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O verão chegou! Dermatologista do Hospital América de Mauá dá dicas para aproveitar a estação sem colocar a saúde da pele em risco

06/01/2020
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Durante o verão, as atividades realizadas ao ar livre aumentam, mas também crescem os riscos de queimaduras, câncer de pele e outros problemas de saúde, já que a radiação solar incide com mais intensidade sobre a Terra. Por isso, a fotoproteção não pode ser deixada de lado. Para aproveitar o período mais esperado do ano com segurança, a Dra. Thaiz Santos Ochôa, dermatologista e prestadora de serviços no Hospital América, listou os principais cuidados que devem ser tomados com a pele. Confira!

Roupas e acessórios

Além de usar filtro solar e evitar tomar sol entre 10h e 16h, quando for realizar atividades ao ar livre no verão, é importante usar chapéu e roupas de algodão, pois bloqueiam a maior parte da radiação UV.  Tecidos sintéticos, como o nylon, bloqueiam apenas 30%. Além disso, as tendas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem 50% da radiação UV, sendo também extremamente importante usar óculos de sol, que previnem catarata e outras lesões nos olhos.

O uso do filtro solar deve ser intensificado, e o recomendado é que se use produtos com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 30 todos os dias, principalmente em momentos de exposição mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc.). O protetor solar deve garantir proteção contra os raios UVA (indicada pelo PPD – Persistent Pigment Darkening) e contra os raios UVB (indicada pelo FPS). É importante aplicá-lo 30 minutos antes da exposição aos raios do sol, para que a pele o absorva bem, espalhando uniformemente em todas as partes de corpo, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés, e reaplicando a cada duas horas. Se houver transpiração excessiva ou contato com água, a reaplicação deve se dar antes.

Dica: o uso de fluidos siliconados nas pontas dos cabelos impede danos causados pelo vento, sol ou maresia.

É importante também proteger as cicatrizes, especialmente as mais recentes, pois podem ficar escuras se expostas ao sol. As antigas também devem ser protegidas, pois, apesar de ser raro, há risco de desenvolvimento de tumores. A proteção pode ser feita usando adesivos, esparadrapos ou filtro solar.

Alerta: pessoas de pele negra devem se preocupar igualmente com a fotoproteção, pois também estão sujeitas a queimaduras, câncer de pele e outros problemas de saúde. Assim como pessoas de pele mais clara, precisam usar diariamente filtro solar, roupas e acessórios apropriados.

Hábitos diários

Temperaturas mais quentes exigem hidratação redobrada, por isso todos os dias é recomendado aplicar um bom hidratante, para ajudar a manter a quantidade adequada de água na pele, e também aumentar a ingestão de líquidos, abusando de água, suco de frutas e água de coco. Alguns alimentos podem ajudar na prevenção de danos que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenoides, substância encontrada em frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha e que tem importante ação antioxidante.

No verão, apostar em alimentos mais leves e saudáveis, como carnes grelhadas, alimentos crus e cozidos, frutas e legumes com alto teor de água e fibras e baixo teor de carboidratos, ajuda na hidratação do corpo, previne doenças e adia os sinais do envelhecimento.

No banho, recomenda-se usar sabonetes adequados ao tipo de pele, de preferência neutros e sem excessos na aplicação. A temperatura da água deve ser fria ou morna, para evitar ressecamento.

Micoses: infecções causadas por fungos que podem acometer a pele, as unhas e os cabelos. Quando encontram condições favoráveis à sua propagação, como calor, umidade e baixa imunidade, esses fungos se reproduzem e passam então a causar a doença. Os pés, a virilha e as unhas são os lugares mais comuns em que elas aparecem, mas isso não significa que outras partes do corpo estejam imunes. Vale lembrar que ninguém está livre das micoses: crianças, jovens, adultos e idosos estão sujeitos a elas. A melhor forma de evitá-las é manter bons hábitos de higiene, como secar bem o corpo após o banho, principalmente as áreas de dobras da pele, como virilha, vão dos dedos dos pés e axilas. Deve-se também evitar andar descalço em pisos que ficam constantemente expostos à umidade (lava-pés, vestiários, saunas etc.). Trabalhadores que usam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) devem ter atenção redobrada: o ideal é sempre fazer um rodízio de roupas e sapatos.

Miliária (brotoeja): pequenas bolinhas que surgem, especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor, principalmente nas “dobrinhas” da própria pele ou das roupas. Podem ser bolhas transparentes que causam pouca coceira ou “bolinhas” avermelhadas que coçam bastante. Usar roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados, que propiciam a sudorese excessiva,  são algumas dicas para evitar brotoejas, sobretudo em pessoas predispostas.

Hipomelanose solar (manchas e sardas brancas): as manchas e as sardas brancas parecem surgir de repente, mas se desenvolvem devagar.  São resultantes de danos que os raios solares causam na pele e aparecem gradativamente com o passar do tempo, principalmente nas áreas do corpo que ficam mais expostas.

Manchas senis ou melanoses solares: em geral, são de coloração escura, entre castanho e marrom. Surgem em áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros. Essas lesões são benignas e não evoluem para câncer de pele, entretanto recomenda-se consultar um dermatologista para diferenciá-las de lesões suspeitas, que merecem uma avaliação mais detalhada.

