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Setembro Vermelho – campanha visa promover a conscientização da população em relação a doenças cardíacas, já que o número de óbitos relacionados ao coração chega a 43% no mundo.

01/09/2020

Idealizada em 2014, pelo “Instituto Lado a Lado Pela Vida”, a campanha foi escolhida por tratar do mês em que acontece o Dia Mundial do Coração, 29/09. Segundo a entidade, a conscientização sobre as doenças cardíacas é vital para controlar o número de óbitos relacionados ao órgão, que chega a 43% no mundo.  Os hábitos de vida inadequados influenciam diretamente o surgimento futuro de doenças cardíacas. A má alimentação, principalmente com o consumo excessivo de carboidrato simples (contidos em alimentos com farinha branca), de gorduras saturadas de origem animal, excesso de sal e a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, predispõem ao surgimento de doenças, como o diabetes, dislipidemia (problemas de colesterol) e a hipertensão arterial. “Essas condições, a longo prazo são importantes fatores de risco para infarto. O sedentarismo e tabagismo também são hábitos que devem ser abolidos, uma vez que, aumentam significativamente as taxas de doenças cardiovasculares. Pessoas que nunca sofreram eventos cardíacos e que não tem histórico familiar de doença cardíaca entre pais e/ou irmãos, devem passar por avaliação com cardiologista a partir dos 35 anos de idade. Aqueles com histórico de doenças cardíacas entre pais e/ou irmãos devem ser avaliados aos 30 anos. A partir disso, o médico determina os exames complementares a serem realizados e a periodicidade das futuras avaliações”, explica o Dr. Eduardo Moreira dos Santos, médico cardiologista clínico, intervencionista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

O aumento do triglicérides não influencia diretamente o surgimento de doenças cardíacas. No entanto, frequentemente, o aumento dos triglicérides está relacionado ao aumento das taxas de açúcar no sangue, manifesto pelo diabetes, pré-diabetes e intolerância à glicose e, esses sim, são importantes fatores de risco para as doenças cardíacas. Por outro lado, a dislipidemia manifesta-se pelo aumento dos colesteróis maléficos ao coração (LDL), um importante fator de risco para doença cardíaca.

O infarto é a principal causa de morte por doença cardíaca, e uma das principais causas de morte em todo o mundo. Espera-se que em 2030, o Brasil seja um dos campeões mundiais em número de infarto e por isso a identificação pela população dos sintomas do infarto é muito importante. “Habitualmente se manifesta por angina, que é a dor no peito, em queimação ou opressão, que pode irradiar para os membros superiores e mandíbula. Geralmente, tem início enquanto o paciente se encontra em repouso e tem duração prolongada (maior que 20 minutos). Médicos e pacientes devem estar atentos a algumas populações específicas que podem não manifestar sintomas de infarto da forma típica como descrita acima. Mulheres, idosos e diabéticos podem sentir apenas um desconforto torácico inespecífico ou dispneia (sensação de falta de ar) e, em alguns casos, podem sofrer infarto sem apresentar nenhum sintoma. O rápido reconhecimento dos sintomas pelo paciente deve ser um sinal de alerta para que procure um hospital e seja atendido pelo médico de forma a agilizar o diagnóstico e receber o tratamento adequado”, ressalta o cardiologista.

Alguns fatores, como a idade influencia diretamente as taxas de sobrevivência ao infarto. Como o processo de acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos se inicia desde a infância e vai até o final da vida, pode-se assumir que quanto maior a idade, maior a propensão de um indivíduo desenvolver um infarto. “Pacientes com mais de 75 anos tem maior taxa de mortalidade que pacientes mais jovens. A qualidade de vida do paciente antes de sofrer o evento cardiovascular também influencia na sobrevida futura do paciente, principalmente, no que se refere a reabilitação cardiovascular após o infarto, uma vez que a capacidade de realizar exercícios físicos, além do hábito de já realizá-los antes do evento, facilitam tal reabilitação”, pontua o especialista.

A principal verdade é que o sedentarismo é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Qualquer nível de atividade física é melhor que não realizar atividade física alguma. “Idealmente, todos nós devemos realizar, no mínimo, 30 minutos de atividades físicas aeróbicas (como caminhada, bicicleta ou corrida) cinco vezes por semana. Sempre que possível, a associação de exercícios anaeróbicos deve ser feita, sempre sob orientação médica, com a finalidade de proporcionar fortalecimento muscular e melhora da própria capacidade de desempenhar atividade física aeróbica”, finaliza o médico.

Dr. Eduardo Moreira dos Santos, cardiologista clínico, intervencionista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.


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