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A lesão por pressão, também conhecida como escara ou úlcera de decúbito, é um dano decorrente da pressão intensa ou prolongada sobre a pele em combinação com cisalhamento, isto é, da fricção da pele sobre a superfície da cama, cadeira ou poltrona. Geralmente, ela se desenvolve em pacientes que permanecem muito tempo na mesma posição, surgindo sobre proeminências (elevações) ósseas ou estando relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato que comprometa a circulação sanguínea de determinada região.

As lesões por pressão podem aparecer em diversas regiões de apoio do corpo, especialmente atrás da cabeça, nas costas, na articulação do quadril, no cóccix, nas nádegas, nos cotovelos e calcanhares. Pacientes em cadeira de rodas estão mais propensos a desenvolver lesões na região do ísquio, osso que serve de apoio ao corpo quando estamos sentados.

A pele lesionada pode ficar quente, dolorida e apresentar vermelhidão que não embranquece. Em peles de tonalidade mais escura, podem aparecer manchas diferentes. Os pacientes que correm maiores riscos de desenvolver as lesões por pressão são os que ficam acamados ou imobilizados durante muito tempo, bem como idosos, cadeirantes, portadores de diabetes, pessoas com desnutrição, com incontinência fecal ou urinária, com comprometimento do nível de consciência ou perda da sensibilidade tátil ou térmica.

As principais medidas para prevenir a formação de lesões são movimentar o paciente a cada 2 horas, mudando a posição do corpo para que seu peso seja redistribuído e para que haja alívio dos pontos de apoio e proeminências ósseas; inspecionar a pele diariamente; controlar a umidade do ambiente (a umidade a que se refere é da pele do paciente), a fim de proteger a pele da umidade excessiva, limpando-a após cada episódio de eliminações (no caso de incontinência, é recomendado o uso de produtos para a proteção da pele, como cremes ou soluções de barreiras); manter a pele hidratada; deixar a cabeceira da cama inclinada no mínimo 30°; evitar deixar a cabeceira elevada por muito tempo, pois o paciente tende a escorregar (cisalhamento); utilizar superfícies de suporte, como travesseiros ou colchões específicos que promovem a circulação dos tecidos, para manter as proeminências ósseas livres de pressão e atrito; e estimular a aceitação de alimentos e líquidos conforme as orientações médicas e nutricionais. Para pacientes que utilizam dispositivos médicos como cateteres, sondas, máscaras faciais, colares cervicais e drenos, é importante se atentar para o posicionamento adequado do dispositivo.

Qualquer descuido pode ocasionar o surgimento de lesões por pressão. Fique atento! #segurançadopacienteeuparticipo #lesãoporpressãoaquinão

Dia Mundial de Prevenção de Lesão por Pressão

Em comemoração à semana dedicada à lesão por pressão, também conhecida como escara ou úlcera de decúbito, a equipe de CCIH, em conjunto com o marketing do Hospital América, preparou um vídeo que explica o que é, como identificar e as principais medidas para prevenir a formação desse tipo de lesão. Assista, curta e compartilhe.

Publicado por Hospital América de Mauá em Terça-feira, 19 de novembro de 2019

 

 


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Uma dieta balanceada é a solução para manter o sistema imunológico em dia

O sistema imunológico é responsável pelo reconhecimento e pelo combate de micro-organismos invasores patogênicos (bactérias e vírus), evitando, assim, o desenvolvimento de doenças e diminuindo a ocorrência de possíveis sintomas. De acordo com Barbara Costa de Oliveira, nutricionista clínica do Hospital América de Mauá, para assegurar o funcionamento adequado do nosso sistema imunológico, é de extrema importância garantir a ingestão dos nutrientes necessários, por isso nossa dieta deve ser bastante diversificada e colorida, já que as cores dos alimentos indicam qual o nutriente que possuem em maior quantidade. “Devemos levar em consideração que os macro e micronutrientes são essenciais para o bom funcionamento do organismo de uma forma geral. Se um indivíduo não se alimentar bem, poderá ter disfunção nas ações do seu sistema imunológico, o que o deixará mais susceptível ao ataque de micro-organismos patológicos (doenças)”, explica.

