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O Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho e, por isso, durante todo esse mês, a Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e várias outras organizações trabalham para conscientizar a sociedade por meio da campanha Julho Verde. “Trata-se de uma campanha que visa informar sobre o câncer de cabeça e pescoço, abordando a promoção da saúde, a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação. Dados levantados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que o câncer de cabeça e pescoço representa 4% do total de todos os tipos da doença no país”, explica o Dr. Rodrigo Perez Ranzatti, cirurgião de cabeça e pescoço e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

É definido como câncer de cabeça e pescoço o grupo de tumores malignos diagnosticados na boca, na língua, na faringe, na laringe, no esôfago, na orofaringe (garganta), na nasofaringe e na tireoide. Os mais frequentes em homens são os na boca, já em mulheres os cânceres mais comuns são os de tireoide. “Os principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço são manchas brancas na boca e na garganta, dor na região, lesão ulcerada ou com sangramento e de cicatrização demorada, nódulos no pescoço, mudanças na voz e rouquidão persistente, além de dor e dificuldade para engolir e/ou para respirar. Alguns sinais e sintomas podem sugerir que uma pessoa tenha câncer de cabeça e pescoço, mas é necessária a realização de avaliação clínica por médico especialista e exames subsidiários para confirmar o diagnóstico”, comenta o cirurgião.

Os maiores fatores de risco para essa neoplasia são o tabagismo e o etilismo (alcoolismo), especialmente se associados. “Aproximadamente 95 a 97% dos casos do câncer de boca estão relacionados a eles, além de também aumentarem a incidência nas demais regiões da cabeça e do pescoço, como laringe e faringe. Outros fatores de risco estudados são fatores genéticos, exposição ao sol (válida para tumores de lábio) e infecções virais como o HPV e o EBV”, ressalta o especialista.

O papilomavírus humano (HPV) tem contribuído drasticamente para o aumento dos casos do câncer de cabeça e pescoço, já que se trata de um vírus que infecta a pele e as mucosas, podendo causar verrugas ou lesões percursoras de câncer, como o câncer de colo de útero, garganta ou ânus. “O nome HPV é uma sigla inglesa para ‘Human Papilomavírus’ e cada tipo de HPV pode causar lesões em diferentes partes do corpo. O HPV é um vírus transmitido, em geral, pelo contato de pele com pele, e o modo mais comum de transmissão é o ato sexual. Por isso, pode ser considerado uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).  A incidência do HPV alterou o perfil dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Antes, em sua maioria, eram pessoas entre 55 e 60 anos. Com o vírus, a faixa etária diminuiu para 30 a 40 anos, predominando até entre pessoas que não fumam ou bebem”, pontua o doutor.

O tratamento do câncer de cabeça e pescoço é individualizado e depende do local afetado, da duração da doença e do tipo de câncer que está sendo tratado, podendo ser necessário cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação deles, de acordo com a doença e o paciente. “O câncer tem cura, especialmente nos casos em que o diagnóstico é precoce. Por isso, é necessário sempre estar atento aos sinais e sintomas de alarme e procurar um especialista em casos de dúvida ou suspeita”, lembra o médico.

No Hospital América, além do exame clínico feito pelo especialista, podem ser realizados exames como tomografia, ultrassom cervical, ressonância da região afetada para avaliar a extensão da doença e exames subsidiários, como endoscopia e nasofibroscopia, para avaliação de possíveis outras lesões.

Alguns cuidados colaboram com a prevenção da doença, como evitar o tabagismo e etilismo (alcoolismo), usar preservativo nas relações sexuais e tratar precocemente lesões pré-malignas que possam aparecer na boca e na garganta, como leucoplasias e eritroplasias.

