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Pediatra do Hospital América de Mauá fala sobre a importância do aleitamento materno

“Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!” é o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) 2019, definido pela Aliança Mundial para Ação em Amamentação (WABA, sigla em inglês). A iniciativa, que acontece anualmente em agosto, tem como objetivo enfatizar a importância do envolvimento de todos os familiares próximos, não apenas da mãe, para garantir que seja possível o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e de forma complementar até os 2 anos de idade. “Quando nos referimos à amamentação, o binômio mãe-bebê surge de imediato em nosso pensamento, porém para que ela ocorra é preciso que haja um ambiente favorável: tranquilo, confortável e sem fatores estressores, com a presença de pessoas para assegurar uma amamentação de qualidade para mãe e bebê. A participação do pai, a ajuda de familiares e a assistência de profissionais de saúde são fatores que interferem diretamente no êxito do amamentar. O pai é fundamental no processo do aleitamento materno e pode participar de diversas maneiras, sendo as principais estar ao lado da mãe para oferecer todo o apoio necessário durante o processo e auxiliar nos cuidados da casa e dos filhos mais velhos, bem como na alimentação da lactante e em outras funções que a mãe anteriormente realizava.  Familiares e amigos também podem contribuir com esses cuidados”, explica a Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra e neurologista infantil, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

Desde 1992, mais de 120 países celebram a Semana Mundial da Amamentação entre os dias 1º e 7 de agosto, definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com base na Declaração de Innocenti, assinada em 1º de agosto de 1990. A campanha Agosto Dourado remete ao mês dedicado à intensificação das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, chamando atenção para a grande importância da amamentação no desenvolvimento do recém-nascido. O dourado faz alusão à definição do leite materno segundo a OMS: alimento de ouro para a saúde dos bebês. “O objetivo da campanha é informar sobre os benefícios do leite materno, que está diretamente ligado a uma boa nutrição, bem como vincular a amamentação a uma agenda nutricional de segurança alimentar, alcançar pessoas e organizações que trabalham com questões relacionadas à propagação de informação sobre a amamentação e motivar as mães a amamentar com consciência sobre a importância nutricional do leite materno”, esclarece a doutora.

A composição do leite materno

“Nos primeiros dias após o parto, é produzido o colostro. Quando comparado ao leite maduro, ele é mais viscoso e possui maior concentração de proteínas, minerais, carotenoides e vitaminas lipossolúveis, principalmente A e E, além de apresentar menor quantidade de lactose, gorduras e outras vitaminas. O colostro é muito rico em fatores de defesa, como substâncias imunomoduladoras, agentes anti-inflamatórios, imunoglobulinas e outros agentes antimicrobianos. As modificações na composição láctea após o 5º dia ocorrem de forma gradual e progressiva, sendo denominado leite de transição o leite produzido nesse período intermediário entre o colostro e o leite maduro. Embora o período compreendido entre o 6º e o 10º dia pós-parto seja considerado transicional, poucos nutrientes atingem o 10º dia com seus valores definitivos. Essa irregularidade na composição láctea dos primeiros dias pode ser atribuída à imaturidade fisiológica e metabólica da glândula mamária, então, apesar de o processo de transição perdurar durante todo o primeiro mês de lactação, convencionou-se definir como leite maduro o leite produzido posteriormente ao 15° dia de vida do bebê. Nesse período, o soro do leite humano apresenta cerca de 60% a 90% de seu teor proteico total, e sua composição inclui alfa-lactoalbumina, lactoferrina, lisozima, soroalbumina, imunoglobulinas e betalactoglobulina. A alfa-lactoalbumina, que constitui cerca de 40% das proteínas do soro do leite humano, é necessária para o transporte de ferro e para a síntese de lactose na glândula mamária. A lactoferrina, a lisozima e as imunoglobulinas, especialmente a IgA secretora, são proteínas do soro do leite humano relacionadas ao sistema de proteção do corpo. A caseína, proteína responsável por conferir a aparência branca do leite, possui vários subtipos, mas predominam no leite humano as frações beta-caseína (50%) e kappa-caseína (20% a 27%). Durante a lactação, ocorre uma acentuada elevação do teor de caseína no leite humano, acompanhada de um concomitante decréscimo dos níveis de proteínas do soro. A lactose constitui cerca de 70% do conteúdo de carboidratos do leite materno e sua concentração no colostro oscila em torno de 5,3 g/dl, elevando-se para 7 g/dl no leite maduro. As gorduras são a maior fonte de energia do leite humano e são facilmente digeríveis e absorvíveis. Entre os macrominerais presentes, estão sódio, potássio, cloreto, cálcio, magnésio, fósforo e sulfato. É importante lembrar que os microelementos, ou seja, o conteúdo vitamínico do leite humano, pode ser afetado por diversos fatores, sendo o principal o estado nutricional materno”, afirma a doutora.