Macronutrientes e micronutrientes

Macronutrientes

Proteínas: presentes em carne vermelha (prefira as carnes mais magras), carne suína, aves e peixes (os de água fria, como salmão, sardinha, atum, truta etc., são ricos em ômega 3);

Carboidratos: dê prioridade aos complexos, como arroz integral, batata-doce, aveia, pães integrais, entre outros. Os alimentos integrais são ricos em fibras e auxiliam no bom funcionamento do intestino e na redução dos níveis de colesterol, além de evitar picos glicêmicos, que têm ação inflamatória no organismo;

Lipídios (óleos): existem diversos tipos de óleos disponíveis no mercado, cada um deles com um tipo de benefício para a saúde. Deve-se atentar, porém, para quando utilizá-los: em preparações quentes, como frituras e refogados, prefira banha de porco ou óleo de coco; em saladas ou preparações que não precisam ir ao fogo, use óleo de canola, azeite extravirgem e óleo de girassol.

Micronutrientes

São as vitaminas e os minerais, que desempenham um papel fundamental no bom funcionamento do sistema imunológico.

Vitamina C: presente principalmente nas frutas cítricas, como laranja, acerola, kiwi e tomate, pode ser encontrada também no brócolis, na couve e no pimentão verde e vermelho, que são ricos em antioxidante e aumentam a resistência do organismo;

Ácido fólico: auxilia na formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. Esse nutriente está presente em maior concentração em alimentos verde- escuros, como escarola, brócolis, couve, espinafre, entre outros;

Zinco: auxilia no tratamento de doenças de alta gravidade, como AIDS, artrite reumatoide e lúpus. A deficiência desse nutriente é prejudicial para a digestão e para o paladar, pois pode provocar a redução da percepção do gosto e, portanto, a diminuição do apetite. O zinco está presente em maiores quantidades em nozes, ovos, farinha de trigo integral, carnes bovinas, peixes, aves, leite e derivados, mariscos e feijão.

Licopeno: presente em alimentos com coloração avermelhada, como tomate, cenoura, goiaba, caqui, cereja etc. É um forte aliado no combate de doenças cardiovasculares, pois colabora para a remoção de radicais livres do organismo, que são compostos que contribuem para o envelhecimento celular e deixam o corpo mais propício a desenvolver doenças.

Vitamina A: presente em alimentos de coloração avermelhada e também em carnes, principalmente em vísceras, como fígado, moela e coração, é responsável por diversas funções no organismo, como manter a saúde da visão, da pele e dos cabelos, fortalecer o sistema imunológico e garantir o bom funcionamento dos órgãos reprodutivos. Por ter ação antioxidante, também é importante na prevenção do envelhecimento precoce, de doenças cardiovasculares e de câncer.

Ainda segundo a nutricionista, para manter o equilíbrio do organismo, os nutrientes devem ser ingeridos regularmente, por isso é importante ter uma rotina alimentar adequada, sempre priorizando o consumo de alimentos de acordo com os benefícios que podem trazer em cada estação do ano. “Por exemplo, no outono e inverno, as frutas cítricas, que são ricas em vitamina C, auxiliam na prevenção de resfriados. No verão, a água de coco, que é rica em eletrólitos, auxilia a manter uma hidratação de qualidade. Frutas como melão, melancia, limão e maçã são ricos em potássio, magnésio e vitamina B6, que auxiliam na diminuição da retenção de líquidos. Já os leites fermentados e o kefir são ricos em probióticos e auxiliam na manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal, evitando a proliferação de micro-organismos”, conclui a especialista.

