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Cirurgiã pediátrica do Hospital América de Mauá explica como identificar a doença 

A apendicite aguda é a inflamação do apêndice cecal, que é uma porção do intestino grosso semelhante a uma bolsa, localizado na parte final do cólon. Trata-se de uma doença muito comum, podendo acometer qualquer faixa etária, mas apresenta maior incidência na infância e na adolescência.

De acordo com a Dra. Simone Postal Pires, cirurgiã pediátrica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, o principal sintoma da apendicite é dor abdominal, cuja intensidade pode variar de acordo com a idade do paciente e da posição do apêndice inflamado. “Pode começar com uma dor que não é muito forte, mas que tem uma piora progressiva. Essa dor pode acometer inicialmente todo o abdômen ou a região próxima ao umbigo. Depois, ela pode afetar a região inferior do lado direito do abdômen. Outros sintomas associados à dor são febre baixa, náusea, vômito e redução do apetite”, explica.

O diagnóstico pode ser feito com base no histórico do paciente e por meio de exames físicos, mas às vezes pode haver necessidade de realizar exames complementares, como exames de sangue, radiografia, ultrassonografia e tomografia, todos disponíveis no Hospital América.

O tratamento da apendicite aguda é sempre cirúrgico e com prescrição de antibiótico. Quanto mais precoces forem o diagnóstico e o tratamento, melhor a evolução da doença. “Apesar de muito comum, às vezes a apendicite aguda não é diagnosticada corretamente. Sem o tratamento adequado, pode levar à quadros de infecções graves e generalizadas e, eventualmente, até à morte do paciente”, ressalta a especialista.

Não há formas de prevenir a apendicite, pois o processo de inflamação não apresenta causas específicas. Por isso, é importante estar atento aos sintomas.

 


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Cirurgiã pediátrica do Hospital América de Mauá esclarece quando é necessário procurar ajuda médica

A fimose é a dificuldade ou a incapacidade de expor a glande do pênis, ou seja, de abaixar a pele que o recobre, chamada de prepúcio. Nos primeiros meses de vida, existe uma aderência natural do prepúcio à glande, mas essa aderência costuma desaparecer até os 5 anos na maioria dos meninos. “É importante dizer que a fimose não é só a impossibilidade de abaixar a pele do pênis, mas também a ocorrência de uma certa resistência, uma certa dificuldade quando se consegue abaixar. Isso também pode caracterizar fimose e requerer tratamento. Por isso é importante consultar um especialista, que no caso da criança é o cirurgião pediátrico, para verificar se há indicação cirúrgica”, explica a Dra. Simone Postal Pires, cirurgiã pediátrica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

As complicações decorrentes de fimose não corrigida vão desde inflamações ou infecções leves no pênis, chamadas de balanopostites, até infecções urinárias de repetição. Na vida adulta, a fimose pode acarretar dificuldades na relação sexual e, em casos extremos, levar o paciente a desenvolver câncer peniano.

De acordo com a especialista, a idade adequada para o tratamento cirúrgico depende de cada médico. “No Hospital América, nós indicamos a cirurgia a partir de um ano de vida, exceto quando há infecção urinária de repetição a indicação de cirurgia se dá mais cedo. Para ter certeza se a criança tem ou não indicação de tratamento cirúrgico, evitando que os pais gastem dinheiro com pomadas que não vão ser efetivas, procure sempre um cirurgião pediátrico”, ressalta.

Não é possível prevenir a fimose, pois a formação prepucial ocorre durante o desenvolvimento fetal. É importante saber que a aderência prepucial à glande ocorre na maioria dos meninos recém-nascidos, mas o rompimento dessa aderência costuma ocorrer natural e progressivamente. Em quem tem fimose, isso não acontece, por isso a necessidade, em alguns casos, de tratamento cirúrgico.

 


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A primavera chegou, trazendo tempo seco e aumento da concentração de poluentes e pólen no ar. Por isso, nesta época do ano, são necessários cuidados específicos com a saúde. Confira a seguir dicas e informações relacionadas à estação. 