Benefícios da amamentação

O aleitamento materno apresenta inúmeras vantagens, como aspectos higiênicos, imunológicos, psicossociais e cognitivos, contribuindo também para a prevenção de doenças futuras. Além disso, gera menor custo e efeito anticoncepcional, bem como outros inúmeros benefícios para o organismo da mãe e do bebê.  “O leite humano possui uma composição nutricional balanceada em termos de proteínas, carboidratos e gorduras, garantindo o crescimento e o desenvolvimento adequados do recém-nascido. Ele auxilia no desenvolvimento neurológico, no fortalecimento do sistema imunológico e reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho. Também reduz a morbimortalidade infantil ao diminuir a incidência de doenças infecciosas, proporciona nutrição de alta qualidade para o bebê e promove a correta estimulação dos músculos orofaciais. Estudos recentes tem mostrado que pacientes que receberam aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida desenvolveram fatores protetores na infância e na vida adulta para obesidade, diabetes, doenças inflamatórias intestinais, leucemia infantil, otite média, infecções do trato respiratório superior e inferior e apresentaram melhor desempenho em testes de inteligência (QI). Vale lembrar que o ritmo intestinal no primeiro ano de vida, sobretudo nos primeiros meses, é diferente. No início, o bebê pode evacuar todas as vezes depois que mamar, devido ao reflexo gastrocólico, ou evacuar em intervalos longos, até mesmo de dias, e isso é considerado normal, desde que as fezes estejam amolecidas, não apresentem rajas de sangue e o aumento de peso seja adequado. O ganho ponderal do bebê deve ser acompanhado mensalmente pelo pediatra para monitorar o seu crescimento”, ressalta a especialista.

O volume de leite materno necessário para satisfazer um recém-nascido é definido pelo cálculo da capacidade gástrica do bebê, que depende do peso, mas quando se trata de aleitamento materno exclusivo esses cálculos não são necessários. “O aleitamento deve ser realizado em livre demanda, ou seja, sem horários pré-estabelecidos, porém é importante que algumas informações sejam passadas às mães: o leite inicial tem composição predominantemente hídrica, já o leite posterior concentra as gorduras necessárias para a satisfação e nutrição do bebê, portanto a amamentação deve ser realizada na mesma mama até que ela esvazie, para depois intercalar com a outra. As mães também devem ser instruídas quanto ao intervalo máximo entre as mamadas: 4 horas, que é o tempo que leva para o estoque de glicose no organismo do recém-nascido acabar”, comenta a médica.

Dicas para amamentar

Para a mãe ter sucesso na amamentação, é preciso seguir algumas orientações em relação à alimentação, ao sono e às técnicas necessárias para a pega correta. “É necessário ingerir bastante água, não ficar nervosa durante o período de aleitamento, dormir bem, ter uma alimentação saudável e amamentar sempre que o bebê quiser, ajudando-o a acertar a pega. A massagem prévia à amamentação, com ordenha inicial, e compressas de água morna também podem ser úteis. O mais importante, no entanto, é respeitar a livre demanda e se certificar de que a pega está correta.  A ingestão de remédios deve ser feita somente em casos específicos e sob orientação médica. A lactante deve se sentar de modo confortável, relaxada, com a coluna ereta e os pés apoiados em uma banqueta. O corpo do bebê deve estar totalmente voltado para o corpo da mãe, de modo que seja possível o encontro de barriga com barriga. O pescoço do bebê deve estar ligeiramente estendido para facilitar a pega, e a mama deve ser segurada com os dedos em forma de “C”, não em forma de tesoura. O bebê deve estar bem apoiado, o queixo tocando o peito e a boca bem aberta, de frente para o mamilo”, instrui a pediatra.

O aleitamento também contribui para a saúde da mulher ao reduzir riscos de certos tipos de cânceres, ampliar o intervalo entre partos, auxiliar a mulher a atingir seu peso ideal, proporcionar economia e ajudar no desprendimento da placenta, colaborando para a volta do útero ao tamanho normal e, com isso, evitando o sangramento excessivo e uma possível anemia. A amamentação reduz ainda o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, mesmo quando houve diabetes gestacional.

Mitos sobre a amamentação

– Mito ou verdade: O leite materno pode ser fraco para nutrir o bebê.