 


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O diabetes mellitus (DM), ou simplesmente diabetes, é a elevação dos níveis de glicemia (taxa de açúcar) na corrente sanguínea. A glicemia é considerada normal quando indica até 99 mg/dl. Ao ultrapassar esse valor, entre 100 e 125 mg/dl, o paciente é considerado pré-diabético, e acima de 126 mg/dl, o paciente é considerado diabético.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no país, o que representa 6,9% da população nacional. “Em geral, os sintomas agudos do diabetes mellitus são o aumento da sensação de sede e, portanto, da ingestão de água (polidipsia), aumento do volume urinário (poliúria), aumento das micções no período noturno (noctúria), perda acentuada de peso sem realização de dieta, turvação visual e, em alguns casos, quadro de infecção genital”, explica o Dr. Edmir Fernandes, endocrinologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

A causa do diabetes ainda é desconhecida, e a melhor forma de prevenção é adotar práticas saudáveis de vida (alimentação balanceada, atividades físicas regulares e evitar álcool, tabaco e outras drogas). Confira a seguir os tipos, os sintomas mais comuns, as possíveis complicações e os tratamentos da doença.

Tipos de diabetes mellitus: 

  • Tipo I – Caracterizada pela ausência total de produção de insulina. De origem autoimune, acomete crianças, adolescentes e adultos jovens. O tratamento sempre se dá com a aplicação de insulina;
  • Tipo II – Caracterizada pela produção inadequada e parcial de insulina, possui origem genética, mas também pode estar relacionada à obesidade, acometendo indivíduos entre a quarta e a quinta década de vida. Em geral, é tratada com hipoglicemiantes orais, e ambos os tipos podem acarretar complicações em todo o organismo, como doenças na retina, infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal crônica, disfunção erétil, vasculopatia e outros;
  • Diabetes gestacional – Surge somente no período gestacional, tendendo a desaparecer após o nascimento do bebê. No entanto, se a paciente tiver histórico familiar de diabetes e tiver aumento grande de peso durante a gravidez, a doença pode persistir após o parto.

Complicações da doença:

  • Retinopatia diabética, que pode levar à perda da visão;
  • Fator de risco para doenças cardíacas;
  • Fator de risco para AVC;
  • Insuficiência renal, podendo acarretar perda da função dos rins e necessidade de hemodiálise;
  • Doença vascular periférica, com diminuição da circulação, sendo fator de risco para gangrenas;
  • Neuropatia diabética, em que inicialmente o paciente sente muitas dores, podendo ocorrer, posteriormente, perda total da sensibilidade ou mesmo dos movimentos.

 Erros cometidos:

  • Dieta rica em calorias e grande aumento de peso, sedentarismo e não realização de exames periódicos, principalmente indivíduos com histórico familiar da doença;

Tratamentos: 

  • Mudança de estilo de vida, com dieta adequada, perda ponderal e prática regular de atividades físicas;
  • DM tipo I: uso de dose de insulina conforme indicação médica;
  • DM tipo II: uso de hipoglicemiantes orais e, em alguns casos, conforme orientação médica, de insulina.

Prevenção: 

Aos indivíduos com histórico familiar da doença, é necessário se manter próximo ao peso ideal, fazer atividades físicas regularmente e acompanhamento com o médico endocrinologista para a realização de exames de rotina.

  • Um simples teste de glicemia pode diagnosticar o Em alguns casos, é necessário fazer a curva glicêmica.