Dr. Rodrigo Perez Ranzatti | CRM 132091 | Cirurgião de cabeça e pescoço e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

 


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Gastroenterologista do Hospital América de Mauá explica sobre as doenças inflamatórias intestinais

A campanha Maio Roxo foi instituída em 2016, com o intuito de divulgar as doenças inflamatórias. Esse mês foi escolhido, porque no dia 19 de maio comemora-se o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, serão 300 mil novos casos, em 2019. No Brasil, não dispomos até o momento de dados epidemiológicos confiáveis, mas estima-se que, tanto a doença de Crohn, quanto a Retocolite Ulcerativa, tenha uma incidência de cerca de 10 a 20 casos novos para cada 100.000 habitantes. O que é consenso entre os especialistas que tratam dessas doenças é que sua incidência vem aumentando em nosso país e cada vez mais casos novos são diagnosticados.

As doenças inflamatórias intestinais são patologias sem uma causa definida, mas com forte componente genético e imunológico, que causam inflamações crônicas do intestino e, por vezes, podem acometer todo o trato gastrointestinal. “As duas principais doenças são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. A doença de Crohn pode inflamar qualquer segmento, desde a boca, até o ânus (geralmente não acometendo tudo ao mesmo tempo). O local mais comum é o intestino grosso e a parte final do intestino delgado, chamado íleo terminal. Os principais sintomas são diarreia e dor abdominal. A Retocolite Ulcerativa acomete apenas o reto e o intestino grosso, os sintomas mais frequentes são diarreia e sangramento ao evacuar, podendo ou não ter dor abdominal”, explica o Dr. Fabio Luiz Maximiano, gastroenterologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

Não há uma causa bem definida para as doenças inflamatórias, mas o que se sabe é que há um componente genético envolvido e cada vez mais novos estudos apontam a relação entre a doença e alterações dos hábitos alimentares (maior incidência em indivíduos com a ingesta maior de produtos industrializados), bem como parece haver relação com alterações na microbiota do indivíduo. “As DIIs podem acometer indivíduos de qualquer idade. No entanto, na Doença de Crohn é mais comum o surgimento dos sintomas entre 15 e 30 anos. “Na Retocolite, além desta faixa etária, um novo pico de incidência ocorre aos 60 anos. A ajuda médica deve ser buscada sempre que houver uma diarreia com duração maior que 4 semanas, o que caracteriza essa diarreia como crônica, ou quando há sangramento. É importante buscar um especialista familiarizado com a doença, seja ele um gastroenterologista ou um coloproctologista. Os especialistas do Hospital América de Mauá têm ampla experiência no manejo dessas doenças, além de estarem envolvidos com o ensino e pesquisas nessa área” ressalta o especialista.

Atualmente, novos tratamentos têm surgido e com grande potência de melhora para os pacientes. “Nos tratamentos, podem ser usadas medicações, como a mesalalzina e sulfassalazina; imunossupressores, como a azatioprina e o metotrexato; ou terapias biológicas mais modernas, como o infliximabe, adalimumabe, vedolizumabe ou ustequinumabe. Além dessas, na crise, é frequente o uso de corticoides para a melhora dos sintomas, sendo que tais medicações nunca devem ser usadas como manutenção”, esclarece o médico.

A cirurgia para as doenças inflamatórias intestinais está indicada em casos selecionados, principalmente quando há complicações, como estenoses (regiões de estreitamento), fístulas (feridas) e abscessos. Com os novos tratamentos disponíveis, as cirurgias têm sido cada vez menos frequentes e, quando ocorrem, costumam acontecer com pacientes em melhores condições do que antigamente. “As DIIs não têm cura, são doenças crônicas que precisam de tratamento e acompanhamento por toda a vida, assim como ocorre com doenças como o diabetes e a hipertensão, por exemplo. Mas é importante frisar que, atualmente, a maioria dos pacientes em tratamento consegue ter uma vida normal”, pontua Maximiano.

É possível ter qualidade de vida com as doenças infamatórias intestinais. Atualmente, os tratamentos disponíveis possibilitam isso aos pacientes. “Não há como prevenir o surgimento das DIIs, mas o seu pronto diagnóstico e o tratamento adequado previnem a evolução de complicações”, finaliza.

Dr. Fabio Luiz Maximiano | CRM 117.078 | 

Gastroenterologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | Professor de Gastroenterologia no Centro Universitário São Camilo.

