, vômitos e febre) associadas a vírus (rotavírus) ou a bactérias (salmonella). Solução: comer alimentos bem leves e apenas em locais seguros.  Evitar alimentos crus, como saladas e frutas descascadas e picadas, fora de casa.  Cuidado com a origem da água.
    • Desidratação: muito comum, sobretudo em crianças e pessoas acima dos 60 anos, cujos mecanismos regulatórios são mais sensíveis. Solução: tomar água o tempo todo, em pequenas porções.
    • Condições de acondicionamento de bebidas pelos vendedores ambulantes: sinal vermelho!  Sim, a contaminação pode ser levada desde uma latinha ou copinho até a boca e, consequentemente, trato gastrointestinal.  Por isso, é recomendado que a compra seja de fonte segura em higiene:  estabelecimentos sujeitos a fiscalização são mais confiáveis.
    • Cuide de sua saúde sexual. Use preservativo para se proteger das IST: infecções sexualmente transmissíveis.  Observo ainda, que o contato não é exclusivo entre genitais.  Pode ocorrer na boca e garganta, o que, muitas vezes, dificulta o diagnóstico e o tratamento.

 

Dra. Maria Bernadette Zambotto Vianna, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | Cremesp 83319 | Cirurgiã de trauma, coloproctologista, colonoscopista| Especialista em APH: Atendimento Pré-Hospitalar.


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Oftalmologista do Hospital América de Mauá esclarece o que é o distúrbio e quais os tratamentos

O estrabismo é a perda no alinhamento dos olhos, que pode afetar um olho ou ambos. As causas mais comuns são de origem genética, mas também podem ocorrer por traumatismos, alterações vasculares cerebrais, doenças da tireoide e doenças neurológicas. “Existem quatro tipos de estrabismos quanto à orientação do desvio: Convergentes (para dentro), divergentes (para fora), verticais (para cima ou para baixo) ou torcionais (geralmente com inclinação da cabeça)”, explica a Dra. Renata Bastos Alves, oftalmologista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

O estrabismo pode estar presente já no início da vida ou surgir posteriormente, podendo ser assintomático ou o paciente queixar-se de visão dupla. Em qualquer caso em que se perceba a perda do alinhamento ocular, é necessária a avaliação do especialista. “Nas crianças pequenas, o olho desviado tende a não desenvolver a visão adequadamente, o que é chamado ambliopia (“olho preguiçoso”). Além disso, pode haver visão dupla, torcicolos (na tentativa de alinhar os olhos), além da questão estética”, esclarece a especialista.

O tratamento do estrabismo começa pelas correções que provocam o distúrbio. Quanto antes a avalição e o diagnóstico, melhores e mais rápidos são os resultados. “Dependendo da causa, pode variar desde o uso de óculos, até tratamento oclusivo (“tampão”), tratamento da doença de base, quando necessário, associado ou não à cirurgia”, ressalta Alves.

A cirurgia é indicada principalmente se o desvio é estável, e persiste mesmo após o uso de óculos ou controle da doença de base (diabetes, hipertireoidismo). Nos casos congênitos (presentes ao nascimento), a cirurgia pode ser indicada a partir dos 10 meses de vida. Antes da cirurgia, o paciente deve ser avaliado por um médico oftalmologista, especialista em estrabismo, que indicará procedimento cirúrgico, quando necessário. “As cirurgias são realizadas após uma criteriosa avaliação oftalmológica pelo especialista em estrabismo, que, após realizar estudo dos movimentos oculares, define a melhor técnica para a correção do desvio. Pode ser necessária a cirurgia em um ou ambos os olhos, associada ou não ao uso de óculos. No Hospital América temos oftalmologista especialista em estrabismo e disponibilizamos uma ótima estrutura para anestesia geral”, finaliza.

Dra. Renata Bastos Alves | CRM: 83686 | Coordenadora do setor de oftalmologia | Prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.


