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Hospital América de Mauá alerta a população sobre os sintomas e riscos da doença

A Hanseníase, também conhecida como Mal de Hansen e historicamente como Lepra, é uma doença infecciosa crônica causada por um microorganismo (bactéria) chamado Mycobacterium leprae. Ela é transmitida de pessoa para pessoa, principalmente no convívio com doentes sem tratamento.  “A bactéria é transmitida pelas vias respiratórias (pelo ar), e não por objetos utilizados pelo paciente. Estima-se que a maioria da população possua defesa natural (imunidade) contra o M. leprae. Portanto, a maior parte das pessoas que entra em contato com a bactéria não irá desenvolver a doença. É sabido que a susceptibilidade ao M. leprae possui influência genética. Assim, familiares de pessoas com hanseníase possuem maior chance de adoecer. A doença acomete principalmente os nervos superficiais da pele e os troncos dos nervos periféricos (localizados na face, pescoço, braços, pernas), mas também pode afetar os olhos e órgãos internos (mucosas, testículos, ossos, baço, fígado etc.). Se não tratada logo no início, a doença quase sempre evolui, torna-se transmissível e pode atingir pessoas de qualquer sexo ou idade, inclusive crianças e idosos. Essa evolução ocorre, em geral, de forma lenta e progressiva, podendo levar a incapacidades físicas”, explica Dra. Thaiz Santos Ochôa, dermatologista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

A doença apresenta-se de várias formas na pele, podendo parecer como diversas outras doenças de pele mais comuns, o que pode dificultar o seu diagnóstico e atrasar o tratamento. A hanseníase ainda se configura como um grave problema de saúde pública em muitos países, inclusive no Brasil. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil e a Índia são os dois países mais endêmicos do mundo, sendo notificados, pois o Brasil apresentava no ano de 2009 15,4% (37.610 casos) dos doentes existentes no mundo, enquanto na Índia o índice era de 54,7% (133.717casos), o que torna a hanseníase uma doença de notificação obrigatória. “A OMS registra anualmente aproximadamente 250 mil casos novos de hanseníase no mundo, o que mostra a persistência da transmissão da infecção nas últimas 3 décadas; ou seja, mesmo com tratamento já estabelecido e fornecido gratuitamente pelos órgãos públicos, a hanseníase não foi eliminada. No Brasil, as regiões Norte e Centro-oeste apresentaram os maiores índices de notificações de novos casos de hanseníase no ano de 2012”, esclarece Dra. Thaiz.

No dia 27 de janeiro comemora-se o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase (janeiro Roxo). A data, celebrada sempre no último domingo do mês, reforça o compromisso em controlar a hanseníase, oferecer o diagnóstico da doença e seu tratamento correto, bem como difundir informações e desfazer o preconceito.  Durante todo o mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermédio do Departamento de Hanseníase e a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), promovem campanhas e ações educativas para a população.

Os principais sinais e sintomas da hanseníase são: “Áreas da pele, ou manchas esbranquiçadas, acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor e/ou ao tato, podendo ou não ser dolorosa; formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que evoluem para dormência – a pessoa se queima ou se machuca sem perceber; pápulas e nódulos (caroços), normalmente sem sintomas; diminuição ou queda de pelos no corpo ou no local da lesão, podendo acometer os pelos das sobrancelhas (madarose); pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local; diminuição e/ou perda de sensibilidade nas áreas dos nervos afetados, principalmente nos olhos, mãos e pés; entupimento, feridas e ressecamento do nariz; ressecamento e sensação de areia nos olhos”, pontua a especialista.

No início da doença, a lesão de pele pode ser única, mais clara do que a pele ao redor (mancha), não é elevada (sem alteração de relevo), apresenta bordas mal delimitadas, e é seca (“não pega poeira” – uma vez que não ocorre sudorese na respectiva área). Há perda da sensibilidade (hipoestesia ou anestesia) térmica e/ou dolorosa, mas a tátil (capacidade de sentir o toque) geralmente é preservada.  “Para direcionar o tratamento da doença, o paciente, no momento do diagnóstico, é colocado numa tabela de classificação, que possuem dois polos: de um lado os pacientes com mais imunidade e que, na maioria das vezes, possuem menos lesões; no lado aposto pacientes com baixa imunidade à bactéria e que possuem mais lesões. O diagnóstico da hanseníase deve ser baseado, essencialmente, no quadro clínico do paciente. Quando disponíveis, de qualidade e confiáveis, os exames subsidiários (baciloscopia e biópsia de pele) podem ser feitos. O teste de sensibilidade também pode ser realizado pelo médico”, ressalta Ochôa.