Dr. Edmir Fernandes, endocrinologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | Título de Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)| CRM 58712


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O slime está em alta entre as crianças e até mesmo entre os adolescentes, mas, apesar de aparentar ser inofensivo, trata-se de uma mistura de compostos químicos, como o borato de sódio, mais conhecido como bórax. Por toda a química envolvida, é necessário que sejam tomadas algumas medidas de segurança para que crianças e adolescentes possam brincar sem comprometer a saúde. “O bórax, utilizado como ativador do slime, pode ser encontrado no nosso dia a dia, como em fertilizantes, produtos de limpeza e até mesmo em medicamentos, mas em concentrações e manipulações adequadas para não gerar nenhum efeito adverso. O maior risco para as crianças, em termos de intoxicação, está relacionado ao tempo de manipulação e à ingestão dessa substância, bem como à inalação ou não durante sua manipulação”, explica a Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra e neurologista infantil, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

“Os sintomas da intoxicação pelo slime ou pelo bórax incluem náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarreia, assim como o descrito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nossa agência regulamentadora. A criança pode apresentar ainda aspecto azul-arroxeado ou acinzentado na pele e nas mucosas, caracterizando a cianose, um sintoma decorrente de uma intoxicação mais grave. Nesse caso, pode haver ainda queda de pressão, perda de consciência e até mesmo choque cardiovascular. O potencial da toxidade do bórax aumenta conforme são adicionados outros produtos químicos para colorir e texturizar as gelecas, como eram chamadas antigamente”, ressalta a pediatra.

Para as crianças, a parte mais divertida da brincadeira com o slime é sua fabricação. Por isso, por mais seguro que seja comprar um produto químico regulamentado pela Anvisa, o que deve obviamente ser algo prioritário, a produção também deve ser feita de uma maneira segura para as crianças, garantindo que sempre estejam acompanhadas por um adulto, tenham cuidados na manipulação e na mistura dos ingredientes e estejam com equipamento de proteção individual, como luvas. “É importante também que após a manipulação as mãos sejam muito bem lavadas, bem como os braços, e, claro, o tempo de exposição à substância não pode passar de 30 minutos a 1 hora por dia, tanto na fabricação quanto na brincadeira”, comenta a especialista.

No nosso país, a Anvisa contraindica o uso do borato de sódio e fornece orientações em caso de intoxicação: não provocar vômito na criança, não oferecer água, leite ou qualquer outro líquido e procurar assistência médica de imediato.

Alguns jornais internacionais, como The Guardian, além de outros veículos de informação, recentemente fizeram reportagens sobre o slime, relatando a ocorrência de queimaduras de segundo e até terceiro grau principalmente nas mãos, devido ao tempo prolongado de exposição à brincadeira – em alguns casos todos os dias e durante vários meses. “É fundamental que os pais se atentem para a questão dos efeitos a curto e longo prazo, desde queimaduras a intoxicações gastrointestinais. O mais importante seria substituir o ativador do slime, o borato de sódio, que é o principal componente tóxico da mistura química, por outras alternativas, como a gelatina, o amido e o marshmallow, que, por mais que não proporcione a mesma textura, é um slime seguro para todas as crianças”, conclui a médica.

Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra e neurologista infantil, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 163047

 



Dra. Renata Bastos Alves, coordenadora da equipe de oftalmologia do Hospital América, participou da live “América Responde”, desta sexta-feira (25). Na live, ela respondeu questões sobre diversos temas da especialidade, como:

– Conjuntivite alérgica;
– Catarata;
– Riscos de coçar os olhos;
– Grau de óculos.

Assista e confira!

América Responde com a Dra. Renata Bastos, oftalmologista. Envie sua pergunta. Agende sua consulta pelo WhatsApp: http://bit.ly/2pPFxok

Publicado por Hospital América de Mauá em Sexta-feira, 25 de outubro de 2019


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Cirurgiã pediátrica do Hospital América de Mauá explica como identificar a doença 

A apendicite aguda é a inflamação do apêndice cecal, que é uma porção do intestino grosso semelhante a uma bolsa, localizado na parte final do cólon. Trata-se de uma doença muito comum, podendo acometer qualquer faixa etária, mas apresenta maior incidência na infância e na adolescência.