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Hospital América de Mauá alerta a população sobre os sintomas e riscos da doença

A Hanseníase, também conhecida como Mal de Hansen e historicamente como Lepra, é uma doença infecciosa crônica causada por um microorganismo (bactéria) chamado Mycobacterium leprae. Ela é transmitida de pessoa para pessoa, principalmente no convívio com doentes sem tratamento.  “A bactéria é transmitida pelas vias respiratórias (pelo ar), e não por objetos utilizados pelo paciente. Estima-se que a maioria da população possua defesa natural (imunidade) contra o M. leprae. Portanto, a maior parte das pessoas que entra em contato com a bactéria não irá desenvolver a doença. É sabido que a susceptibilidade ao M. leprae possui influência genética. Assim, familiares de pessoas com hanseníase possuem maior chance de adoecer. A doença acomete principalmente os nervos superficiais da pele e os troncos dos nervos periféricos (localizados na face, pescoço, braços, pernas), mas também pode afetar os olhos e órgãos internos (mucosas, testículos, ossos, baço, fígado etc.). Se não tratada logo no início, a doença quase sempre evolui, torna-se transmissível e pode atingir pessoas de qualquer sexo ou idade, inclusive crianças e idosos. Essa evolução ocorre, em geral, de forma lenta e progressiva, podendo levar a incapacidades físicas”, explica Dra. Thaiz Santos Ochôa, dermatologista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

A doença apresenta-se de várias formas na pele, podendo parecer como diversas outras doenças de pele mais comuns, o que pode dificultar o seu diagnóstico e atrasar o tratamento. A hanseníase ainda se configura como um grave problema de saúde pública em muitos países, inclusive no Brasil. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil e a Índia são os dois países mais endêmicos do mundo, sendo notificados, pois o Brasil apresentava no ano de 2009 15,4% (37.610 casos) dos doentes existentes no mundo, enquanto na Índia o índice era de 54,7% (133.717casos), o que torna a hanseníase uma doença de notificação obrigatória. “A OMS registra anualmente aproximadamente 250 mil casos novos de hanseníase no mundo, o que mostra a persistência da transmissão da infecção nas últimas 3 décadas; ou seja, mesmo com tratamento já estabelecido e fornecido gratuitamente pelos órgãos públicos, a hanseníase não foi eliminada. No Brasil, as regiões Norte e Centro-oeste apresentaram os maiores índices de notificações de novos casos de hanseníase no ano de 2012”, esclarece Dra. Thaiz.

No dia 27 de janeiro comemora-se o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase (janeiro Roxo). A data, celebrada sempre no último domingo do mês, reforça o compromisso em controlar a hanseníase, oferecer o diagnóstico da doença e seu tratamento correto, bem como difundir informações e desfazer o preconceito.  Durante todo o mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermédio do Departamento de Hanseníase e a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), promovem campanhas e ações educativas para a população.

Os principais sinais e sintomas da hanseníase são: “Áreas da pele, ou manchas esbranquiçadas, acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor e/ou ao tato, podendo ou não ser dolorosa; formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que evoluem para dormência – a pessoa se queima ou se machuca sem perceber; pápulas e nódulos (caroços), normalmente sem sintomas; diminuição ou queda de pelos no corpo ou no local da lesão, podendo acometer os pelos das sobrancelhas (madarose); pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local; diminuição e/ou perda de sensibilidade nas áreas dos nervos afetados, principalmente nos olhos, mãos e pés; entupimento, feridas e ressecamento do nariz; ressecamento e sensação de areia nos olhos”, pontua a especialista.

No início da doença, a lesão de pele pode ser única, mais clara do que a pele ao redor (mancha), não é elevada (sem alteração de relevo), apresenta bordas mal delimitadas, e é seca (“não pega poeira” – uma vez que não ocorre sudorese na respectiva área). Há perda da sensibilidade (hipoestesia ou anestesia) térmica e/ou dolorosa, mas a tátil (capacidade de sentir o toque) geralmente é preservada.  “Para direcionar o tratamento da doença, o paciente, no momento do diagnóstico, é colocado numa tabela de classificação, que possuem dois polos: de um lado os pacientes com mais imunidade e que, na maioria das vezes, possuem menos lesões; no lado aposto pacientes com baixa imunidade à bactéria e que possuem mais lesões. O diagnóstico da hanseníase deve ser baseado, essencialmente, no quadro clínico do paciente. Quando disponíveis, de qualidade e confiáveis, os exames subsidiários (baciloscopia e biópsia de pele) podem ser feitos. O teste de sensibilidade também pode ser realizado pelo médico”, ressalta Ochôa.