  • Clima seco e contato com o pólen das flores são fatores predisponentes de doenças que acometem as vias aéreas, como rinite, sinusite, asma brônquica e pneumonias.
  • Mudanças bruscas de temperatura e na umidade do ar contribuem para o surgimento de patologias como faringite, laringite, asma, pneumonia, amidalite e otite.
  • Pacientes com doenças crônicas podem precisar de acompanhamento ambulatorial. É recomendado evitar aglomerações e manter as vacinas em dia, principalmente crianças e idosos. Fique atento a qualquer sinal de acometimento das vias aéreas.
  • Tenha uma alimentação equilibrada (carnes, frutas e legumes) e mantenha-se bem hidratado.
  • Use roupas leves, chapéus, bonés e protetor solar diariamente (independentemente de exposição direta ou indireta aos raios solares).
  • Evite exposição à luz solar das 10h às 15h (luz ultravioleta). Nos dias secos, use umidificador de ar nos ambientes. E não se esqueça da manutenção do filtro do ar-condicionado (fonte de bactérias).

Dr. Reginaldo Amaral Batista, pneumologista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 43636


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Cardiologista do Hospital América de Mauá alerta sobre os efeitos da mistura

É cada vez mais comum entre os jovens o consumo de bebidas alcoólicas misturadas com energéticos. À primeira vista, essa combinação pode parecer benéfica, já que o energético, além de disfarçar o sabor das bebidas destiladas, dá mais energia. No entanto, não é bem isso o que acontece, por isso recomenda-se atenção para os efeitos dessa mistura.

As bebidas energéticas têm como função aumentar o estado de alerta do corpo e da mente e, apesar de sua composição variar de acordo com as diversas marcas disponíveis no mercado, são constituídos basicamente por taurina, cafeína e glucoronolactona.  “A taurina é um aminoácido naturalmente presente no cérebro, nos músculos e no coração. Sua função é elevar a força de contração do músculo cardíaco e acelerar a ação da insulina, aumentando o metabolismo da glicose (açúcar) e o anabolismo. Já a cafeína é classificada como xantina, também presente em tecidos do corpo humano, e atua principalmente sobre o sistema nervoso central e cardiovascular, melhorando a memória, o raciocínio, a força de contração do músculo cardíaco e provocando dilatação dos vasos periféricos. A glucoronolactona, por sua vez, é uma substância sintetizada em nosso corpo a partir da glicose e auxilia nos processos de eliminação de toxinas endógenas e exógenas. Na atividade física, ela age como um desintoxicante, diminuindo a fadiga e melhorando a performance. Como a glucoronolactona é um tipo de carboidrato biossintetizado a partir da glicose, pode ser encontrado também no vinho tinto, em cereais, na maçã e na pera, sendo essencial para a desintoxicação e o metabolismo no fígado de uma ampla variedade de xenobióticos e medicamentos, posteriormente excretados (liberados) na urina”, explica Dr. Eduardo Moreira dos Santos, cardiologista clínico e intervencionista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

Nos rótulos de bebidas energéticas, é explícita a recomendação de não ingeri-las com nenhum tipo de bebida alcoólica, mas frequentemente são consumidas com vodca e whisky. “Essa mistura é dose-dependente, isto é, a dose ingerida está diretamente relacionada com seus efeitos, que também são influenciados pela tolerância de cada indivíduo. No geral, o consumo acima de 500 mL de energético em um curto espaço de tempo o torna prejudicial. Principalmente quando associado ao álcool, o consumo excessivo de bebida energética pode causar palpitações, arritmias e até mesmo óbito em portadores de doença cardíaca, dependendo da dose consumida, do intervalo de tempo em que as substâncias foram ingeridas e da sensibilidade de cada indivíduo. A depender da dose de energético e álcool consumidos, pessoas saudáveis também podem apresentar problemas cardíacos, com a ocorrência dos mesmos sintomas. Já em relação ao cérebro, o consumo de baixas doses de energético pode aumentar o estado de alerta, mas  a ingestão exagerada e associada ao álcool acelera a morte de neurônios e altera a percepção do estado de embriaguez, o que coloca quem ingere sob maior risco de sofrer acidentes, uma vez que provoca uma falsa impressão de que a capacidade motora está preservada”, ressalta o cardiologista.