De acordo com a Dra. Simone Postal Pires, cirurgiã pediátrica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, o principal sintoma da apendicite é dor abdominal, cuja intensidade pode variar de acordo com a idade do paciente e da posição do apêndice inflamado. “Pode começar com uma dor que não é muito forte, mas que tem uma piora progressiva. Essa dor pode acometer inicialmente todo o abdômen ou a região próxima ao umbigo. Depois, ela pode afetar a região inferior do lado direito do abdômen. Outros sintomas associados à dor são febre baixa, náusea, vômito e redução do apetite”, explica.

O diagnóstico pode ser feito com base no histórico do paciente e por meio de exames físicos, mas às vezes pode haver necessidade de realizar exames complementares, como exames de sangue, radiografia, ultrassonografia e tomografia, todos disponíveis no Hospital América.

O tratamento da apendicite aguda é sempre cirúrgico e com prescrição de antibiótico. Quanto mais precoces forem o diagnóstico e o tratamento, melhor a evolução da doença. “Apesar de muito comum, às vezes a apendicite aguda não é diagnosticada corretamente. Sem o tratamento adequado, pode levar à quadros de infecções graves e generalizadas e, eventualmente, até à morte do paciente”, ressalta a especialista.

Não há formas de prevenir a apendicite, pois o processo de inflamação não apresenta causas específicas. Por isso, é importante estar atento aos sintomas.

 


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Cirurgiã pediátrica do Hospital América de Mauá esclarece quando é necessário procurar ajuda médica

A fimose é a dificuldade ou a incapacidade de expor a glande do pênis, ou seja, de abaixar a pele que o recobre, chamada de prepúcio. Nos primeiros meses de vida, existe uma aderência natural do prepúcio à glande, mas essa aderência costuma desaparecer até os 5 anos na maioria dos meninos. “É importante dizer que a fimose não é só a impossibilidade de abaixar a pele do pênis, mas também a ocorrência de uma certa resistência, uma certa dificuldade quando se consegue abaixar. Isso também pode caracterizar fimose e requerer tratamento. Por isso é importante consultar um especialista, que no caso da criança é o cirurgião pediátrico, para verificar se há indicação cirúrgica”, explica a Dra. Simone Postal Pires, cirurgiã pediátrica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

As complicações decorrentes de fimose não corrigida vão desde inflamações ou infecções leves no pênis, chamadas de balanopostites, até infecções urinárias de repetição. Na vida adulta, a fimose pode acarretar dificuldades na relação sexual e, em casos extremos, levar o paciente a desenvolver câncer peniano.

De acordo com a especialista, a idade adequada para o tratamento cirúrgico depende de cada médico. “No Hospital América, nós indicamos a cirurgia a partir de um ano de vida, exceto quando há infecção urinária de repetição a indicação de cirurgia se dá mais cedo. Para ter certeza se a criança tem ou não indicação de tratamento cirúrgico, evitando que os pais gastem dinheiro com pomadas que não vão ser efetivas, procure sempre um cirurgião pediátrico”, ressalta.

Não é possível prevenir a fimose, pois a formação prepucial ocorre durante o desenvolvimento fetal. É importante saber que a aderência prepucial à glande ocorre na maioria dos meninos recém-nascidos, mas o rompimento dessa aderência costuma ocorrer natural e progressivamente. Em quem tem fimose, isso não acontece, por isso a necessidade, em alguns casos, de tratamento cirúrgico.

 


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A primavera chegou, trazendo tempo seco e aumento da concentração de poluentes e pólen no ar. Por isso, nesta época do ano, são necessários cuidados específicos com a saúde. Confira a seguir dicas e informações relacionadas à estação. 

