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Especialista do Hospital América de Mauá explica as principais doenças do outono e como preveni-las

01/04/2020
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Se por um lado o tempo fica mais agradável com a chegada do outono, por outro temos a redução da umidade relativa do ar, a inversão térmica, responsável pelo acúmulo maior de poluentes na atmosfera, uma maior concentração de pessoas em locais fechados e pouco arejados e também o uso de casacos de lã e cobertores, que ficam guardados por longos períodos e acumulam poeira e ácaros. Essas condições propiciam a ocorrência de diversas afecções (doenças), principalmente as que acometem as vias respiratórias, dando início a processos inflamatórios e alérgicos. A seguir, o Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá, destaca as características mais comuns das doenças outonais, ajudando na identificação e na prevenção de cada uma delas.

  • O resfriado é uma infecção viral do trato respiratório superior (nariz e garganta) que pode ser causada por vários tipos de vírus. A maioria das pessoas se recupera após um período entre 7 e 10 dias. Os sintomas do resfriado são os mesmos da gripe, mas aparecem de maneira mais leve. A pessoa com resfriado pode apresentar, entre outros sintomas, coriza intensa, dor de garganta, tosse, congestionamento nasal, dores no corpo ou leve dor de cabeça, espirros, febre baixa e mal-estar.

 

  • A sinusite é uma inflamação dos seios paranasais e pode ocorrer após o resfriado. Essa inflamação dificulta a drenagem de muco, que acaba ficando acumulado e pode provocar congestão ou obstrução nasal, causando dificuldades de respirar pelo nariz, inchaço e pressão ao redor dos olhos, corrimento amarelo ou verde no nariz ou na parte posterior da garganta, dor de cabeça e dor facial.

 

  • A otite é uma infecção no ouvido causada por uma bactéria ou vírus e costuma afetar mais as crianças. Geralmente, essa infecção é resultado de uma gripe ou resfriado, por isso é mais comum no outono e inverno. A poluição e o tabagismo também são fatores de risco para a doença. Alguns dos sintomas são dor de ouvido, especialmente quando deitado, perda de equilíbrio, febre, dor de cabeça, drenagem de fluido pelo ouvido e audição diminuída.

 

  • A pneumonia é um processo infeccioso ou inflamatório que atinge os pulmões e é causada por bactérias, vírus ou fungos. Os sinais e sintomas da pneumonia variam, mas podem incluir dor no peito ao respirar ou tossir, tosse com catarro, fadiga, febre, transpiração e calafrios com tremor, náusea e dificuldade para respirar.

 

  • A rinite é uma inflamação do nariz e de estruturas adjacentes ocasionada pela exposição a alérgenos. É caracterizada por espirros em salva, coriza, prurido (coceira) nasal e congestão nasal. Tanto a asma quanto a rinite são doenças com determinação genética e influenciadas por fatores ambientais.

 

  • A bronquite, cujo termo genérico refere-se a uma inflamação dos brônquios, pode ser ocasionada por infecções, agentes irritantes e alergias. No nosso país, a população frequentemente chama de bronquite o que na verdade é asma.

 

Como prevenir!

 

  • Lavar as mãos várias vezes ao dia;
  • Cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir;
  • Higienizar as vias aéreas superiores (fossas nasais) frequentemente com solução salina;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Evitar locais com aglomeração de pessoas;
  • Não fumar e evitar ambientes com fumantes;
  • Usar umidificador de ar quando o tempo estiver muito seco;
  • Higienizar os brinquedos das crianças frequentemente;
  • Ter uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes;
  • Antes de utilizar roupas de frio que estão há muito tempo guardadas, higienizar adequadamente para evitar a permanência excessiva de ácaros;
  • Agasalhar-se e evitar exposição a mudanças bruscas de temperatura;
  • Hidratar-se muito bem durante o dia;
  • Vacinar-se reduz significativamente a ocorrência de algumas doenças infecciosas, como gripe (a vacina previne contra o vírus Influenza e também contra o H1N1, que é o da gripe suína), pneumonia, coqueluche, meningites e sarampo.

 

Sobre vacinas

As vacinas são processos artificiais que simulam no organismo da pessoa vacinada uma condição semelhante à do contato natural desse indivíduo com um agente biológico agressor específico (germe). Dessa forma, é induzida uma infecção simulada no organismo, que, frente a essa circunstância, desenvolverá mecanismos de defesa contra o agente agressor induzido pela vacinação. Esse processo permite que o indivíduo constitua uma condição de defesa, que o protegerá contra agressores quando for exposto naturalmente a eles. Assim, a pessoa se torna imune às afecções contra as quais foi vacinada e, em caso de contato com agentes infecciosos, pode não desenvolver a doença, ou, mesmo se a desenvolver, ela se dará de forma mais branda e com menores consequências. Considerando que o organismo necessita de um tempo após cada vacinação para o desenvolvimento de proteção contra doenças, as vacinas devem ser aplicadas antes do período de risco, que no caso é o outono e o inverno. As vacinações seguem calendários específicos – sempre antes do período de frio mais intenso – que devem ser obedecidos para maior benefício das pessoas vacinadas.

Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | Membro do Serviço de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde do Hospital América | CRM 57.166


HOSPITAL AMÉRICA

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