O tratamento da hanseníase é realizado através da medicação, poliquimioterapia, que, dependendo da sua classificação no momento do diagnóstico, pode ter a duração de 6 meses a 1 ano. O tratamento é supervisionado pelos agentes de saúde e possuem doses supervisionadas, de acordo com o Ministério da Saúde. “É imprescindível avaliar a integridade da função neural no momento do diagnóstico, na ocorrência de estados reacionais (durante o tratamento) e na alta por cura (término da medicação). O grau de incapacidade física é uma medida que indica a existência de perda da sensibilidade protetora e/ou deformidade visível em consequência de lesão no nervo. A prevenção de incapacidades em hanseníase inclui um conjunto de medidas visando evitar a ocorrência de danos físicos, emocionais e socioeconômicos. A principal forma de prevenir as deficiências e as incapacidades físicas é o diagnóstico precoce. O objetivo geral da prevenção é proporcionar ao paciente, durante o tratamento e após alta, a manutenção ou melhora de sua condição física, socioeconômica e emocional. Considerada a doença mais antiga da humanidade, a hanseníase tem cura, mas ainda é um grave problema de saúde pública”, finaliza.

Dra. Thaiz Santos Ochôa | Dermatologista | CRM 121.336 | Prestadora de Serviços no Hospital América de Mauá
Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


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Dicas para o Verão!!!

Durante o verão, aumentam as atividades realizadas ao ar livre. A radiação solar incide com mais intensidade sobre a terra, aumentando o risco de queimaduras, câncer da pele e outros problemas. Por isso, não podemos deixar a fotoproteção de lado. Veja a seguir dicas para aproveitar a estação mais quente do ano sem colocar a saúde em risco.

Roupas e acessórios
Além do filtro solar, no verão é importante usar chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre, pois eles bloqueiam a maior parte da radiação UV.  Tecidos sintéticos, como o nylon, bloqueiam apenas 30%. Evite a exposição solar entre 10 e 16 horas (horário de verão). As barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem 50% da radiação UV.  Outro objeto que tem extrema importância são os óculos de sol, que previnem catarata e outras lesões nos olhos.

O verão é o momento de intensificar o uso de filtro solar, que deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer.  Os produtos com fator de proteção solar (FPS) 30, ou superior, são recomendados para uso diário e também para a exposição mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc.). O produto deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS). Aplicar o produto 30 minutos antes da exposição solar, para que a pele o absorva. Distribuí-lo uniformemente em todas as partes de corpo, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés. Reaplicar a cada duas horas. Porém, atenção, esse tempo diminui se houver transpiração excessiva ou se entrar na água. Dica: o uso de fluidos siliconados nas pontas dos cabelos impede que eles se danifiquem com o vento, sol ou maresia.

É importante também proteger as cicatrizes, especialmente as novas, que podem ficar escuras se expostas ao Sol. Já as antigas também devem ser protegidas, pois há risco de desenvolvimento de tumores, apesar de ser um evento raro. A proteção pode ser feita com uso de barreiras físicas como adesivos, esparadrapos ou por meio do uso de filtro solar.

Alerta: pessoas de pele negra têm uma proteção “natural”, pela maior quantidade de melanina produzida, mas não podem se esquecer da fotoproteção, pois também estão sujeitas a queimaduras, câncer da pele e outros problemas. Assim como as pessoas de pele mais clara, precisam usar filtro solar, roupas e acessórios apropriados diariamente.

Hábitos diários
As temperaturas mais quentes exigem hidratação redobrada, por dentro e por fora. Portanto, deve-se aumentar a ingestão de líquidos no verão e abusar da água, do suco de frutas e da água de coco. Todos os dias, aplicar um bom hidratante, que ajuda a manter a quantidade adequada de água na pele. Alguns alimentos podem ajudar na prevenção aos danos que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenoides, substância que se deposita na pele e tem importante ação antioxidante. Ela é encontrada em frutas e em legumes de cor alaranjada ou vermelha. No verão estamos mais dispostos a comer de forma mais saudável, ingerindo carnes grelhadas, alimentos crus e cozidos; frutas e legumes com alto teor de água e fibras e baixo de carboidratos. Apostar nesses alimentos ajuda na hidratação do corpo, previne doenças e adia os sinais do envelhecimento. No banho, recomenda-se usar sabonetes compatíveis com o tipo de pele, de preferência neutros, porém, sem excesso. A temperatura da água deve ser fria ou morna, para evitar o ressecamento.

Micoses: infecções causadas por fungos e que podem ocorrer na pele, unhas e cabelos.  Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como calor, umidade e baixa de imunidade, estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença. Os pés, a virilha e as unhas são os lugares mais comuns em que elas aparecem, mas isso não significa que outras partes do corpo estejam imunes. Vale lembrar que ninguém está livre delas, crianças, jovens, adultos e idosos. A melhor forma de evitá-las é manter hábitos de higiene, como: secar-se bem após o banho, principalmente áreas de dobras da pele, como virilha, entre os dedos dos pés e axilas. Deve-se também evitar andar descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas). Atenção especial aos trabalhadores que usam os EPIs, o ideal é sempre rodiziar roupas e sapatos.