Para mais informações, consulte-nos pelo telefone: (11) 4544-2085


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Especialista do Hospital América de Mauá aponta as principais causas da doença

A campanha Maio Vermelho visa conscientizar, prevenir e lutar contra o câncer de boca, alertando a população sobre a gravidade, as necessidades de cuidados e o diagnóstico precoce da doença. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o Brasil, estimam-se 11.200 casos novos de câncer da cavidade oral em homens e 3.500 em mulheres para 2019. Esses valores correspondem a um aumento de 10,86 casos novos a cada 100 mil homens, ocupando a 5ª posição dentre os cânceres mais frequentes no sexo masculino; e de 3,28 para cada 100 mil mulheres, sendo o 12º tipo de câncer mais comum a acometer esse gênero.

O câncer da boca, também conhecido como câncer da cavidade oral, é um tumor maligno que afeta lábios, estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua. “Cerca de 90% dos cânceres da cavidade oral são carcinomas de células escamosas. Esses cânceres começam em formas primitivas de células escamosas, que são células planas, do tipo que normalmente formam o revestimento da boca e da garganta. Temos também outros tipos menos comuns, como o carcinoma verrucoso e o de glândulas salivares”, explica o Dr. Rodrigo, cirurgião de cabeça e pescoço, prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

Os principais sinais e sintomas do câncer de boca são: “Lesões (feridas) na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, que podem apresentar sangramentos e estejam crescendo. Também devemos suspeitar de manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas. O paciente também pode referir dificuldade para engolir, falar ou sentir aumento de linfonodos cervicais”, esclarece o doutor.

Os maiores fatores de risco para o câncer de boca são o tabagismo e o etilismo (alcoolismo), especialmente se associados. Aproximadamente 95 a 97% dos casos do câncer de boca estão relacionados a eles. Outros fatores de risco estudados são: fatores genéticos, exposição ao sol (válido para tumores de lábio), infecções virais e traumatismo crônico por uso de próteses. “Embora aproximadamente 97% dos casos estejam relacionados ao tabagismo, uma pequena parcela dos portadores dessa doença não fumam. Nesses casos existem alterações genéticas, ainda em estudo, relacionadas ao aparecimento do câncer”, alerta o especialista.

O diagnóstico do câncer de cavidade oral normalmente pode ser feito com o exame clínico, mas a confirmação depende da biópsia. Alguns exames de imagem, como a tomografia computadorizada, também auxiliam no diagnóstico e, principalmente, ajudam a avaliar a extensão do tumor. “O exame clínico associado à biópsia, com o estudo da lesão por tomografia, permitem ao cirurgião definir o tratamento adequado. Tanto a análise da biópsia, quanto a tomografia, são realizadas pelo Hospital América de Mauá, bem como outros exames que podem auxiliar o cirurgião, como ressonância magnética e nasofibroscopia. Todos esses exames são realizados por profissionais experientes e treinados e com tecnologia de ponta”, comenta o Dr. Rodrigo.

O tratamento para o câncer de boca, na maioria das vezes, é cirúrgico, tanto para lesões menores, com cirurgias mais simples, como para tumores maiores. “O cirurgião de cabeça e pescoço é o profissional que vai avaliar o estágio da doença. Essa avaliação, associada a exames complementares determinará o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia são indicadas para complementar o tratamento cirúrgico e também nos casos que a cirurgia não é possível devido a um quadro muito avançado ou um paciente sem condições clínicas para o tratamento cirúrgico”, pontua o cirurgião.

A melhor prevenção para a doença é não fumar e não beber. Além disso, é importante manter sempre uma boa higiene bucal e procurar atendimento médico sempre que houver alguma lesão persistente na boca. Para usuários de próteses mal adaptadas, deve-se procurar o dentista para ajuste. “A chance de cura é maior quanto mais cedo for identificado e tratado o tumor. Por isso é importante que as pessoas, em especial as fumantes, procurem atendimento médico em caso de lesões na boca por mais de 15 dias”, finaliza.