Para analisar os efeitos do consumo excessivo de energéticos com bebidas alcoólicas, pesquisadores da Universidade Purdue, em Indiana, nos EUA, fizeram testes com o cérebro de ratos e observaram alterações químicas semelhantes às causadas pela cocaína. Outro estudo, realizado pela Universidade de Victoria, no Canadá, aponta que essa combinação aumenta a possibilidade de envolvimento em acidentes e brigas, já que a cafeína faz com que as pessoas se sintam mais despertas e propensas a beber mais.

Dr. Eduardo Moreira dos Santos, cardiologista clínico/intervencionista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.


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Pediatra do Hospital América de Mauá alerta sobre a obesidade infantil

Em setembro, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Setembro Laranja: combate à obesidade infantil”, uma ação que visa incentivar hábitos e práticas alimentares saudáveis nas escolas e nas casas das famílias, bem como  estimular atividades físicas entre a população infanto-juvenil. A campanha se deve ao aumento da prevalência do excesso de peso na população pediátrica. Dados do IBGE evidenciam que 1/5 dos adolescentes possui excesso de peso, sendo que 1/4 deles apresenta obesidade.  “A obesidade infantil é definida como o acúmulo excessivo de gordura no organismo, com origem atribuída a causas multifatoriais, que incluem fatores endógenos (5% dos casos) e exógenos  (95% dos casos). Existem inúmeros métodos de avaliação para definir se um indivíduo está acima do peso, mas o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é a aferição do  Índice de Massa Corporal (IMC) e do Z score correspondente a cada faixa etária”, explica a Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

A obesidade pode ser causada por diversos fatores, entre eles: genética/epigenética, hábitos (atividade física, sono, tempo de tela, alimentação) e doenças metabólicas e endocrinológicas, sendo também influenciada por níveis socioeconômicos/crenças da população. As causas preveníveis devem ser trabalhadas desde o período pré-natal, evitando a exposição intraútero a certos alimentos e substâncias e estimulando a prática de atividade física e boas escolhas alimentares, para equilibrar o ganho e o gasto energético. O estilo de vida materno durante a gestação, a falta de aleitamento materno, a nutrição precoce e o ambiente familiar são de grande relevância para a prevenção da obesidade infantil. Também são importantes cuidados pré e pós-parto, como nutrição materna saudável, acompanhamento do status do peso na idade reprodutiva e durante a gravidez, aleitamento materno e monitoramento cuidadoso do crescimento infantil, para detectar precocemente ganho excessivo de peso. “A prevenção da obesidade infantil é uma medida de saúde pública internacional prioritária, devido a seu impacto significativo em doenças agudas e/ou crônicas e no desenvolvimento e no bem-estar de crianças e adolescentes.  Intervenções que incluem atividades físicas podem reduzir o risco de obesidade em crianças, mas é nos adolescentes que têm maior impacto. Um estudo atual fez revisão sistemática das meta-análises já publicadas sobre obesidade infantil e evidenciou o importante papel das intervenções nutricionais, comportamentais e das atividades físicas na prevenção e no tratamento da obesidade”, ressalta a pediatra.