Miliária (brotoeja): pequenas bolinhas que surgem, especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor, principalmente nas “dobrinhas” da própria pele ou das roupas. Podem ser bolhas transparentes com pouca coceira ou “bolinhas” avermelhadas que coçam bastante. Usar roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados que propiciam a sudorese excessiva são algumas dicas para evitar brotoejas, sobretudo em pessoas predispostas.

Hipomelanose solar (Manchas e sardas brancas): as manchas e as sardas brancas surgem devagar e, quando menos se espera, lá estão elas.  Representam danos que os raios solares causaram na pele e aparecem gradativamente com o tempo, principalmente nas áreas expostas da pele.

Manchas senis ou melanoses solares: em geral, são escuras, de coloração entre castanho e marrom. Surgem em áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros. Já as sardas brancas aparecem quando há ação acumulativa da radiação solar sobre áreas de pele expostas ao sol de forma prolongada e repetida ao longo da vida. A melhor forma de evitá-las é não se esquecer do protetor solar. Essas lesões são benignas, não evoluem para o câncer da pele, entretanto, recomenda-se avaliação pelo dermatologista para diferenciá-las de lesões suspeitas, que merecem uma avaliação mais detalhada.

Fitofotodermatose (mancha do limão): ela sai depois de um tempo, diferente da melanose. Essa mancha é uma queimadura causada pela reação do componente químico da fruta com o sol. Muitas vezes não adianta só lavar, é preciso usar protetor solar para não queimar a pele. Importante lembrar que todas as frutas ácidas no sol podem manchar com menos intensidade, como abacaxi, laranja, tangerina, mas o limão é o mais comum.

Melasma. É a queixa mais frequente no consultório após o verão. Tem o surgimento relacionado a fatores genéticos, hormonais e sol. Costuma aparecer durante a gravidez ou por causa do uso de pílula anticoncepcional. Mas podem aparecer ao acaso, somente por exposição a luz visível. Não tem cura, mas tem melhora. Quem tem melasma precisa usar filtro solar acima de 50 FPS, duas vezes ao dia, e sempre prescrevo protetor solar com cor. Precisa também evitar lugares quentes, só o aumento da temperatura local da face (quando ficamos ruborizadas, com as bochechas vermelhas) pioram o melasma. Para os pacientes com melasma sempre friso que o sol não é o maior vilão, e sim a luz visível (UVA), radiação infravermelho, ambientes quentes (o próprio calor do fogão enquanto cozinhamos), a luz do computador, celular, de nossas casas, principalmente as luzes brancas que são as mais econômicas.

Acne solar: Formam-se lesões papulomatosas (bolinhas) com ou sem pus, sendo vermelhas, podendo ser doloridas como a acne comum da face. Ela é provocada pela mistura da oleosidade aumentada da pele, sudorese, uso do filtro solar e da própria radiação solar. Recomenda-se lavar o rosto com um sabonete adequado para o tipo de pele, usar tônicos mais adstringentes e filtros solares com base aquosa ou em gel, o que pode diminuir a oleosidade.

Pitiríase versicolor (pano branco): causado por um fungo que está presente no couro cabeludo. Pessoas com pele oleosa têm mais chance de ter. Também pode ser confundido com vitiligo.

– Quais cuidados com as crianças?
Em crianças, inicia-se o uso do filtro solar a partir dos seis meses de idade, utilizando um protetor adequado para a pele que é mais sensível, de preferência filtros físicos. Recomenda-se buscar orientação com pediatra ou dermatologista sobre qual o melhor produto para cada caso. É preciso que crianças e jovens criem o hábito de usar o protetor solar diariamente. É sempre bom lembrar que dar banho com sabonetes em crianças e deixá-las brincando na água com sabão é como deixar “roupas de molho”. A pele do lactante é muito fina, então assim que usar o sabonete no banho retire a criança da banheira. Use sempre sabonete neutro, podendo-se optar por sabonetes que se utilizam como shampoo e sabonete. Crianças apresentam suor intenso no verão. Utilize roupas leves, e para os pacientes de pele sensível ou com diagnostico de dermatite atópica, lembrar que o suor é muito irritativo para toda a pele, portanto é necessário um banho, rápido e morno, como o bom e velho banho de mangueira. Como sempre digo em toda consulta: Suor sai com água. Não precisa de sabonete. O menos é sempre mais para um atópico”. Criança também precisa se proteger do sol, e muito bem.