O tratamento da hanseníase é realizado através da medicação, poliquimioterapia, que, dependendo da sua classificação no momento do diagnóstico, pode ter a duração de 6 meses a 1 ano. O tratamento é supervisionado pelos agentes de saúde e possuem doses supervisionadas, de acordo com o Ministério da Saúde. “É imprescindível avaliar a integridade da função neural no momento do diagnóstico, na ocorrência de estados reacionais (durante o tratamento) e na alta por cura (término da medicação). O grau de incapacidade física é uma medida que indica a existência de perda da sensibilidade protetora e/ou deformidade visível em consequência de lesão no nervo. A prevenção de incapacidades em hanseníase inclui um conjunto de medidas visando evitar a ocorrência de danos físicos, emocionais e socioeconômicos. A principal forma de prevenir as deficiências e as incapacidades físicas é o diagnóstico precoce. O objetivo geral da prevenção é proporcionar ao paciente, durante o tratamento e após alta, a manutenção ou melhora de sua condição física, socioeconômica e emocional. Considerada a doença mais antiga da humanidade, a hanseníase tem cura, mas ainda é um grave problema de saúde pública”, finaliza.

Dra. Thaiz Santos Ochôa | Dermatologista | CRM 121.336 | Prestadora de Serviços no Hospital América de Mauá
Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


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Dicas para o Verão!!!

Durante o verão, aumentam as atividades realizadas ao ar livre. A radiação solar incide com mais intensidade sobre a terra, aumentando o risco de queimaduras, câncer da pele e outros problemas. Por isso, não podemos deixar a fotoproteção de lado. Veja a seguir dicas para aproveitar a estação mais quente do ano sem colocar a saúde em risco.

Roupas e acessórios
Além do filtro solar, no verão é importante usar chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre, pois eles bloqueiam a maior parte da radiação UV.  Tecidos sintéticos, como o nylon, bloqueiam apenas 30%. Evite a exposição solar entre 10 e 16 horas (horário de verão). As barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem 50% da radiação UV.  Outro objeto que tem extrema importância são os óculos de sol, que previnem catarata e outras lesões nos olhos.

O verão é o momento de intensificar o uso de filtro solar, que deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer.  Os produtos com fator de proteção solar (FPS) 30, ou superior, são recomendados para uso diário e também para a exposição mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc.). O produto deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS). Aplicar o produto 30 minutos antes da exposição solar, para que a pele o absorva. Distribuí-lo uniformemente em todas as partes de corpo, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés. Reaplicar a cada duas horas. Porém, atenção, esse tempo diminui se houver transpiração excessiva ou se entrar na água. Dica: o uso de fluidos siliconados nas pontas dos cabelos impede que eles se danifiquem com o vento, sol ou maresia.

É importante também proteger as cicatrizes, especialmente as novas, que podem ficar escuras se expostas ao Sol. Já as antigas também devem ser protegidas, pois há risco de desenvolvimento de tumores, apesar de ser um evento raro. A proteção pode ser feita com uso de barreiras físicas como adesivos, esparadrapos ou por meio do uso de filtro solar.

Alerta: pessoas de pele negra têm uma proteção “natural”, pela maior quantidade de melanina produzida, mas não podem se esquecer da fotoproteção, pois também estão sujeitas a queimaduras, câncer da pele e outros problemas. Assim como as pessoas de pele mais clara, precisam usar filtro solar, roupas e acessórios apropriados diariamente.