A ingestão alimentar inadequada ou em excesso, aliada ao sedentarismo ou a baixos níveis de atividade física, é uma das principais causas da obesidade infantil. Embora os fatores genéticos predisponham o desenvolvimento da obesidade, os principais determinantes de seu aumento são decorrentes de fatores ambientais e comportamentais, como falta de atividade física, grandes períodos de tempo assistindo à televisão e aumento do consumo de alimentos ricos em açúcares e gorduras. “O excesso de peso na infância aumenta as chances de obesidade na idade adulta, constituindo fator de risco para doenças cardiovasculares, dislipidemias, hipertensão arterial, resistência à insulina e doença gordurosa não alcoólica do fígado, que contribuem para o aumento de morbimortalidade na maturidade. Além disso, existem ainda implicações psíquicas e sociais associadas à obesidade que podem se estender por toda a vida. A ajuda dos pais deve se iniciar com a identificação dos hábitos familiares que serão passados a seus filhos. A partir disso, medidas deverão ser tomadas para criar hábitos de vida saudáveis desde a gestação até o jovem chegar à fase adulta, como estabelecer uma boa rotina alimentar, com local e horário definidos para realizar as refeições; considerar questões socioculturais relacionadas à alimentação e ao peso; evitar o ato de alimentar a criança para acalmá-la; reduzir o tempo de tela e incentivar brincadeiras ao ar livre; adotar caminhadas como alternativa de transporte quando possível e adequar a rotina de sono de acordo com a faixa etária. Portanto, para prevenir a obesidade, é necessário orientar não só os pais, mas também as escolas, considerando a diversidade de crenças e referências culturais dos pacientes, já que podem influenciar a percepção dos responsáveis em relação a crianças obesas. Por fim, é importante também que medidas públicas de saúde sejam adotadas para promover bons hábitos alimentares e um estilo de vida saudável. Os especialistas aptos a dignosticar e tratar pacientes obesos são: pediatra, nutrólogo infantil, endocrinologista infantil e nutricionista”, finaliza.

Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra, neurologista infantil e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 163047


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Atualmente, têm sido veiculadas na imprensa diversas reportagens sobre pessoas que inalaram monóxido de carbono e foram a óbito. Segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), São Paulo contabiliza, desde 2000, 122 mortes do tipo, sendo o estado que mais registrou mortes por inalação de gás nesse período.  O monóxido de carbono é produzido quando combustíveis, como gás, madeira e carvão, são queimados, podendo também se acumular quando aquecedores e aparelhos de cozimento a gás falham ou não apresentam ventilação adequada. Trata-se de um gás inodoro e incolor, por isso pode ser inalado sem que a pessoa perceba. Entre os sintomas associados ao envenenamento, estão dores de cabeça, tontura, fraqueza, dores abdominais, vômito, dor no peito e confusão mental.

De acordo com a Dra. Maria Bernadette Zambotto, médica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, a intoxicação por monóxido de carbono pode levar à morte em minutos. “O monóxido de carbono (CO) é um gás formado por um átomo de carbono e um átomo de oxigênio. É incolor, sem cheiro, sem sabor e inflamável. Sua emissão pode ocorrer por fontes naturais ou antrópicas (causadas pelo homem), sendo 60% de toda a massa emitida decorrente da ação humana. Entre as fontes naturais de emissão, estão atividade vulcânica, descargas elétricas e combustão de gás natural.  Entre as fontes antrópicas, que são também as mais poluentes, destaca-se a combustão de madeira, como no caso de queimadas, e de derivados de petróleo, utilizados nos combustíveis de veículos. Um dado aterrorizante sobre o monóxido de carbono foi sua utilização nas câmaras de gás nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Isso se deu justamente devido à sua letalidade, já que ao ser inalado o monóxido de carbono se liga à hemoglobina, ocupando o lugar do oxigênio (O2). A afinidade da hemoglobina é 240 vezes maior com o CO do que com o O2, então a menor oferta de O2 acaba rapidamente levando à morte por asfixia. Além disso, a exposição frequente a baixas concentrações de CO também pode acarretar diversos distúrbios na saúde, tais como insônia, dor de cabeça, náuseas, vômito, distúrbios visuais, alterações auditivas, doenças respiratórias, perda de apetite e problemas cardíacos. No Brasil, por meio de órgãos como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a concentração de CO na atmosfera é constantemente medida. A partir de 9 ppm (partículas por milhão), a qualidade do ar já é considerada preocupante. Acima de 15 ppm, a qualidade do ar é considerada crítica”, explica a doutora.

 


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O sarampo é causado por um vírus altamente contagioso, o Morbillivirus, e é uma das principais doenças responsáveis pela mortalidade infantil em países subdesenvolvidos.  Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação desse vírus, no entanto, em 2018, o país enfrentou dois surtos de sarampo, em Roraima e no Amazonas, com mais de mil casos confirmados. Em 2019, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o estado já registrou 967 casos de sarampo, sendo 80% deles na capital. As vacinas contra essa doença são dadas ainda na infância, mas uma nova campanha de vacinação começou há dois meses, tendo como público-alvo jovens entre 15 e 29 anos e bebês entre seis meses e um ano de idade. De acordo com a Dra. Maria Bernadette Zambotto, médica e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá, a vacinação é a única forma eficaz de prevenir a doença.

