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A primavera chegou, trazendo tempo seco e aumento da concentração de poluentes e pólen no ar. Por isso, nesta época do ano, são necessários cuidados específicos com a saúde. Confira a seguir dicas e informações relacionadas à estação. 

  • Clima seco e contato com o pólen das flores são fatores predisponentes de doenças que acometem as vias aéreas, como rinite, sinusite, asma brônquica e pneumonias.
  • Mudanças bruscas de temperatura e na umidade do ar contribuem para o surgimento de patologias como faringite, laringite, asma, pneumonia, amidalite e otite.
  • Pacientes com doenças crônicas podem precisar de acompanhamento ambulatorial. É recomendado evitar aglomerações e manter as vacinas em dia, principalmente crianças e idosos. Fique atento a qualquer sinal de acometimento das vias aéreas.
  • Tenha uma alimentação equilibrada (carnes, frutas e legumes) e mantenha-se bem hidratado.
  • Use roupas leves, chapéus, bonés e protetor solar diariamente (independentemente de exposição direta ou indireta aos raios solares).
  • Evite exposição à luz solar das 10h às 15h (luz ultravioleta). Nos dias secos, use umidificador de ar nos ambientes. E não se esqueça da manutenção do filtro do ar-condicionado (fonte de bactérias).

Dr. Reginaldo Amaral Batista, pneumologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 43636


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Atualmente, têm sido veiculadas na imprensa diversas reportagens sobre pessoas que inalaram monóxido de carbono e foram a óbito. Segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), São Paulo contabiliza, desde 2000, 122 mortes do tipo, sendo o estado que mais registrou mortes por inalação de gás nesse período.  O monóxido de carbono é produzido quando combustíveis, como gás, madeira e carvão, são queimados, podendo também se acumular quando aquecedores e aparelhos de cozimento a gás falham ou não apresentam ventilação adequada. Trata-se de um gás inodoro e incolor, por isso pode ser inalado sem que a pessoa perceba. Entre os sintomas associados ao envenenamento, estão dores de cabeça, tontura, fraqueza, dores abdominais, vômito, dor no peito e confusão mental.

De acordo com a Dra. Maria Bernadette Zambotto, médica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, a intoxicação por monóxido de carbono pode levar à morte em minutos. “O monóxido de carbono (CO) é um gás formado por um átomo de carbono e um átomo de oxigênio. É incolor, sem cheiro, sem sabor e inflamável. Sua emissão pode ocorrer por fontes naturais ou antrópicas (causadas pelo homem), sendo 60% de toda a massa emitida decorrente da ação humana. Entre as fontes naturais de emissão, estão atividade vulcânica, descargas elétricas e combustão de gás natural.  Entre as fontes antrópicas, que são também as mais poluentes, destaca-se a combustão de madeira, como no caso de queimadas, e de derivados de petróleo, utilizados nos combustíveis de veículos. Um dado aterrorizante sobre o monóxido de carbono foi sua utilização nas câmaras de gás nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Isso se deu justamente devido à sua letalidade, já que ao ser inalado o monóxido de carbono se liga à hemoglobina, ocupando o lugar do oxigênio (O2). A afinidade da hemoglobina é 240 vezes maior com o CO do que com o O2, então a menor oferta de O2 acaba rapidamente levando à morte por asfixia. Além disso, a exposição frequente a baixas concentrações de CO também pode acarretar diversos distúrbios na saúde, tais como insônia, dor de cabeça, náuseas, vômito, distúrbios visuais, alterações auditivas, doenças respiratórias, perda de apetite e problemas cardíacos. No Brasil, por meio de órgãos como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a concentração de CO na atmosfera é constantemente medida. A partir de 9 ppm (partículas por milhão), a qualidade do ar já é considerada preocupante. Acima de 15 ppm, a qualidade do ar é considerada crítica”, explica a doutora.

 


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Pneumologista do Hospital América de Mauá alerta sobre o uso do dispositivo

O cigarro eletrônico está cada vez mais popular no mundo, principalmente entre os jovens. Trata-se de um dispositivo alimentado por baterias que provoca uma combustão de substâncias e produz, entre outros produtos, a nicotina volátil (vapor). Diferentemente do cigarro tradicional, o cigarro eletrônico não contém tabaco, cuja queima gera milhares de substâncias tóxicas, como o monóxido de carbono (fator de risco para infarto) e os alcaloides do alcatrão (agentes cancerígenos). No dispositivo eletrônico, os aditivos são aquecidos e liberados em forma de vapor, que é então aspirado pelo usuário. No entanto, apesar de produzir menos substâncias tóxicas que o cigarro convencional, o cigarro eletrônico também é prejudicial à saúde, de modo que quem o utiliza não está livre de desenvolver problemas de saúde, como explica o Dr. Reginaldo Amaral Batista, pneumologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá:  “Não existem ainda estudos conclusivos a respeito, talvez pelo fato de ser um produto relativamente novo no mercado e seus possíveis efeitos ainda não terem se apresentado de maneira contundente no organismo, mas, sim, é possível adquirir doenças com a utilização do dispositivo”.

No Brasil, o cigarro eletrônico nunca teve registro, sendo proibido pela Anvisa desde 2009. Em um parecer de 2017, a Anvisa informou que o dispositivo eletrônico transmite uma falsa sensação de segurança ao fumante, o que, somado à falta de comprovação científica sobre a eficácia e segurança do produto, principalmente quando apresentado como alternativa para parar de fumar, justifica essa decisão. Também são proibidas a publicidade e a importação do produto no país, como ressalta o pneumologista: “Gostaria de salientar a importância de essas proibições serem mantidas no Brasil, pois nos EUA o cigarro eletrônico já é uma epidemia entre os jovens. A nicotina é uma substância altamente viciante (semelhante às presentes na cocaína e na heroína) e pode ser administrada em altas doses quando o consumidor não tem conhecimento disso. Além do mais, a médio prazo, portas podem se abrir para o consumo de tabaco e de substâncias psicoativas, devendo-se considerar ainda o malefício que o próprio dispositivo pode causar”.

Segundo uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde, em 12 anos o número de fumantes no Brasil caiu 40%. Essa pesquisa, feita por meio do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), mostra que o país tem o que comemorar. Em 2018, apenas 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%.

Dr. Reginaldo Amaral Batista | Pneumologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 43637

 



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