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Oftalmologista do Hospital América de Mauá fala sobre a importância da prevenção à cegueira

01/04/2020
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A campanha Abril Marrom tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a cegueira, para que saibam como evitá-la e, em alguns casos, revertê-la. A campanha visa alertar a população sobre a necessidade de realizar exames oftalmológicos preventivos para diagnosticar estados iniciais de determinadas doenças, evitando a perda visual.

A cegueira atinge cerca de 1,2 milhões de brasileiros, segundo dados recentes. Desse total, aproximadamente 60% das ocorrências são tratáveis. “Muitos casos de cegueira podem ser evitados ou revertidos mediante diagnóstico precoce e tratamento. Considerando que cerca de 80% de todas as informações externas que recebemos nos chegam por meio da visão, podemos imaginar o impacto devastador que a perda visual causa na qualidade de vida de uma pessoa, independentemente da faixa etária”, explica Dra. Renata Bastos Alves, coordenadora da equipe de Oftalmologia e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

“Cada patologia tem seus próprios fatores de risco, mas idade (acima de 40 anos), familiares de primeiro grau com doenças semelhantes, doenças associadas (como hipertensão arterial e diabetes) e hábitos como o tabagismo estão entre os principais fatores relacionados à maioria dos casos de cegueira nos pacientes adultos. Já nas crianças, a presença de estrabismo é o fator de risco mais relevante para a ambliopia (olho preguiçoso)”, ressalta a especialista.

De acordo a oftalmologista, as principais doenças que podem levar à cegueira são:

  • Catarata: perda de transparência do cristalino (lente natural do olho). Pode ocasionar perda visual em diferentes níveis, em alguns casos ocasionando cegueira. Em geral, afeta indivíduos acima dos 50 anos de idade;
  • Glaucoma: aumento da pressão do olho, na maioria das vezes não apresentando sintomas. Vai progressivamente causando a morte do nervo óptico (responsável por levar as imagens ao cérebro), acarretando cegueira de forma irreversível. Devido ao fato de não manifestar sintomas até que o comprometimento visual já esteja muito avançado, é fundamental que as pessoas, principalmente aquelas acima dos 40 anos, façam exame oftalmológico anualmente, com medida da pressão ocular e fundo de olho;
  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): inflamação na mácula, que é uma região da retina. Ocorre principalmente em pessoas acima dos 60 anos, levando à formação de uma cicatriz no local, o que ocasiona perda da visão central. A pessoa passa a ver uma “mancha” bem no centro da visão, que será tanto maior quanto mais antiga e extensa a inflamação do tecido, restando apenas a periferia do campo visual, o que causa, muitas vezes, incapacidade permanente;
  • Retinopatia diabética: alteração nos vasos sanguíneos da retina (tecido localizado no fundo do olho, que recebe a informação visual e a encaminha ao nervo óptico para que as imagens sejam lidas). No paciente diabético não controlado, ocorre a formação de vasos sanguíneos mais frágeis na retina, além de vazamento de líquidos e sangramento. Isso faz com que a visão fique muito prejudicada, além de predispor à hemorragia vítrea e ao descolamento da retina, situações de alta gravidade que exigem cirurgia urgente e podem levar à cegueira;
  • Ambliopia: perda visual em graus variáveis (podendo chegar à cegueira), causada por falta de diagnóstico de problemas oculares na infância, como estrabismo, catarata congênita, glaucoma congênito, tumores oculares, como o retinoblastoma (câncer ocular que começa na parte de trás do olho, na retina), ou altos graus de miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Quando esses problemas aparecem, devem ser tratados rapidamente, porque a criança só “aprende” a enxergar até por volta dos 6 a 7 anos de idade. Após esse período, mesmo tratados os problemas oculares, a visão não pode ser completamente restabelecida.

Os sintomas iniciais da maioria das doenças são perda visual leve, como um embaçamento, que causa dificuldade para ler, para assistir TV ou dirigir, evoluindo progressivamente para cegueira completa. “Muitos pacientes, infelizmente, negligenciam esses sintomas iniciais, ou mesmo não os percebem, principalmente quando a patologia envolve os olhos de maneira assimétrica (um olho mais acometido que o outro), então buscam tratamento apenas tardiamente, quando já não há mais o que fazer”, comenta a doutora.

Para prevenção, investigação, diagnóstico e tratamento de qualquer doença ocular, é preciso fazer acompanhamento com o médico oftalmologista e realizar exames de rotina. “Nos adultos, deve ser aferida anualmente a pressão ocular (tonometria), além de serem feitos outros exames, como biomicroscopia, fundo de olho e mapeamento das retinas, que podem diagnosticar a maioria das patologias que levam à cegueira. Não apenas a realização dos exames é importante, mas a sua correta interpretação e a introdução do tratamento mais eficaz para cada tipo de patologia ocular. Para as crianças, após o nascimento é obrigatório um exame que se chama “teste do olhinho”. Nesse exame, o médico consegue observar se há alguma alteração na passagem da luz para dentro do olho do recém-nascido. Qualquer alteração deve ser direcionada para uma investigação mais profunda e para o tratamento adequado. No Hospital América, contamos com aparelhos precisos de alta tecnologia e profissionais especialistas nas mais diversas áreas da Oftalmologia, para que o paciente tenha o diagnóstico correto e receba tratamento de forma rápida e assertiva, possibilitando a recuperação ou a interrupção da perda visual”, lembra a médica.

Os tratamentos das doenças oculares variam de acordo com cada caso. “Para a catarata, o tratamento é cirúrgico, com a substituição do cristalino opaco por uma lente intraocular, obtendo, assim, o restabelecimento rápido da visão. Para o glaucoma, são usados colírios que diminuem a pressão ocular, estacionando a lesão do nervo óptico e impedindo a progressão da perda da visão. Em alguns casos, pode ser necessária cirurgia ou procedimentos a laser para controlar a pressão. Nos pacientes com degeneração macular, bem como naqueles com retinopatia diabética, os tratamentos com diferentes tipos de laser nos vasos da retina são eficazes e, atualmente, a injeção de substâncias antiangiogênicas (que impedem a formação dos vasos defeituosos) e anti-inflamatórias intravítreas tem mostrado bons resultados em termos de recuperação visual. Já nas crianças, uma vez diagnosticado o problema ocular, o tratamento precoce pode evitar a perda visual (ambliopia)”, explica a especialista.

A prevenção está diretamente relacionada à conscientização da população sobre a existência dessas doenças e, sobretudo, ao diagnóstico precoce, por meio do qual se pode evitar a maioria dos casos de cegueira.

 Dra. Renata Bastos Alves | Coordenadora da equipe de Oftalmologia e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 83686


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