  • Clima seco e contato com o pólen das flores são fatores predisponentes de doenças que acometem as vias aéreas, como rinite, sinusite, asma brônquica e pneumonias.
  • Mudanças bruscas de temperatura e na umidade do ar contribuem para o surgimento de patologias como faringite, laringite, asma, pneumonia, amidalite e otite.
  • Pacientes com doenças crônicas podem precisar de acompanhamento ambulatorial. É recomendado evitar aglomerações e manter as vacinas em dia, principalmente crianças e idosos. Fique atento a qualquer sinal de acometimento das vias aéreas.
  • Tenha uma alimentação equilibrada (carnes, frutas e legumes) e mantenha-se bem hidratado.
  • Use roupas leves, chapéus, bonés e protetor solar diariamente (independentemente de exposição direta ou indireta aos raios solares).
  • Evite exposição à luz solar das 10h às 15h (luz ultravioleta). Nos dias secos, use umidificador de ar nos ambientes. E não se esqueça da manutenção do filtro do ar-condicionado (fonte de bactérias).

Dr. Reginaldo Amaral Batista, pneumologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 43636


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Pediatra do Hospital América de Mauá alerta sobre a obesidade infantil

Em setembro, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Setembro Laranja: combate à obesidade infantil”, uma ação que visa incentivar hábitos e práticas alimentares saudáveis nas escolas e nas casas das famílias, bem como  estimular atividades físicas entre a população infanto-juvenil. A campanha se deve ao aumento da prevalência do excesso de peso na população pediátrica. Dados do IBGE evidenciam que 1/5 dos adolescentes possui excesso de peso, sendo que 1/4 deles apresenta obesidade.  “A obesidade infantil é definida como o acúmulo excessivo de gordura no organismo, com origem atribuída a causas multifatoriais, que incluem fatores endógenos (5% dos casos) e exógenos  (95% dos casos). Existem inúmeros métodos de avaliação para definir se um indivíduo está acima do peso, mas o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é a aferição do  Índice de Massa Corporal (IMC) e do Z score correspondente a cada faixa etária”, explica a Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

A obesidade pode ser causada por diversos fatores, entre eles: genética/epigenética, hábitos (atividade física, sono, tempo de tela, alimentação) e doenças metabólicas e endocrinológicas, sendo também influenciada por níveis socioeconômicos/crenças da população. As causas preveníveis devem ser trabalhadas desde o período pré-natal, evitando a exposição intraútero a certos alimentos e substâncias e estimulando a prática de atividade física e boas escolhas alimentares, para equilibrar o ganho e o gasto energético. O estilo de vida materno durante a gestação, a falta de aleitamento materno, a nutrição precoce e o ambiente familiar são de grande relevância para a prevenção da obesidade infantil. Também são importantes cuidados pré e pós-parto, como nutrição materna saudável, acompanhamento do status do peso na idade reprodutiva e durante a gravidez, aleitamento materno e monitoramento cuidadoso do crescimento infantil, para detectar precocemente ganho excessivo de peso. “A prevenção da obesidade infantil é uma medida de saúde pública internacional prioritária, devido a seu impacto significativo em doenças agudas e/ou crônicas e no desenvolvimento e no bem-estar de crianças e adolescentes.  Intervenções que incluem atividades físicas podem reduzir o risco de obesidade em crianças, mas é nos adolescentes que têm maior impacto. Um estudo atual fez revisão sistemática das meta-análises já publicadas sobre obesidade infantil e evidenciou o importante papel das intervenções nutricionais, comportamentais e das atividades físicas na prevenção e no tratamento da obesidade”, ressalta a pediatra.