“Estamos vivendo uma epidemia de sarampo de proporções mundiais. Os principais sintomas da contaminação pelo vírus dessa doença são febre e exantema (manchas vermelhas pelo corpo, que podem ou não coçar), dor no corpo, moleza e prostração, acompanhados ou não de conjuntivite, coriza e tosse. A ausência das manchas vermelhas típicas da doença parece ser mais frequente entre quem só tomou uma dose da vacina, mas deve-se destacar que o recomendado são duas doses. Pacientes submetidos a tratamentos que reduzem a resposta imunológica, como os que utilizam medicamentos corticosteroides, imunobiológicos (utilizados pela gastroenterologia, reumatologia e dermatologia) e quimioterápicos, não devem ser vacinados. As recomendações para esses pacientes que não podem tomar a vacina contra sarampo incluem não ter contato com pessoas em suspensão e vacinar familiares e pessoas que compartilham os mesmos ambientes”, explica a doutora.

 


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Para conscientizar a população sobre os riscos do câncer colorretal, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) criou a campanha “Setembro Verde”, alertando sobre a gravidade dessa doença e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estimam-se 17.380 novos casos para homens e 18.980 para mulheres neste ano de 2019. O câncer colorretal é o segundo mais frequente em mulheres e o terceiro entre os homens. “Existe uma discreta predominância no sexo feminino, porém não é estatisticamente significante”, comenta Dra. Maria Bernadette Zambotto, coloproctologista e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

O câncer colorretal pode atingir qualquer parte do intestino grosso, composto por ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, sigmoide e reto. “Na fase de pólipo (tumores benignos de até 3cm), tudo é absolutamente assintomático.  Portanto, a prevenção é mandatória. O mais importante é saber que todo câncer começa pequeno e curável”, explica a doutora.

Os sintomas da doença dependem do local de incidência: tumores no intestino grosso inicial (que fica do nosso lado direito) costumam provocar anemia, já os tumores no intestino grosso final (que fica do nosso lado esquerdo) provocam sintomas como obstipação (ressecamento), evacuação difícil e sangue e muco nas fezes.

O Hospital América de Mauá oferece aos pacientes exame “Gold Standard” (padrão ouro) para detectar e retirar pequenos pólipos. “No Hospital América, a colonoscopia é de alta resolução, o que nos permite, com procedimentos avançados, rastrear e tratar tumores por meio desse exame. Também contamos com uma equipe de cirurgia coloproctológica para assumir os casos em que não é mais possível utilizar apenas a colonoscopia”, ressalta Zambotto.

Em 2018, a Sociedade Americana de Câncer (ACS, sigla em inglês) reduziu de 50 para 45 anos a idade em que se deve iniciar o rastreamento de câncer colorretal, já que a doença tem sido diagnosticada em indivíduos cada vez mais jovens. “Dependendo do histórico familiar do paciente, esse ‘corte’ para 45 anos pode ser ainda maior, isto é, a idade mínima para o início da investigação da doença pode diminuir ainda mais. O câncer colorretal tem alta prevalência genética, o que significa que descendentes diretos (filhos) de pessoas portadoras de câncer colorretal devem fazer o rastreamento assim que os pais forem diagnosticados. Indivíduos em linhagem horizontal (irmãos) também devem ser investigados e, como medida de cautela, é fundamental investigar até a segunda geração (netos)”, informa a coloproctologista.

Hábitos de vida pouco saudáveis estão fortemente relacionados ao risco de doenças neoplásicas (cânceres). No que se refere ao câncer colorretal, um grande fator de risco é ter uma dieta inadequada, em que há alta ingestão de gorduras animais, corantes, aromatizantes, defumados, baixo teor de fibras e pouco consumo de água.

