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Se por um lado o tempo fica mais agradável com a chegada do outono, por outro temos a redução da umidade relativa do ar, a inversão térmica, responsável pelo acúmulo maior de poluentes na atmosfera, uma maior concentração de pessoas em locais fechados e pouco arejados e também o uso de casacos de lã e cobertores, que ficam guardados por longos períodos e acumulam poeira e ácaros. Essas condições propiciam a ocorrência de diversas afecções (doenças), principalmente as que acometem as vias respiratórias, dando início a processos inflamatórios e alérgicos. A seguir, o Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá, destaca as características mais comuns das doenças outonais, ajudando na identificação e na prevenção de cada uma delas.


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Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem Infecções Sexualmente Transmissíveis curáveis todos os dias. De acordo com dados divulgados pela organização, isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia e sífilis. É o que explica o Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços no Hospital América: “As Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs, são distribuídas em três grandes grupos de sintomas: corrimento, úlcera e verrugas. Diversas doenças podem ser enquadradas em cada grupo, causando diferentes sintomas, mas essas três condições são o que elas têm em comum, permitindo dividi-las em grupos. Por exemplo, no corrimento, temos a gonorreia e a clamídia; na úlcera, cancro mole (causado por Haemophilus ducreyi), cancro duro e sífilis; e nas doenças verrugosas, HPV e molusco contagioso. Existem outros tipos de infecções, mas essas são as mais conhecidas. Os sintomas são característicos de cada doença: na gonorreia, por exemplo, o principal sintoma é o corrimento, com dor para urinar, febre e desconforto genital, tanto no homem quanto na mulher. No caso das úlceras, temos duas situações: úlceras indolores, como no caso da sífilis, ou extremamente dolorosas, como as causadas por Haemophilus ducreyi. Já nas lesões verrucosas, o sintoma principal é o surgimento de lesões vegetantes (verrugas), que podem aparecer não só na região genital, mas também na anal, perianal e no corpo do paciente; no HPV, o principal sintoma são as lesões em corda vocal. Para diagnosticar cada uma das doenças, existem exames específicos, como exames de sangue (sorológicos), pesquisa direta (secreções), no caso das úlceras, e biópsia, no caso de lesões verrucosas, para identificar o vírus causador e qual o seu subtipo, de modo a correlacioná-lo ou não com a possibilidade de câncer. Os tratamentos e medicamentos prescritos são específicos para cada doença. Existem medicações que podem tratar mais de uma infecção, mas é importante ter recebido orientação médica previamente. Procure sempre um especialista quando houver suspeita de alguma doença, como em casos de exposição sexual ou contato com sangue de terceiros, por exemplo. Só após avaliar o risco do paciente, o médico irá direcioná-lo para uma investigação mais precisa. Se o paciente perceber a doença quando já estiver com os sintomas, também é preciso buscar ajuda médica, consultando um infectologista, dermatologista, ginecologista, urologista ou outro especialista, para identificar qual a causa da infecção e receber o tratamento adequado.”

Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços do Hospital América de Mauá | CRM 57166


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Atualmente, têm sido veiculadas na imprensa diversas reportagens sobre pessoas que inalaram monóxido de carbono e foram a óbito. Segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), São Paulo contabiliza, desde 2000, 122 mortes do tipo, sendo o estado que mais registrou mortes por inalação de gás nesse período.  O monóxido de carbono é produzido quando combustíveis, como gás, madeira e carvão, são queimados, podendo também se acumular quando aquecedores e aparelhos de cozimento a gás falham ou não apresentam ventilação adequada. Trata-se de um gás inodoro e incolor, por isso pode ser inalado sem que a pessoa perceba. Entre os sintomas associados ao envenenamento, estão dores de cabeça, tontura, fraqueza, dores abdominais, vômito, dor no peito e confusão mental.

De acordo com a Dra. Maria Bernadette Zambotto, médica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, a intoxicação por monóxido de carbono pode levar à morte em minutos. “O monóxido de carbono (CO) é um gás formado por um átomo de carbono e um átomo de oxigênio. É incolor, sem cheiro, sem sabor e inflamável. Sua emissão pode ocorrer por fontes naturais ou antrópicas (causadas pelo homem), sendo 60% de toda a massa emitida decorrente da ação humana. Entre as fontes naturais de emissão, estão atividade vulcânica, descargas elétricas e combustão de gás natural.  Entre as fontes antrópicas, que são também as mais poluentes, destaca-se a combustão de madeira, como no caso de queimadas, e de derivados de petróleo, utilizados nos combustíveis de veículos. Um dado aterrorizante sobre o monóxido de carbono foi sua utilização nas câmaras de gás nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Isso se deu justamente devido à sua letalidade, já que ao ser inalado o monóxido de carbono se liga à hemoglobina, ocupando o lugar do oxigênio (O2). A afinidade da hemoglobina é 240 vezes maior com o CO do que com o O2, então a menor oferta de O2 acaba rapidamente levando à morte por asfixia. Além disso, a exposição frequente a baixas concentrações de CO também pode acarretar diversos distúrbios na saúde, tais como insônia, dor de cabeça, náuseas, vômito, distúrbios visuais, alterações auditivas, doenças respiratórias, perda de apetite e problemas cardíacos. No Brasil, por meio de órgãos como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a concentração de CO na atmosfera é constantemente medida. A partir de 9 ppm (partículas por milhão), a qualidade do ar já é considerada preocupante. Acima de 15 ppm, a qualidade do ar é considerada crítica”, explica a doutora.