Mito. Não há leite materno fraco. O leite materno apresenta composição semelhante em todas as mulheres que amamentam e é o alimento ideal para o bebê, sendo sua ingestão recomendada de forma complementar até os 2 anos de vida ou mais e de forma exclusiva até o 6º mês.

– Mito ou verdade: O leite congelado, mesmo que retirado das mamas, perde os nutrientes.

Mito. Se armazenado adequadamente, o leite pode ser congelado por até 15 dias sem perder suas propriedades e sua qualidade nutricional.

– Mito ou verdade: Quem fez redução mamária ou colocou silicone não pode amamentar.

Mito. A cirurgia nos seios não impede a mulher de amamentar, desde que durante a cirurgia sejam preservadas as estruturas das mamas.

– Mito ou verdade: Seios muito pequenos não produzem leite na quantidade suficiente para o bebê.

Mito. O tamanho da mama não tem relação com a produção de leite. Tanto as mamas grandes quanto as pequenas possuem capacidade de produzir o mesmo volume de leite por dia.

 

Dra. Nathalie Moschetta Monteiro Gil, pediatra e neurologista infantil, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | CRM 163047

 


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Hematologista infantil do Hospital América de Mauá alerta sobre a prevenção e o tratamento da anemia e da leucemia.

A campanha Junho Laranja é dedicada à prevenção e ao tratamento da anemia e da leucemia. Segundo o consenso de anemia ferropriva da Sociedade Brasileira de Pediatria (2 de junho de 2018), calcula-se que quase 2 bilhões de pessoas em todo o mundo apresentam anemia, sendo que 27% a 50% da população é afetada pela deficiência de ferro. De acordo com o mesmo documento, no Brasil, os dados variam, mas a maior parte deles provêm de estudos de grupos isolados, não representativos da realidade nacional. No país, entre 40% e 50% das crianças estudadas apresentam deficiência de ferro, a maioria delas com menos de 3 anos, incluindo também gestantes.

Em 2009, numa revisão sistemática de 53 artigos brasileiros (total aproximado de 21.000 crianças avaliadas), a prevalência descrita para anemia foi de 53%, com incidência maior nas regiões Norte e Nordeste. “Quanto às leucemias, consideradas os tipos de neoplasias que mais afetam crianças, a frequência foi de 25% a 35%. Um estudo realizado com os Registros de Câncer de Base Populacional no Brasil demonstrou que, para pacientes entre 0 a 18 anos, as porcentagens de novos casos de leucemias variam de 15% a 50%, englobando todas as neoplasias infanto-juvenis”, explica a Dra. Bianca Ribeiro Barreto, hematologista infantil e prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

“A anemia é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a condição na qual o índice de hemoglobina no sangue é anormalmente baixo em consequência da carência de um ou mais nutrientes essenciais, independentemente da origem dessa carência.  A anemia pode ser classificada como adquirida ou hereditária, e suas causas podem estar relacionadas, entre diversos fatores, à deficiência nutricional, ao aumento da destruição das células vermelhas do sangue e à diminuição da produção das células sanguíneas. Já a leucemia é uma doença caracterizada pela expansão clonal de precursores hematopoiéticos na medula óssea (fábrica do sangue), ou seja, pela ocorrência da produção de células anormais na medula óssea em detrimento dos elementos normais”, pontua a doutora.

O principal risco da anemia é a deficiência do ferro, que tende a aumentar nas populações sujeitas a carências nutricionais, em que a ingestão ou absorção de ferro é inadequada. Entre os fatores que podem levar à carência desse nutriente estão dietas com ingestão de grande quantidade de chá ou café, hábitos vegetarianos, baixo nível socioeconômico e educacional, faixa etária (principalmente lactentes), parasitoses, anemia materna durante a gestação e associação com doenças que podem provocar distúrbios hemorrágicos. “Na leucemia, são várias as linhagens celulares que derivam da medula óssea, dependendo do tipo de glóbulos brancos que a doença afeta. As leucemias podem ser divididas em dois grupos: linfoides ou mieloides. Além disso, quanto ao tempo de crescimento das células, podem ser classificadas como agudas (crescimento rápido de células imaturas) e crônicas (as células maduras aumentam, porém são anormais). Na infância, as leucemias agudas representam 30% das neoplasias (cânceres), e o tipo mais comum é a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), sendo os fatores de risco e prognósticos: idade da criança na ocasião do diagnóstico, contagem de leucócitos (células de defesa) no hemograma e em exames como imunofenotipagem e cariótipo, comprometimento do Sistema Nervoso Central quando realizado o diagnóstico e resposta precoce à terapia. No caso da Leucemia Mieloide Aguda (LMA), temos como fatores de risco: exposição pré-natal a álcool, pesticidas e infecções virais, exposição ambiental a radiação ionizante, infecções virais, pesticidas e solventes orgânicos, como o benzeno, além de doenças hereditárias e doenças adquiridas”, comenta a hematologista.