Dra. Maria Bernadette Zambotto Vianna, coloproctologista e colonoscopista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | Cremesp 83319

 


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Cardiologista do Hospital América de Mauá alerta sobre cuidados com o coração

Idealizada em 2014 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, a campanha visa promover a conscientização da população em relação a doenças cardíacas, já que o número de óbitos relacionados ao coração chega a 43% no mundo. O mês de setembro foi escolhido justamente por ser quando é celebrado o Dia Mundial do Coração, no dia 29. A má alimentação, principalmente o consumo excessivo de carboidrato simples (presentes em alimentos com farinha branca), de gorduras saturadas de origem animal, de sal e de bebidas alcoólicas, contribui para o desenvolvimento de doenças como diabetes, dislipidemia (problemas de colesterol) e hipertensão arterial, condições que, a longo prazo, aumentam as chances de infarto. “O sedentarismo e o tabagismo também são hábitos que devem ser abolidos, uma vez que aumentam significativamente as taxas de doenças cardiovasculares. Pessoas que nunca sofreram eventos cardíacos e que não têm histórico familiar de doença cardíaca entre pais e/ou irmãos, devem passar por avaliação cardiológica a partir dos 35 anos de idade. Aqueles com histórico de doenças cardíacas entre pais e/ou irmãos devem ser avaliados a partir dos 30 anos. Na consulta com o cardiologista, o médico determinará quais exames complementares deverão ser realizados e qual a periodicidade das futuras avaliações”, explica Dr. Eduardo Moreira dos Santos, cardiologista clínico e intervencionista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

O aumento dos triglicérides, apesar de não influenciar diretamente no surgimento de doenças cardíacas, frequentemente está relacionado ao aumento das taxas de açúcar no sangue, que  contribui para a manifestação de diabetes, pré-diabetes e intolerância à glicose, importantes fatores de risco para as doenças cardíacas, assim como a dislipidemia, isto é, o aumento dos colesteróis maléficos ao coração (LDL).

O infarto é a principal causa de morte por doença cardíaca e uma das principais causas de morte em todo o mundo. Em 2030, estima-se que o Brasil será um dos campeões mundiais em números de infarto, por isso é urgente que a população saiba identificar os sintomas. “Habitualmente, o infarto se manifesta pela angina, que provoca dor intermitente ou grande desconforto no peito, como sensação de pressão ou queimação. Essa dor também pode irradiar para os membros superiores e para a mandíbula. A angina costuma ter início enquanto o paciente se encontra em repouso e tem duração prolongada, geralmente maior que 20 minutos. No entanto, médicos e pacientes devem estar atentos a algumas populações específicas que podem não manifestar os sintomas típicos de infarto descritos acima. Mulheres, idosos e diabéticos podem sentir apenas um desconforto torácico inespecífico ou dispneia (sensação de falta de ar) e, em alguns casos, podem sofrer infarto sem apresentar sintoma nenhum. Sendo assim, ao reconhecer algum dos sintomas, o paciente deve encarar como um sinal de alerta, buscando atendimento médico o mais rápido possível, de forma a agilizar o diagnóstico e receber o tratamento adequado o quanto antes”, ressalta o cardiologista.

A idade é um fator que também afeta diretamente nas taxas de sobrevivência ao infarto. Como o processo de acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos se inicia desde a infância e vai até o final da vida, pode-se assumir que quanto maior a idade, maior a propensão de um indivíduo sofrer infarto. “Pacientes com mais de 75 anos têm maior taxa de mortalidade que pacientes mais jovens. A qualidade de vida do paciente antes de sofrer o evento cardiovascular também influencia em sua sobrevida futura, principalmente no que se refere à reabilitação cardiovascular após o infarto, uma vez que uma pessoa com hábitos saudáveis possui maior capacidade de realizar exercícios físicos, o que facilita a reabilitação”, pontua o especialista.

O sedentarismo também é um grande fator de risco para doenças cardiovasculares, por isso a atividade física deve ser priorizada na rotina do dia a dia. “Idealmente, todos nós devemos realizar, no mínimo, 30 minutos de atividades físicas aeróbicas (como caminhada, bicicleta ou corrida) cinco vezes por semana. Sempre que possível, a associação com exercícios anaeróbicos também deve ser feita, sob orientação médica, com a finalidade de proporcionar fortalecimento muscular e melhora da capacidade de desempenhar atividade física aeróbica”, finaliza o médico.