A ingestão alimentar inadequada ou em excesso, aliada ao sedentarismo ou a baixos níveis de atividade física, é uma das principais causas da obesidade infantil. Embora os fatores genéticos predisponham o desenvolvimento da obesidade, os principais determinantes de seu aumento são decorrentes de fatores ambientais e comportamentais, como falta de atividade física, grandes períodos de tempo assistindo à televisão e aumento do consumo de alimentos ricos em açúcares e gorduras. “O excesso de peso na infância aumenta as chances de obesidade na idade adulta, constituindo fator de risco para doenças cardiovasculares, dislipidemias, hipertensão arterial, resistência à insulina e doença gordurosa não alcoólica do fígado, que contribuem para o aumento de morbimortalidade na maturidade. Além disso, existem ainda implicações psíquicas e sociais associadas à obesidade que podem se estender por toda a vida. A ajuda dos pais deve se iniciar com a identificação dos hábitos familiares que serão passados a seus filhos. A partir disso, medidas deverão ser tomadas para criar hábitos de vida saudáveis desde a gestação até o jovem chegar à fase adulta, como estabelecer uma boa rotina alimentar, com local e horário definidos para realizar as refeições; considerar questões socioculturais relacionadas à alimentação e ao peso; evitar o ato de alimentar a criança para acalmá-la; reduzir o tempo de tela e incentivar brincadeiras ao ar livre; adotar caminhadas como alternativa de transporte quando possível e adequar a rotina de sono de acordo com a faixa etária. Portanto, para prevenir a obesidade, é necessário orientar não só os pais, mas também as escolas, considerando a diversidade de crenças e referências culturais dos pacientes, já que podem influenciar a percepção dos responsáveis em relação a crianças obesas. Por fim, é importante também que medidas públicas de saúde sejam adotadas para promover bons hábitos alimentares e um estilo de vida saudável. Os especialistas aptos a dignosticar e tratar pacientes obesos são: pediatra, nutrólogo infantil, endocrinologista infantil e nutricionista”, finaliza.

Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra, neurologista infantil e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 163047


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Atualmente, têm sido veiculadas na imprensa diversas reportagens sobre pessoas que inalaram monóxido de carbono e foram a óbito. Segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), São Paulo contabiliza, desde 2000, 122 mortes do tipo, sendo o estado que mais registrou mortes por inalação de gás nesse período.  O monóxido de carbono é produzido quando combustíveis, como gás, madeira e carvão, são queimados, podendo também se acumular quando aquecedores e aparelhos de cozimento a gás falham ou não apresentam ventilação adequada. Trata-se de um gás inodoro e incolor, por isso pode ser inalado sem que a pessoa perceba. Entre os sintomas associados ao envenenamento, estão dores de cabeça, tontura, fraqueza, dores abdominais, vômito, dor no peito e confusão mental.

De acordo com a Dra. Maria Bernadette Zambotto, médica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, a intoxicação por monóxido de carbono pode levar à morte em minutos. “O monóxido de carbono (CO) é um gás formado por um átomo de carbono e um átomo de oxigênio. É incolor, sem cheiro, sem sabor e inflamável. Sua emissão pode ocorrer por fontes naturais ou antrópicas (causadas pelo homem), sendo 60% de toda a massa emitida decorrente da ação humana. Entre as fontes naturais de emissão, estão atividade vulcânica, descargas elétricas e combustão de gás natural.  Entre as fontes antrópicas, que são também as mais poluentes, destaca-se a combustão de madeira, como no caso de queimadas, e de derivados de petróleo, utilizados nos combustíveis de veículos. Um dado aterrorizante sobre o monóxido de carbono foi sua utilização nas câmaras de gás nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Isso se deu justamente devido à sua letalidade, já que ao ser inalado o monóxido de carbono se liga à hemoglobina, ocupando o lugar do oxigênio (O2). A afinidade da hemoglobina é 240 vezes maior com o CO do que com o O2, então a menor oferta de O2 acaba rapidamente levando à morte por asfixia. Além disso, a exposição frequente a baixas concentrações de CO também pode acarretar diversos distúrbios na saúde, tais como insônia, dor de cabeça, náuseas, vômito, distúrbios visuais, alterações auditivas, doenças respiratórias, perda de apetite e problemas cardíacos. No Brasil, por meio de órgãos como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a concentração de CO na atmosfera é constantemente medida. A partir de 9 ppm (partículas por milhão), a qualidade do ar já é considerada preocupante. Acima de 15 ppm, a qualidade do ar é considerada crítica”, explica a doutora.

 



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