Hábitos diários
As temperaturas mais quentes exigem hidratação redobrada, por dentro e por fora. Portanto, deve-se aumentar a ingestão de líquidos no verão e abusar da água, do suco de frutas e da água de coco. Todos os dias, aplicar um bom hidratante, que ajuda a manter a quantidade adequada de água na pele. Alguns alimentos podem ajudar na prevenção aos danos que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenoides, substância que se deposita na pele e tem importante ação antioxidante. Ela é encontrada em frutas e em legumes de cor alaranjada ou vermelha. No verão estamos mais dispostos a comer de forma mais saudável, ingerindo carnes grelhadas, alimentos crus e cozidos; frutas e legumes com alto teor de água e fibras e baixo de carboidratos. Apostar nesses alimentos ajuda na hidratação do corpo, previne doenças e adia os sinais do envelhecimento. No banho, recomenda-se usar sabonetes compatíveis com o tipo de pele, de preferência neutros, porém, sem excesso. A temperatura da água deve ser fria ou morna, para evitar o ressecamento.

Micoses: infecções causadas por fungos e que podem ocorrer na pele, unhas e cabelos.  Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como calor, umidade e baixa de imunidade, estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença. Os pés, a virilha e as unhas são os lugares mais comuns em que elas aparecem, mas isso não significa que outras partes do corpo estejam imunes. Vale lembrar que ninguém está livre delas, crianças, jovens, adultos e idosos. A melhor forma de evitá-las é manter hábitos de higiene, como: secar-se bem após o banho, principalmente áreas de dobras da pele, como virilha, entre os dedos dos pés e axilas. Deve-se também evitar andar descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas). Atenção especial aos trabalhadores que usam os EPIs, o ideal é sempre rodiziar roupas e sapatos.

Miliária (brotoeja): pequenas bolinhas que surgem, especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor, principalmente nas “dobrinhas” da própria pele ou das roupas. Podem ser bolhas transparentes com pouca coceira ou “bolinhas” avermelhadas que coçam bastante. Usar roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados que propiciam a sudorese excessiva são algumas dicas para evitar brotoejas, sobretudo em pessoas predispostas.

Hipomelanose solar (Manchas e sardas brancas): as manchas e as sardas brancas surgem devagar e, quando menos se espera, lá estão elas.  Representam danos que os raios solares causaram na pele e aparecem gradativamente com o tempo, principalmente nas áreas expostas da pele.

Manchas senis ou melanoses solares: em geral, são escuras, de coloração entre castanho e marrom. Surgem em áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros. Já as sardas brancas aparecem quando há ação acumulativa da radiação solar sobre áreas de pele expostas ao sol de forma prolongada e repetida ao longo da vida. A melhor forma de evitá-las é não se esquecer do protetor solar. Essas lesões são benignas, não evoluem para o câncer da pele, entretanto, recomenda-se avaliação pelo dermatologista para diferenciá-las de lesões suspeitas, que merecem uma avaliação mais detalhada.

Fitofotodermatose (mancha do limão): ela sai depois de um tempo, diferente da melanose. Essa mancha é uma queimadura causada pela reação do componente químico da fruta com o sol. Muitas vezes não adianta só lavar, é preciso usar protetor solar para não queimar a pele. Importante lembrar que todas as frutas ácidas no sol podem manchar com menos intensidade, como abacaxi, laranja, tangerina, mas o limão é o mais comum.

Melasma. É a queixa mais frequente no consultório após o verão. Tem o surgimento relacionado a fatores genéticos, hormonais e sol. Costuma aparecer durante a gravidez ou por causa do uso de pílula anticoncepcional. Mas podem aparecer ao acaso, somente por exposição a luz visível. Não tem cura, mas tem melhora. Quem tem melasma precisa usar filtro solar acima de 50 FPS, duas vezes ao dia, e sempre prescrevo protetor solar com cor. Precisa também evitar lugares quentes, só o aumento da temperatura local da face (quando ficamos ruborizadas, com as bochechas vermelhas) pioram o melasma. Para os pacientes com melasma sempre friso que o sol não é o maior vilão, e sim a luz visível (UVA), radiação infravermelho, ambientes quentes (o próprio calor do fogão enquanto cozinhamos), a luz do computador, celular, de nossas casas, principalmente as luzes brancas que são as mais econômicas.