 


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O sarampo é causado por um vírus altamente contagioso, o Morbillivirus, e é uma das principais doenças responsáveis pela mortalidade infantil em países subdesenvolvidos.  Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação desse vírus, no entanto, em 2018, o país enfrentou dois surtos de sarampo, em Roraima e no Amazonas, com mais de mil casos confirmados. Em 2019, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o estado já registrou 967 casos de sarampo, sendo 80% deles na capital. As vacinas contra essa doença são dadas ainda na infância, mas uma nova campanha de vacinação começou há dois meses, tendo como público-alvo jovens entre 15 e 29 anos e bebês entre seis meses e um ano de idade. De acordo com a Dra. Maria Bernadette Zambotto, médica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, a vacinação é a única forma eficaz de prevenir a doença.

“Estamos vivendo uma epidemia de sarampo de proporções mundiais. Os principais sintomas da contaminação pelo vírus dessa doença são febre e exantema (manchas vermelhas pelo corpo, que podem ou não coçar), dor no corpo, moleza e prostração, acompanhados ou não de conjuntivite, coriza e tosse. A ausência das manchas vermelhas típicas da doença parece ser mais frequente entre quem só tomou uma dose da vacina, mas deve-se destacar que o recomendado são duas doses. Pacientes submetidos a tratamentos que reduzem a resposta imunológica, como os que utilizam medicamentos corticosteroides, imunobiológicos (utilizados pela gastroenterologia, reumatologia e dermatologia) e quimioterápicos, não devem ser vacinados. As recomendações para esses pacientes que não podem tomar a vacina contra sarampo incluem não ter contato com pessoas em suspensão e vacinar familiares e pessoas que compartilham os mesmos ambientes”, explica a doutora.

 



Diagnóstico tardio é uma das principais causas de morte por Sepse no Brasil | Dr. Leopoldo Trevelin

Você ou alguém da sua família está com: febre, tosse, produção de catarro, diminuição na produção de urina, aceleramento da frequência cardíaca, aumento da frequência respiratória, sonolência ou confusão mental? Esses sintomas podem ser sepse.

A sepse é uma resposta inflamatória, generalizada, que ocorre quando o corpo reage a uma infecção. Ela pode ser considerada uma exacerbação de um processo inflamatório frente a um agente infeccioso. O Dr. Leopoldo Trevelin, infectologista do Hospital América de Mauá, explica quando é possível ocorrer a sepse: “Ela pode ocorrer em qualquer parte do nosso corpo, começar no trato gênito urinário, trato respiratório, na pele, e, a partir daí, se o nosso sistema imunológico não consegue combater de forma adequada a infecção, ela pode se espalhar e cair na corrente sanguínea”.

A sepse é variável e cada paciente irá apresentar um sintoma específico, mas existe um grupo de sintomas que fazem perceber que alguma coisa está errada, como descreve o infectologista: “Em crianças, é bastante comum uma irritabilidade aumentada, um aumento do choro, uma apatia. Indivíduos adultos, geralmente, têm um taquicardia, um aceleramento da frequência cardíaca, um aumento da frequência respiratória, febre, sinais do processo infeccioso do sítio onde ele é originário, como por exemplo: num quadro respiratório, tosse, produção de catarro, diminuição da produção de urina, pode haver sonolência em pessoas mais idosas, inclusive confusão mental”.

Qualquer pessoa pode ter sepse, mas é mais comum em pacientes que têm algum comprometimento do sistema imunológico, como ressalta o médico: “Pacientes que têm diabetes, pacientes que têm insuficiência renal crônica, pacientes que estão fazendo tratamento para câncer ou em uso de drogas imunossupressoras, pacientes com AIDS têm uma tendência aumentada em sofrer sepse”.

O tratamento para sepse é realizado de acordo com o agente etiológico (fungos ou bactéria), como pontua o doutor: “Na maioria das vezes as infecções são causadas por bactérias, e é preciso usar o antibiótico adequado para tratar esse determinado tipo de bactéria. Mas outros agentes podem ser responsáveis, como por exemplo, os fungos. Como é uma resposta aumentada do nosso corpo frente a uma infecção, não temos como prever que isso vá acontecer, e qualquer pessoa está sujeita a desenvolver a sepse”.

No Hospital América, os pacientes têm todos exames disponíveis para fazer o diagnóstico e o tratamento da sepse, conforme o especialista orienta: “Não é necessário um aparato tecnológico muito grande. Na maioria das vezes, são alguns exames de laboratório, coleta de exames de sangue, de urina, raios-X de tórax, eventualmente uma tomografia, já são suficientes para dar o diagnóstico de sepse”.

A sepse tem cura quando se faz o tratamento específico para o agente infeccioso responsável, como lembra o médico: “Um antibiótico ou um antifúngico são suficientes para tratar a sepse, associado a um pacote de medidas que a gente costuma fazer. Com uma boa hidratação e um aporte calórico adequado, em alguns dias o paciente consegue sair desse quadro de sepse e manter o tratamento em casa ou até ter alta do hospital”.

Para mais informações, consulte-nos pelo telefone: (11) 4544-2085.



HOSPITAL AMÉRICA

Rua Martin Afonso, 114
Vila Bocaina – Mauá/SP
Telefone: (11) 4544.2085





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