Para a realização do diagnóstico das anemias é necessário analisar a história clínica do paciente, associando-a a um exame físico minucioso, bem como exames laboratoriais. “Do ponto de vista laboratorial, o primeiro exame a ser solicitado é o hemograma, o qual será o norteador da investigação do caso a depender das alterações presentes nele. Outro exame extremamente importante é o Teste do Pezinho, para excluir possíveis causas genéticas. Já o diagnóstico da leucemia é realizado a partir de uma suspeita clínica, que deve ser confirmada por exames complementares. O primeiro deles é o hemograma, cujas alterações podem nos levar a realizar a coleta e a análise de material da medula óssea por meio do mielograma. Posteriormente, são realizados outros exames para melhor caracterização dos tipos de leucemias, ressalta a especialista.

Para prevenir as duas patologias, existem alguns cuidados que devem ser tomados. “Como a anemia ferropriva pode ser causada por dieta inadequada, aumento da demanda nutricional, perdas sanguíneas e má absorção do ferro, é necessário que se combata os agentes causais. Na infância, orientação nutricional, fortificação alimentar e suplementação medicamentosa (respeitando sobretudo a faixa etária, o peso e valor de suplementação em específico) são essenciais. Em relação à leucemia, conseguimos nos prevenir evitando alguns fatores de risco, como os associados à exposição à radiação ionizante e a solventes orgânicos (benzeno) e pesticidas, finaliza a médica.

Dra. Bianca Ribeiro Barreto | CRM 166231 | Hematologista Pediátrica | Prestadora de serviços do Hospital América de Mauá

Junho Laranja - mês de combate à anemia e leucemia
Junho Laranja – mês de combate à anemia e leucemia

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Hospital América de Mauá alerta a população sobre os sintomas e riscos da doença

A Hanseníase, também conhecida como Mal de Hansen e historicamente como Lepra, é uma doença infecciosa crônica causada por um microorganismo (bactéria) chamado Mycobacterium leprae. Ela é transmitida de pessoa para pessoa, principalmente no convívio com doentes sem tratamento.  “A bactéria é transmitida pelas vias respiratórias (pelo ar), e não por objetos utilizados pelo paciente. Estima-se que a maioria da população possua defesa natural (imunidade) contra o M. leprae. Portanto, a maior parte das pessoas que entra em contato com a bactéria não irá desenvolver a doença. É sabido que a susceptibilidade ao M. leprae possui influência genética. Assim, familiares de pessoas com hanseníase possuem maior chance de adoecer. A doença acomete principalmente os nervos superficiais da pele e os troncos dos nervos periféricos (localizados na face, pescoço, braços, pernas), mas também pode afetar os olhos e órgãos internos (mucosas, testículos, ossos, baço, fígado etc.). Se não tratada logo no início, a doença quase sempre evolui, torna-se transmissível e pode atingir pessoas de qualquer sexo ou idade, inclusive crianças e idosos. Essa evolução ocorre, em geral, de forma lenta e progressiva, podendo levar a incapacidades físicas”, explica Dra. Thaiz Santos Ochôa, dermatologista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

A doença apresenta-se de várias formas na pele, podendo parecer como diversas outras doenças de pele mais comuns, o que pode dificultar o seu diagnóstico e atrasar o tratamento. A hanseníase ainda se configura como um grave problema de saúde pública em muitos países, inclusive no Brasil. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil e a Índia são os dois países mais endêmicos do mundo, sendo notificados, pois o Brasil apresentava no ano de 2009 15,4% (37.610 casos) dos doentes existentes no mundo, enquanto na Índia o índice era de 54,7% (133.717casos), o que torna a hanseníase uma doença de notificação obrigatória. “A OMS registra anualmente aproximadamente 250 mil casos novos de hanseníase no mundo, o que mostra a persistência da transmissão da infecção nas últimas 3 décadas; ou seja, mesmo com tratamento já estabelecido e fornecido gratuitamente pelos órgãos públicos, a hanseníase não foi eliminada. No Brasil, as regiões Norte e Centro-oeste apresentaram os maiores índices de notificações de novos casos de hanseníase no ano de 2012”, esclarece Dra. Thaiz.

