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Pneumologista do Hospital América de Mauá alerta sobre o uso do dispositivo

O cigarro eletrônico está cada vez mais popular no mundo, principalmente entre os jovens. Trata-se de um dispositivo alimentado por baterias que provoca uma combustão de substâncias e produz, entre outros produtos, a nicotina volátil (vapor). Diferentemente do cigarro tradicional, o cigarro eletrônico não contém tabaco, cuja queima gera milhares de substâncias tóxicas, como o monóxido de carbono (fator de risco para infarto) e os alcaloides do alcatrão (agentes cancerígenos). No dispositivo eletrônico, os aditivos são aquecidos e liberados em forma de vapor, que é então aspirado pelo usuário. No entanto, apesar de produzir menos substâncias tóxicas que o cigarro convencional, o cigarro eletrônico também é prejudicial à saúde, de modo que quem o utiliza não está livre de desenvolver problemas de saúde, como explica o Dr. Reginaldo Amaral Batista, pneumologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá:  “Não existem ainda estudos conclusivos a respeito, talvez pelo fato de ser um produto relativamente novo no mercado e seus possíveis efeitos ainda não terem se apresentado de maneira contundente no organismo, mas, sim, é possível adquirir doenças com a utilização do dispositivo”.

No Brasil, o cigarro eletrônico nunca teve registro, sendo proibido pela Anvisa desde 2009. Em um parecer de 2017, a Anvisa informou que o dispositivo eletrônico transmite uma falsa sensação de segurança ao fumante, o que, somado à falta de comprovação científica sobre a eficácia e segurança do produto, principalmente quando apresentado como alternativa para parar de fumar, justifica essa decisão. Também são proibidas a publicidade e a importação do produto no país, como ressalta o pneumologista: “Gostaria de salientar a importância de essas proibições serem mantidas no Brasil, pois nos EUA o cigarro eletrônico já é uma epidemia entre os jovens. A nicotina é uma substância altamente viciante (semelhante às presentes na cocaína e na heroína) e pode ser administrada em altas doses quando o consumidor não tem conhecimento disso. Além do mais, a médio prazo, portas podem se abrir para o consumo de tabaco e de substâncias psicoativas, devendo-se considerar ainda o malefício que o próprio dispositivo pode causar”.

Segundo uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde, em 12 anos o número de fumantes no Brasil caiu 40%. Essa pesquisa, feita por meio do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), mostra que o país tem o que comemorar. Em 2018, apenas 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%.

Dr. Reginaldo Amaral Batista | Pneumologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 43637

 


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