Dr. Rodrigo Perez Ranzatti | CRM132091 |

Cirurgião de cabeça e pescoço e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

Para mais informações, consulte-nos pelo telefone: (11) 4544-2085


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Hospital América de Mauá alerta a população sobre a prevenção do câncer colorretal.

A campanha Março Azul-Marinho foi criada com a intenção de conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer colorretal. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o Brasil, estimam-se 36.360 casos novos de câncer colorretal para 2019, sendo 17.380 novos casos para o sexo masculino e 18.980 novos casos para o sexo feminino. O câncer de cólon é o segundo mais frequente em mulheres e o terceiro entre os homens. Existe uma discreta predominância no sexo feminino, porém não estatisticamente significante, comenta a Dra. Maria Bernadette Zambotto, colonoscopista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

O câncer colorretal pode atingir qualquer parte do intestino grosso: ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, sigmoide e reto. “Na fase de pólipo (tumores benignos de até 3cm), são absolutamente assintomáticos. Portanto, a prevenção é mandatória. O que é mais importante ressaltar é que todo câncer começa pequeno e é curável, explica a doutora.

Os sintomas da doença são dependentes da localização: tumores no intestino grosso inicial (que está do nosso lado direito) costumam provocar anemia. Tumores no intestino grosso final (que está do nosso lado esquerdo) provocam sintomas de constipação (ressecamento), evacuação difícil, sangue e muco nas fezes.
O Hospital América de Mauá disponibiliza aos pacientes o exame gold standard (padrão ouro) para detectar e retirar pequenos pólipos. Temos colonoscopia de alta resolução no Hospital América, o que nos permite rastrear e tratar tumores através do exame, com procedimentos avançados. Contamos com equipe de cirurgia coloproctológica para assumir os casos cuja resolução não é mais possível pela colonoscopia, ressalta Zambotto.

Em 2018, a Sociedade Americana de Câncer – American Cancer Society (ACS) – reduziu de 50 para 45 anos a idade para se iniciar o rastreamento de câncer colorretal na população em geral.  Isso porque tem-se diagnosticado câncer colorretal em indivíduos cada vez mais jovens. Esse corte de 45 anos pode cair para idades mais jovens, conforme o histórico familiar do paciente, lembra a coloproctologista.

Hábitos de vida estão fortemente relacionados ao risco de doenças neoplásicas (os cânceres). No que se refere ao câncer colorretal, a dieta inadequada, com grande consumo de gorduras animais, corantes, aromatizantes, defumados, além da falta da ingestão rotineira de fibras e consumo de água são fatores de risco. O câncer colorretal tem alta prevalência genética, o que significa que, descendentes diretos de pessoas portadoras de câncer colorretal (filhos) devem fazer rastreamento assim que dado o diagnóstico aos pais. Indivíduos em linhagem horizontal (irmãos), também devem ser investigados. Como medida de cautela, é fundamental investigar-se até a segunda geração (netos), finaliza.

Dra. Maria Bernadette Zambotto Vianna, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | Cremesp 83319 | Cirurgiã de trauma, coloproctologista, colonoscopista| Especialista em APH: Atendimento Pré-Hospitalar.


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Oftalmologista do Hospital América de Mauá esclarece o que é o distúrbio e quais os tratamentos

O estrabismo é a perda no alinhamento dos olhos, que pode afetar um olho ou ambos. As causas mais comuns são de origem genética, mas também podem ocorrer por traumatismos, alterações vasculares cerebrais, doenças da tireoide e doenças neurológicas. “Existem quatro tipos de estrabismos quanto à orientação do desvio: Convergentes (para dentro), divergentes (para fora), verticais (para cima ou para baixo) ou torcionais (geralmente com inclinação da cabeça)”, explica a Dra. Renata Bastos Alves, oftalmologista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

O estrabismo pode estar presente já no início da vida ou surgir posteriormente, podendo ser assintomático ou o paciente queixar-se de visão dupla. Em qualquer caso em que se perceba a perda do alinhamento ocular, é necessária a avaliação do especialista. “Nas crianças pequenas, o olho desviado tende a não desenvolver a visão adequadamente, o que é chamado ambliopia (“olho preguiçoso”). Além disso, pode haver visão dupla, torcicolos (na tentativa de alinhar os olhos), além da questão estética”, esclarece a especialista.