Acne solar: Formam-se lesões papulomatosas (bolinhas) com ou sem pus, sendo vermelhas, podendo ser doloridas como a acne comum da face. Ela é provocada pela mistura da oleosidade aumentada da pele, sudorese, uso do filtro solar e da própria radiação solar. Recomenda-se lavar o rosto com um sabonete adequado para o tipo de pele, usar tônicos mais adstringentes e filtros solares com base aquosa ou em gel, o que pode diminuir a oleosidade.

Pitiríase versicolor (pano branco): causado por um fungo que está presente no couro cabeludo. Pessoas com pele oleosa têm mais chance de ter. Também pode ser confundido com vitiligo.

– Quais cuidados com as crianças?
Em crianças, inicia-se o uso do filtro solar a partir dos seis meses de idade, utilizando um protetor adequado para a pele que é mais sensível, de preferência filtros físicos. Recomenda-se buscar orientação com pediatra ou dermatologista sobre qual o melhor produto para cada caso. É preciso que crianças e jovens criem o hábito de usar o protetor solar diariamente. É sempre bom lembrar que dar banho com sabonetes em crianças e deixá-las brincando na água com sabão é como deixar “roupas de molho”. A pele do lactante é muito fina, então assim que usar o sabonete no banho retire a criança da banheira. Use sempre sabonete neutro, podendo-se optar por sabonetes que se utilizam como shampoo e sabonete. Crianças apresentam suor intenso no verão. Utilize roupas leves, e para os pacientes de pele sensível ou com diagnostico de dermatite atópica, lembrar que o suor é muito irritativo para toda a pele, portanto é necessário um banho, rápido e morno, como o bom e velho banho de mangueira. Como sempre digo em toda consulta: Suor sai com água. Não precisa de sabonete. O menos é sempre mais para um atópico”. Criança também precisa se proteger do sol, e muito bem.

– Como se expor ao sol de maneira saudável para produção de vitamina D?
A vitamina D é um nutriente que é ativado na pele pelos raios solares UVB e nos rins com funções essenciais no ser humano, como a formação e manutenção dos ossos, absorção de cálcio e funcionamento adequado de uma série de órgãos. Alguns alimentos especialmente peixes gordos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe. Nos últimos anos, observou-se que uma grande parcela da população mundial (adulta e infantil) apresenta níveis baixos de vitamina D, o que pode favorecer a disfunção de uma série de processos no organismo. Ao passo que os filtros solares bloqueiam eficientemente a radiação ultravioleta B, a região protegida pelo filtro solar apresenta menor síntese de vitamina D. Entretanto, em áreas com menor incidência de radiação solar, como o Uruguai, mesmo os indivíduos que não utilizam filtros solares apresentam níveis baixos de vitamina D. A SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) recomenda que se conheçam os níveis individuais de vitamina D e a reposição oral seja feita com acompanhamento médico. Assim como incentiva a exposição direta de áreas cobertas, como pernas, costas, barriga, ou ainda palmas e plantas, por 5 a 10 minutos todos os dias, a fim de sintetizar vitamina D, sem sobrecarregar as áreas cronicamente expostas ao sol. Níveis baixos de vitamina D foram verificados em portadores de diferentes doenças. Não há, porém, até o momento, evidências que a suplementação ou níveis altos de vitamina D levem à proteção contra o câncer da pele. E níveis muito elevados podem levar a graves danos nos rins. Finalmente, a SBD esclarece que a radiação solar é essencial à vida no planeta, e seres humanos privados do sol desenvolvem uma série de doenças físicas e psiquiátricas. Entretanto, é possível expor-se ao sol com cuidado, de forma leve e gradual, evitando queimaduras, câncer da pele e minimizando o envelhecimento, a fim de se beneficiar do bem-estar que ele nos proporciona.