Dr. Eduardo Moreira dos Santos, cardiologista clínico, intervencionista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.


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A intolerância à lactose, é caracterizada pela ausência ou redução da enzima lactase no organismo. A lactase, por sua vez, é responsável pela quebra da lactose, carboidrato do leite que deve ser fracionado em galactose e glicose para ser absorvido.  A primeira descrição de intolerância à lactose foi feita por Hipócrates no ano 400 a.C., por meio da observação de povos criadores e consumidores de gado leiteiro. Nos indivíduos intolerantes, a lactose é conduzida integralmente ao intestino, onde ocorre o fenômeno da fermentação entre 30 minutos a duas horas após o consumo de leite e derivados, provocando sintomas como flatulência, náuseas, vômitos, diarreias ácidas, distensão abdominal, dermatite perianal, entre outros. Os sintomas podem variar de acordo com a idade do indivíduo, a quantidade de lactose ingerida, o trânsito intestinal e a genética. Além do desconforto, com a cronicidade do caso, o paciente pode apresentar déficits de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, que acabam sendo perdidos devido à diarreia prolongada. “Os sintomas têm início em diferentes faixas etárias, dependendo do tipo de intolerância: primária ou congênita (rara), que se manifesta desde o nascimento e é permanente, ou secundária, causada por algumas patologias que modificam a mucosa intestinal e alteram o tamanho das vilosidades, onde a lactase é produzida. O tipo secundário, que pode ocorrer também em idade adulta, trata-se de um quadro clínico transitório, ou seja, após um período de restrição da lactose na dieta, o paciente volta a tolerar o consumo”, explica a Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

Entre as doenças que podem se manifestar em decorrência desse quadro clínico, estão enterites infecciosas, doença celíaca, fibrose cística, desnutrição e prematuridade. “Alguns pacientes apresentam sintomas apenas quando a quantidade ingerida é muito grande, então pequenos volumes de leite e derivados são tolerados. Uma boa alternativa para esses casos é consumir leite juntamente com alimentos sólidos, que irão aumentar o tempo de esvaziamento gástrico e, com isso, manter durante mais tempo o leite em contato com a enzima lactase remanescente. Nas crianças, assim que sintomas começarem a se apresentar, os pais devem procurar um pediatra e/ou um gastroenterologista pediátrico. O diagnóstico clínico é feito por meio da retirada de leite e derivados da dieta e também por exames complementares, como teste respiratório, teste da tolerância à lactose e teste genético. O teste respiratório investiga a eliminação de hidrogênio em amostras de ar expirado, já que o hidrogênio é um produto da fermentação da lactose. No teste da tolerância à lactose, a glicemia do paciente é aferida após a ingesta desse carboidrato do leite: em pacientes não intolerantes, o índice glicêmico é mais alto em relação ao jejum, enquanto nos intolerantes essa variação não acontece. Já o teste genético é realizado apenas quando há suspeita de intolerância primária/congênita”, esclarece a doutora.

O tratamento para intolerância à lactose consiste na redução da ingestão de leite e derivados, e a legislação brasileira (Projeto de lei 2663/2003) garante que a informação da presença de lactose esteja descrita em todas as embalagens de alimentos. Atualmente, médicos especialistas podem prescrever medicamentos que contêm a enzima lactase e colaboram para a digestão da lactose, devendo ser ingeridos, portanto, um pouco antes do consumo de leite e derivados.

Alergia X intolerância

Alergia ao leite e intolerância à lactose são a mesma coisa?

Os pais frequentemente têm essa dúvida, e a resposta é não. A alergia está relacionada à proteína do leite, enquanto a intolerância tem relação com o carboidrato do leite e possui diferentes sintomas e tratamentos.

Na alergia, os sintomas mais comuns são evacuações amolecidas, sangue nas fezes, vômitos, dificuldade de ganho de peso e urticária. Nesse caso, a restrição ao leite deve ser mais rigorosa, excluindo até mesmo medicamentes e cosméticos que podem conter traços de leite.

Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra e neurologista infantil, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 163047

 



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