O tratamento do estrabismo começa pelas correções que provocam o distúrbio. Quanto antes a avalição e o diagnóstico, melhores e mais rápidos são os resultados. “Dependendo da causa, pode variar desde o uso de óculos, até tratamento oclusivo (“tampão”), tratamento da doença de base, quando necessário, associado ou não à cirurgia”, ressalta Alves.

A cirurgia é indicada principalmente se o desvio é estável, e persiste mesmo após o uso de óculos ou controle da doença de base (diabetes, hipertireoidismo). Nos casos congênitos (presentes ao nascimento), a cirurgia pode ser indicada a partir dos 10 meses de vida. Antes da cirurgia, o paciente deve ser avaliado por um médico oftalmologista, especialista em estrabismo, que indicará procedimento cirúrgico, quando necessário. “As cirurgias são realizadas após uma criteriosa avaliação oftalmológica pelo especialista em estrabismo, que, após realizar estudo dos movimentos oculares, define a melhor técnica para a correção do desvio. Pode ser necessária a cirurgia em um ou ambos os olhos, associada ou não ao uso de óculos. No Hospital América temos oftalmologista especialista em estrabismo e disponibilizamos uma ótima estrutura para anestesia geral”, finaliza.

Dra. Renata Bastos Alves | CRM: 83686 | Coordenadora do setor de oftalmologia | Prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.


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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as regiões do país. Em 2018, estimam-se 68.220 novos casos de câncer de próstata. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

Para alertar a população, foi criada a campanha Novembro Azul, um movimento de ações organizadas durante todo mês de novembro, em razão do Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata, celebrado no dia 17 de novembro. Iniciada na Austrália, em 2003, a campanha acontece no Brasil e em mais de vinte países, com o objetivo de conscientizar sobre o câncer de próstata, os benefícios do diagnóstico precoce, a necessidade da população masculina em adotar um estilo de vida mais saudável, a importância das consultas e dos exames periódicos de check-up, visto que, culturalmente, ainda há muita resistência e negligência dos homens com sua saúde.

A próstata é uma glândula que os homens possuem, localizada abaixo da bexiga, que envolve o canal da urina, a uretra, do tamanho aproximado de uma noz (20 g). “Suas funções incluem: o auxílio na continência urinária; no processo de ejaculação e fertilidade; na transformação do hormônio, a testosterona em di-hidrotestosterona; na produção de um dos componentes do sêmen, qual é composto por espermatozoides, dos testículos, secreção seminal, das vesículas seminais e a secreção prostática, qual é produzida nas glândulas prostáticas. E justamente as células que compõem essas glândulas prostáticas, podem ser acometidas pelo câncer, onde há um crescimento de forma anormal, e sem controle, invadindo os tecidos vizinhos. E como o tumor é considerado uma lesão maligna, ele pode gerar metástase, ou seja, implantar um tumor em outras regiões do corpo ou em outros órgãos”, explica Dr. Alexandre Gomes Agostinho, urologista, prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

A maioria dos casos de câncer de próstata é assintomático, por isso é importante o diagnóstico precoce e os retornos anuais para check-up urológico. Dos homens que procuram ajuda somente quando iniciam os sintomas, aproximadamente 50% podem estar com doença avançada. “Os sintomas da doença incluem: dificuldade para urinar, já que o câncer começa a obstruir a uretra; sensação de queimação da uretra; dor – com mais ou menos intensidade, na região entre o ânus e o escroto; infecção urinária; jato urinário com interrupções; dor ao urinar; diminuição da força do jato urinário; dores na coluna, fêmur e bacia; aumento no número de micções noturnas; retenção de urina; sangramento ao urinar; insuficiência renal; perda de peso; infecções generalizadas”, esclarece o urologista.