CUIDADOS COM OS CABELOS:
A higiene capilar não possui uma regra, depende do tipo de cabelo do paciente e da região na qual ele mora. Isso porque existem fatores individuais e ambientais que influenciam na oleosidade e ressecamento dos fios. Pessoas mais maduras, mulheres na pós-menopausa, negras e aquelas com cabelos secos, em geral, lavam menos, pois o sebo não se distribui uniformemente da raiz à haste, seja pela baixa produção ou pelo formato do fio ser encaracolado. Se um paciente tem o couro cabeludo oleoso e passa um período sem lavá-lo, a tendência é que ele fique ainda mais oleoso, com aspecto nada bonito. Isso pode até mesmo favorecer o surgimento da dermatite seborreica naqueles que já tenham essa tendência. E tanto o excesso de oleosidade quanto a dermatite seborreica fazem cair os cabelos. Se uma pessoa com cabelos secos lavá-los mais do que deveria, a tendência é que fiquem ainda mais ressecados, com aquele efeito frizz (arrepiado). Além disso, é importante evitar o excesso de detergente que os xampus contêm. Não é a quantidade de produto aplicado que assegura uma higiene adequada, e sim a forma como é aplicada durante o banho. O paciente sempre deve dar mais atenção ao couro cabeludo na hora da higienização. Oriento sempre 2 aplicações do shampoo. A primeira aplicação é a mais importante. A aplicação do couro cabeludo, é ali que está concentrada a oleosidade. No verão o ideal é lavar os cabelos em dias alternados. Por isso, o xampu deve ser aplicado especialmente nessa região que, em seguida, deve ser massageada ainda com o produto. O ideal é que o xampu permaneça ali, em geral, por dois a três minutos. Na sequência, ele vai descendo e removendo os resíduos que ficam no comprimento dos cabelos até a ponta. A oclusão dos cabelos com bonés, capacetes (principalmente trabalhadores que usam capacete como EPIs), gorro, toucas aumentam a oleosidade do couro cabeludo e no verão para quem tem couro cabeludo oleoso pode se beneficiar com lavagens diárias. Lavar os cabelos diariamente nesses casos não é prejudicial.

Dra. Thaiz Santos Ochôa | Dermatologista | CRM 121.336 | Prestadora de Serviços no Hospital América de Mauá | Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


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26/12/2018 Dicas

Fique atento! Zika Vírus

Fique atento!
O zika vírus, a dengue e as gastroenterocolites infecciosas são algumas das doenças mais frequentes no verão, principalmente nos períodos de maior incidência de chuva, condição necessária para a reprodução dos mosquitos transmissores. Confira a seguir algumas informações importantes sobre o mosquito e como se prevenir.

– Quais são as causas, sintomas, tratamento e prevenção de cada uma das principais doenças do período?
R.:  Essas doenças geralmente são acompanhadas de febre, dores no corpo e de cabeça, mal-estar, náuseas e vômitos, podendo ainda dar vermelhidão na pele, além de poderem evoluir com complicações, necessitando internação. As gastroenterocolites costumam causar náuseas, vômitos, diarreia e febre, além de mal-estar, fraqueza e desidratação.

– Como devemos nos preparar para o início do calor? Quais cuidados devemos ter com as crianças e os idosos?
R.: No verão devemos manter sempre uma boa hidratação e cuidados, como: higiene contínua das mãos, principalmente após o uso de banheiros, no preparo de alimentos e antes das refeições. O uso de repelentes é fundamental para proteção.

– Quais os principais erros cometidos pelas pessoas no verão?
R.: A não higienização das mãos nos momentos adequados e ao preparar ou manipular alimentos.

– Para matar os ovos do mosquito basta secar os reservatórios de água parada? 
R.: Não, é preciso limpar o local também, pois o ovo pode se manter vivo por mais de um ano sem água.

– Qualquer picada do mosquito transmite a doença?
R.: Não, primeiramente é necessário que o mosquito esteja contaminado. Além disso, cerca da metade das pessoas picadas não desenvolve a doença.

– Quem já teve dengue uma vez pode ficar doente novamente? 
R.: Sim, existem quatro subtipos do vírus da dengue, e uma pessoa pode desenvolver a doença ao ser infectada com um subtipo com o qual não teve contato anteriormente.

– Quem já teve zika uma vez pode ficar doente novamente? 
R.: Ainda não está confirmado se é possível pegar o zika mais de uma vez, pois o vírus atual pode mudar e atingir novamente pessoas que já tiveram a doença, como acontece com a dengue.

– Todas as pessoas precisam fazer exames de sangue para identificar a doença? 
R.: O diagnóstico pode ser feito apenas pelo exame clínico. Os exames de sangue só são indicados para quadros suspeitos de potencial gravidade, ou quando há dúvida no reconhecimento da doença.