– Como se expor ao sol de maneira saudável para produção de vitamina D?
A vitamina D é um nutriente que é ativado na pele pelos raios solares UVB e nos rins com funções essenciais no ser humano, como a formação e manutenção dos ossos, absorção de cálcio e funcionamento adequado de uma série de órgãos. Alguns alimentos especialmente peixes gordos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe. Nos últimos anos, observou-se que uma grande parcela da população mundial (adulta e infantil) apresenta níveis baixos de vitamina D, o que pode favorecer a disfunção de uma série de processos no organismo. Ao passo que os filtros solares bloqueiam eficientemente a radiação ultravioleta B, a região protegida pelo filtro solar apresenta menor síntese de vitamina D. Entretanto, em áreas com menor incidência de radiação solar, como o Uruguai, mesmo os indivíduos que não utilizam filtros solares apresentam níveis baixos de vitamina D. A SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) recomenda que se conheçam os níveis individuais de vitamina D e a reposição oral seja feita com acompanhamento médico. Assim como incentiva a exposição direta de áreas cobertas, como pernas, costas, barriga, ou ainda palmas e plantas, por 5 a 10 minutos todos os dias, a fim de sintetizar vitamina D, sem sobrecarregar as áreas cronicamente expostas ao sol. Níveis baixos de vitamina D foram verificados em portadores de diferentes doenças. Não há, porém, até o momento, evidências que a suplementação ou níveis altos de vitamina D levem à proteção contra o câncer da pele. E níveis muito elevados podem levar a graves danos nos rins. Finalmente, a SBD esclarece que a radiação solar é essencial à vida no planeta, e seres humanos privados do sol desenvolvem uma série de doenças físicas e psiquiátricas. Entretanto, é possível expor-se ao sol com cuidado, de forma leve e gradual, evitando queimaduras, câncer da pele e minimizando o envelhecimento, a fim de se beneficiar do bem-estar que ele nos proporciona.

CUIDADOS COM OS CABELOS:
A higiene capilar não possui uma regra, depende do tipo de cabelo do paciente e da região na qual ele mora. Isso porque existem fatores individuais e ambientais que influenciam na oleosidade e ressecamento dos fios. Pessoas mais maduras, mulheres na pós-menopausa, negras e aquelas com cabelos secos, em geral, lavam menos, pois o sebo não se distribui uniformemente da raiz à haste, seja pela baixa produção ou pelo formato do fio ser encaracolado. Se um paciente tem o couro cabeludo oleoso e passa um período sem lavá-lo, a tendência é que ele fique ainda mais oleoso, com aspecto nada bonito. Isso pode até mesmo favorecer o surgimento da dermatite seborreica naqueles que já tenham essa tendência. E tanto o excesso de oleosidade quanto a dermatite seborreica fazem cair os cabelos. Se uma pessoa com cabelos secos lavá-los mais do que deveria, a tendência é que fiquem ainda mais ressecados, com aquele efeito frizz (arrepiado). Além disso, é importante evitar o excesso de detergente que os xampus contêm. Não é a quantidade de produto aplicado que assegura uma higiene adequada, e sim a forma como é aplicada durante o banho. O paciente sempre deve dar mais atenção ao couro cabeludo na hora da higienização. Oriento sempre 2 aplicações do shampoo. A primeira aplicação é a mais importante. A aplicação do couro cabeludo, é ali que está concentrada a oleosidade. No verão o ideal é lavar os cabelos em dias alternados. Por isso, o xampu deve ser aplicado especialmente nessa região que, em seguida, deve ser massageada ainda com o produto. O ideal é que o xampu permaneça ali, em geral, por dois a três minutos. Na sequência, ele vai descendo e removendo os resíduos que ficam no comprimento dos cabelos até a ponta. A oclusão dos cabelos com bonés, capacetes (principalmente trabalhadores que usam capacete como EPIs), gorro, toucas aumentam a oleosidade do couro cabeludo e no verão para quem tem couro cabeludo oleoso pode se beneficiar com lavagens diárias. Lavar os cabelos diariamente nesses casos não é prejudicial.

Dra. Thaiz Santos Ochôa | Dermatologista | CRM 121.336 | Prestadora de Serviços no Hospital América de Mauá | Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.



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