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Gravidez a cada trimestre

03/05/2020
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Ginecologista do Hospital América de Mauá explica cada momento

A gestação é basicamente dividida em três trimestres e cada um deles possui características particulares. De imediato, a paciente vai perceber que o médico não utiliza os meses para contar o tempo de gestação e sim as semanas. Pode parecer confuso no início, mas com o passar do tempo tudo ficará claro.

O primeiro trimestre é a fase de descobrimento da gestação.  Muitas vezes a paciente já está na metade do segundo mês quando o diagnóstico de gravidez é feito. É comum aparecer cansaço sem motivo aparente, sono, cólica, dor lombar e abdominal e cefaleia (dor de cabeça). “Pode ainda ocorrer edema de face, alteração de humor, aumento das mamas e polaciúria (vontade constante de urinar). O sintoma mais comum nessa fase (sempre relatado nas novelas) são as náuseas acompanhadas ou não de vômitos. Os cuidados no primeiro trimestre são fundamentais. O acompanhamento do médico do pré-natal faz muita diferença e vitaminas serão prescritas, assim como todas as orientações que a gestante precisa, incluindo os cuidados com a pele e com os cabelos.

Algumas medicações (caso a paciente faça uso rotineiro) deverão ser readequadas e apenas o médico poderá passar essas orientações. No final dessa fase, a ultrassonografia obstétrica morfológica é muito importante para avaliação fetal” explica o Dr. Ricardo Barbosa Diniz, diretor e ginecologista do Hospital América Mauá.

Nesse exame de ultrassom, mede-se a prega nucal, que recebe o nome de translucência nucal. Essa medida avalia a possibilidade de alterações cromossômicas e problemas cardíacos no feto. “Muitas vezes já é possível saber o sexo do bebê pelo médico ultrassonografista. Antes de 12 semanas de gestação, para ter conhecimento do sexo da criança, é possível realizar um exame de sangue, com nome de sexagem fetal. Esse exame deve ser realizado a partir da 8º semana de gestação”, pontua o ginecologista.

Os exames de primeiro trimestre são: hemograma completo, ferritina, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, fezes, tipagem sanguínea e grupo Rh, Papanicolau, sorologias para HIV, toxoplasmose, rubéola, sífilis, hepatites, citomegalovírus, coombs, urina com urocultura e ultrassonografia.  Alguns desses exames serão repetidos no final do segundo e terceiro trimestre.

No segundo trimestre, a partir da 12º semana, a paciente costuma apresentar uma melhora importante das náuseas e sonolência, isso se dá pelas alterações hormonais que seu corpo está recebendo. Podem aparecer alterações na pigmentação da pele em algumas partes do corpo como a virilha, axila, linha abdominal, face e mamas. “Os primeiros movimentos fetais podem ser sentidos, algumas pacientes demoram um pouco mais para perceber, podendo ocorrer após a 20º semana. O útero vai se distender para acomodar o feto e, consequentemente, a barriga irá crescer.  Os órgãos irão precisar se adaptar a esse crescimento e a forma de andar da paciente pode mudar para restabelecer o equilíbrio do corpo”, lembra o especialista.

A partir do 3º trimestre, a dor abdominal esporádica diária fará parte do seu dia a dia, assim como a vontade de urinar e a alteração na forma de andar. O aumento de peso nesta fase é mais acentuado e o acompanhamento nutricional é importante. “Alguns exames devem ser refeitos nessa fase, dentre eles a glicemia e algumas sorologias. O controle da pressão arterial deverá ser intensificado. O exame de ultrassonografia fica mais frequente nessa fase e costuma estar associado ao exame de cardiotocografia que, avalia os batimentos cardíacos e bem-estar fetal. É comum as pacientes relatarem câimbras nas últimas semanas”, comenta o doutor.

O terceiro trimestre é a reta final e os cuidados devem se intensificar.  Algumas pacientes deverão passar em consulta semanalmente dependendo de cada caso. O médico e a paciente deverão ficar atentos as possíveis patologias do terceiro trimestre, contrações efetivas fora de hora, sangramentos, alteração de pressão arterial e glicemia e outras possíveis alterações que podem aparecer nessa fase. “A programação do parto com o seu obstetra é fundamental, independente do tipo de parto.  É importante saber qual hospital irá procurar, como irá contatar o médico, verificar antecipadamente se existe alguma restrição contratual com seu plano de saúde ou com a maternidade que escolheu. O médico também irá orientar em qual momento a paciente deverá procurar o hospital para que exista harmonia nesse momento sublime e especial da sua vida”, finaliza o médico.

 

Dr. Ricardo Barbosa Diniz – CRM: 83689 | Diretor Clínico do Hospital América – Mauá

Coordenador do serviço de Ginecologia e Obstetrícia.





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