Dr. Leopoldo Trevelin | Infectologista | CRM 133980 | Prestador de Serviços no Hospital América de Mauá.


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Você sabia?

  • Que o objetivo da Campanha Dezembro Vermelho tem como intuito chamar atenção para as medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV. A escolha do mês foi em função do Dia Mundial contra a AIDS, celebrado no mundo inteiro em 1º de dezembro.
  • Que o HIV é o vírus que causa a doença, e Aids é a doença provocada pela ação deste vírus no organismo. O HIV é notificado no momento do resultado do teste, se positivo. A Aids é notificada se o indivíduo aparece no hospital com alguma doença oportunista (como câncer ou infecções) ou com a imunidade muito baixa.
  • Que o vírus pode ser detectado por exames de sangue e saliva.
  • No Hospital América temos todos os exames necessários para diagnosticar e acompanhar pessoas infectadas.
  • Os sintomas iniciais após a transmissão assemelham-se a um quadro viral como uma gripe ou resfriado. Após alguns anos sem tratamento sintomas gerais como emagrecimento, febre, diarreia e aparecimento de outras doenças infecciosas ou cânceres podem surgir devido à baixa imunidade.
  • Casais infectados com o vírus podem ter filhos e métodos seguros de concepção são garantidos pelo governo, para que possam conceber crianças sem a infecção pelo HIV.
  • Os indivíduos infectados que fazem o tratamento regular e acompanhamento nas consultas médicas com o infectologista podem exercer todas e quaisquer atividades que uma pessoa saudável e sem a doença fariam.
  • Em 2017, havia 36,9 milhões [31,1 milhões–43,9 milhões] de pessoas vivendo com HIV em todo mundo. Na América Latina cerca de 1,8 milhão [1,5 milhão–2,3 milhões] de pessoas vivem com HIV. No Brasil a taxa de infecção vem aumentando nos últimos anos, sobretudo na população jovem.

Mitos e verdades sobre a Aids

Não adquirimos a infecção pelo HIV das seguintes formas listadas:

  • Sexo desde que se use corretamente a camisinha;
  • Beijo no rosto ou na boca;
  • Suor e lágrima;
  • Picada de inseto;
  • Aperto de mão ou abraço;
  • Compartilhamento de sabonete/toalha/lençóis;
  • Talheres/copos;
  • Assento de ônibus;
  • Piscina;
  • Banheiro;
  • Doação de sangue;
  • Pelo ar.

Assim pega:

  • Sexo vaginal sem camisinha;
  • Sexo anal sem camisinha;
  • Sexo oral sem camisinha;
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.


Dr. Leopoldo Trevelin | Infectologista | CRM 133980 | Prestador de serviços no Hospital América de Mauá. 


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A primavera chegou trazendo um tempo seco, poluição e pólens. Este processo de mudança climática traz impactos que demandam cuidados específicos na saúde. Confira a seguir algumas dicas relacionadas a estação:

  • Clima seco e o contato com os pólens das flores, são fatores predisponentes para as doenças que acometem as vias aéreas como: rinite, sinusite, asma brônquica e pneumonias;
  • Mudança brusca de temperatura e umidade contribuem para o surgimento de patologias como: faringite, laringite, asma, pneumonia, amidalites e otites;
  • Pacientes com doenças crônicas precisam de acompanhamento ambulatorial. Evite aglomerações, mantenha as vacinas em dia, principalmente crianças e idosos. Tenha atenção a qualquer sinal de acometimento das vias aéreas;
  • Tenha cuidados com a alimentação e a hidratação;
  • Prefira uma alimentação leve (carne, frutas e legumes);
  • Use roupas leves, chapéus, bonés e protetores solares diariamente (independente de exposição aos raios solares direta ou indiretamente);
  • Evite exposição a luz solar no horário das 10 às 15h (luz ultravioleta);
  • Nos dias secos use umidificador de ar nos ambientes. Não esqueça a manutenção do filtro do ar-condicionado (fonte de bactérias).

Dr. Reginaldo Amaral Batista | Pneumologista | CRM 43636 | Prestador de serviços no Hospital América de Mauá.



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Vila Bocaina – Mauá/SP
Telefone: (11) 4544.2085





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