Fitofotodermatose (mancha do limão): desaparece com o tempo, diferentemente da melanose. Essa mancha é uma queimadura causada pela reação de um componente químico da fruta com o sol. Muitas vezes não adianta só lavar a região em que houve contato, é preciso usar protetor solar para não queimar a pele. É importante lembrar que todas as frutas ácidas, como abacaxi, laranja e tangerina, podem causar manchas quando a pele entra em contato com sol, mas com menos intensidade. O limão é apenas a fruta mais comum.

Melasma: é a queixa mais frequente nos consultórios de dermatologistas após o verão. Tem surgimento relacionado a fatores genéticos, hormonais e ao sol. Costuma se manifestar durante a gravidez ou por causa do uso de pílula anticoncepcional, mas também pode aparecer ao acaso, devido à exposição à luz visível. Não tem cura, mas pode ser tratada e apresentar melhora. Quem tem melasma precisa usar filtro solar com FPS acima de 50 duas vezes ao dia. É recomendado também que se evite lugares quentes, pois o aumento da temperatura local da face, isto é, quando ficamos ruborizados, com as bochechas vermelhas, piora o melasma. Para pacientes com melasma, o sol não é o maior vilão, e sim a luz visível (UVA), os raios infravermelhos e ambientes quentes (o próprio calor do fogão enquanto cozinhamos, por exemplo), bem como a luz do computador, do celular e das lâmpadas de nossa casa, principalmente as luzes brancas, que são mais econômicas.

Acne solar: formam-se lesões papulomatosas (bolinhas) vermelhas com ou sem pus, podendo ser doloridas como a acne comum. É provocada pela mistura da maior oleosidade da pele devido à sudorese, pelo uso do filtro solar e pela própria radiação solar. Recomenda-se lavar o rosto com um sabonete adequado ao tipo de pele, usar tônicos adstringentes e filtro solar com base aquosa ou em gel, visando diminuir a oleosidade.

Pitiríase versicolor (pano branco): causado por um fungo presente no couro cabeludo,  é mais comum em pessoas com pele oleosa e pode ser confundido com vitiligo.

Cuidados com as crianças

Em crianças, deve-se iniciar a aplicação de filtro solar a partir dos seis meses de idade, utilizando um produto adequado à pele do bebê, que é mais sensível. Recomenda-se buscar orientação com pediatra ou dermatologista sobre qual o melhor produto para cada tipo de pele, estimulando que crianças e jovens criem o hábito de usar o protetor solar diariamente.

É importante lembrar que deixar as crianças brincando na água com sabão na hora do banho é como deixar “roupas de molho”. A pele do lactante é muito fina, então deve-se retirar a criança da banheira assim que o banho terminar. Use sempre sabonete neutro, mesmo se optar pelos que podem ser utilizados também como xampu.

As crianças também apresentam suor intenso no verão e precisam se proteger muito bem do sol. Providencie roupas leves e, para pacientes de pele sensível ou com diagnostico de dermatite atópica, é pertinente lembrar que o suor é muito irritativo para toda a pele, sendo necessários mais banhos por dia, de preferência rápidos e mornos, como o bom e velho banho de mangueira. Suor sai com água, não precisa de sabonete.

Como se expor ao sol de maneira saudável para estimular a produção de vitamina D?
A vitamina D é um nutriente ativado na pele pelos raios solares UVB e também nos rins, sendo necessária para o desempenho de funções essenciais do corpo humano, como a formação e manutenção dos ossos, absorção de cálcio e funcionamento adequado de uma série de órgãos. Alguns alimentos, especialmente peixes gordos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80% a 90% da síntese dessa vitamina. Nos últimos anos, uma grande parcela da população mundial (adulta e infantil) tem apresentado níveis baixos de vitamina D, o que pode favorecer a disfunção de uma série de processos no organismo. E os filtros solares, apesar de bloquearem eficientemente a radiação UVB, também fazem com que as regiões protegidas tenham menor síntese dessa vitamina.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda que, antes de fazer suplementação oral, sejam realizados exames para medir os níveis individuais de vitamina D e, caso seja necessário, a reposição oral seja feita com acompanhamento médico.  A SBD incentiva a exposição direta ao sol de áreas do corpo que passam mais tempo cobertas, como pernas, costas, barriga, palmas das mãos e plantas dos pés, durante 5 a 10 minutos todos os dias, a fim de estimular a síntese de vitamina D sem sobrecarregar as áreas cronicamente expostas ao sol.

Não há, até o momento, evidências de que a suplementação ou níveis altos de vitamina D levem à proteção contra o câncer de pele, mas níveis baixos de vitamina D foram verificados em portadores de diferentes doenças. Sabe-se também que níveis muito elevados podem levar a graves danos nos rins.

A SBD esclarece que a radiação solar é essencial à vida no planeta e que seres humanos privados do sol podem desenvolver uma série de doenças físicas e psiquiátricas, sendo possível expor-se aos raios solares com cuidado, de forma leve e gradual, evitando queimaduras, câncer da pele e minimizando o envelhecimento.

Dra. Thaiz Santos Ochôa, dermatologista e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia | CRM 121.336


HOSPITAL AMÉRICA

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