A idade e o fator hereditário podem ocasionar o câncer de próstata. “O câncer de próstata é raro em homens abaixo de 40 anos, mas a chance de ter câncer de próstata aumenta rapidamente após os 50 anos. Aproximadamente 60% dos cânceres de próstata são diagnosticados em homens com mais de 65 anos. Em relação a familiares, homens com parente de primeiro grau com câncer de próstata, duplica o risco em desenvolver a doença. Outros fatores que influenciam são: a obesidade, com tendência à doença mais agressiva; dieta – em homens que comem muita carne vermelha, rica em gorduras e laticínios; raça negra – homens com ascendência africana tem o dobro de tendência em desenvolver a doença; genética – em famílias onde há incidência de câncer de mama, os filhos devem ter atenção no controle prostático”, pontua o especialista.

Não existe prevenção para o câncer de próstata, mas diagnóstico precoce da doença. “Não há como mexer no histórico familiar, raça ou nacionalidade; quem tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará os exames necessários. Evite excesso de carne vermelha, gordura animal; faça dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais. Controle a obesidade com dieta, opte por uma alimentação saudável. A prática de atividades físicas também pode ser usada como estratégia para perda de peso”, indica o médico.

No Hospital América, os pacientes podem encontrar tudo o que for necessário para detecção do câncer de próstata. “A investigação do câncer de próstata é feita através da dosagem de uma substância no sangue, o Antígeno Prostático Específico – PSA, da realização do toque retal, e do exame de imagem de Ultrassonografia de próstata, todos eles sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames. A confirmação do câncer se faz com a Biópsia Prostática”, recomenda Agostinho.

As chances de cura do câncer de próstata estão diretamente relacionadas ao estágio em que a doença foi diagnosticada, da expectativa de vida, das condições clínicas, assim como doenças associadas dos pacientes, avaliadas individualmente. “Nos estágios de doença localizada ou localmente avançada, existe a possibilidade de remover completamente todas as células do câncer do corpo, levando à cura da doença. Isso pode ser conseguido através da cirurgia para remoção completa da próstata, a prostatectómica radical, ou mesmo a radioterapia. Em situações especiais, podemos usar de forma combinada tanto a cirurgia e radioterapia, assim como a utilização de medicação como bloqueadores do hormônio testosterona, estimando-se 85% de cura. Fala-se em taxa de sobrevida, a porcentagem de pacientes vivos em 5 anos após o diagnóstico. Ao se incluírem todos os estágios do câncer de próstata, a taxa de sobrevida relativa em 5 anos é de 99%, em 10 anos 98% e em 15 anos 96%. Já nos estágios em que a doença se apresenta na forma metastática, a erradicação completa de todos os focos de doença do corpo ainda não é possível nos dias atuais. Dessa forma, dizemos que a doença não tem cura nesse estágio e o objetivo do tratamento é inibir o crescimento das células cancerosas o maior tempo possível. Nessa situação a utilização de bloqueadores de testosterona, assim como em situações especiais a quimioterapia, são opções de tratamento que levam ao controle da doença por um longo período de tempo, a taxa de sobrevida em 5 anos é cerca de 29%”, lembra o doutor.

A indicação da modalidade de tratamento da doença deve ser individualizada, considerando os riscos e os benefícios do tratamento, e a decisão é sempre conjunta, do paciente e da equipe médica. “Considera-se a idade do paciente, doenças associadas que o paciente possua, quais podem elevar muito o risco de cirurgias, e as características e estágio do tumor. São classificados como: câncer de próstata localizado, localmente avançado e avançado (metastático ou recidivado). Alguns tumores crescem de forma bastante lenta. Porém, em alguns casos, os tumores crescem rapidamente, espalhando-se para outros órgãos. Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal”, finaliza.

Dr. Alexandre Gomes Agostinho | Especialista em Urologia pela Faculdade de Medicina ABC e Titular Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU.
CRM 83810 | Prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

Assessoria de imprensa
Carolina Serra
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