No dia 27 de janeiro comemora-se o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase (janeiro Roxo). A data, celebrada sempre no último domingo do mês, reforça o compromisso em controlar a hanseníase, oferecer o diagnóstico da doença e seu tratamento correto, bem como difundir informações e desfazer o preconceito.  Durante todo o mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermédio do Departamento de Hanseníase e a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), promovem campanhas e ações educativas para a população.

Os principais sinais e sintomas da hanseníase são: “Áreas da pele, ou manchas esbranquiçadas, acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor e/ou ao tato, podendo ou não ser dolorosa; formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que evoluem para dormência – a pessoa se queima ou se machuca sem perceber; pápulas e nódulos (caroços), normalmente sem sintomas; diminuição ou queda de pelos no corpo ou no local da lesão, podendo acometer os pelos das sobrancelhas (madarose); pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local; diminuição e/ou perda de sensibilidade nas áreas dos nervos afetados, principalmente nos olhos, mãos e pés; entupimento, feridas e ressecamento do nariz; ressecamento e sensação de areia nos olhos”, pontua a especialista.

No início da doença, a lesão de pele pode ser única, mais clara do que a pele ao redor (mancha), não é elevada (sem alteração de relevo), apresenta bordas mal delimitadas, e é seca (“não pega poeira” – uma vez que não ocorre sudorese na respectiva área). Há perda da sensibilidade (hipoestesia ou anestesia) térmica e/ou dolorosa, mas a tátil (capacidade de sentir o toque) geralmente é preservada.  “Para direcionar o tratamento da doença, o paciente, no momento do diagnóstico, é colocado numa tabela de classificação, que possuem dois polos: de um lado os pacientes com mais imunidade e que, na maioria das vezes, possuem menos lesões; no lado aposto pacientes com baixa imunidade à bactéria e que possuem mais lesões. O diagnóstico da hanseníase deve ser baseado, essencialmente, no quadro clínico do paciente. Quando disponíveis, de qualidade e confiáveis, os exames subsidiários (baciloscopia e biópsia de pele) podem ser feitos. O teste de sensibilidade também pode ser realizado pelo médico”, ressalta Ochôa.

O tratamento da hanseníase é realizado através da medicação, poliquimioterapia, que, dependendo da sua classificação no momento do diagnóstico, pode ter a duração de 6 meses a 1 ano. O tratamento é supervisionado pelos agentes de saúde e possuem doses supervisionadas, de acordo com o Ministério da Saúde. “É imprescindível avaliar a integridade da função neural no momento do diagnóstico, na ocorrência de estados reacionais (durante o tratamento) e na alta por cura (término da medicação). O grau de incapacidade física é uma medida que indica a existência de perda da sensibilidade protetora e/ou deformidade visível em consequência de lesão no nervo. A prevenção de incapacidades em hanseníase inclui um conjunto de medidas visando evitar a ocorrência de danos físicos, emocionais e socioeconômicos. A principal forma de prevenir as deficiências e as incapacidades físicas é o diagnóstico precoce. O objetivo geral da prevenção é proporcionar ao paciente, durante o tratamento e após alta, a manutenção ou melhora de sua condição física, socioeconômica e emocional. Considerada a doença mais antiga da humanidade, a hanseníase tem cura, mas ainda é um grave problema de saúde pública”, finaliza.

Dra. Thaiz Santos Ochôa | Dermatologista | CRM 121.336 | Prestadora de Serviços no Hospital América de Mauá
Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


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Hospital América alerta a população sobre o câncer de pele

Com a intenção de estimular a população quanto à prevenção e diagnóstico do câncer de pele, em 2014 a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deu início ao movimento de combate ao câncer de pele denominado de “Dezembro Laranja”. Desde então, no último mês do ano, a entidade realiza ações para lembrar como evitar o câncer mais comum no país e convida a população a compartilhar nas redes sociais uma foto vestindo uma peça de roupa laranja, publicando-a com a hashtag #dezembrolaranja.

“As ações incluem iluminação de monumentos, iniciativas de conscientização em praias e parques com distribuição de filtro solar, entre outras. Todo ano o tema da campanha é renovado para atrair um maior número de pessoas nessa luta de conscientização. O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com 176 mil novos casos ao ano”, explica a Dra. Thaiz Santos Ochôa, dermatologista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

Em 2018, o tema da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele é “Se exponha, mas não se queime”. A ação ganha destaque com o movimento Dezembro Laranja, que informa a população sobre as formas de prevenção, com a adoção de uma série de medidas fotoprotetoras, e incentiva a procura por um médico especializado para diagnóstico e tratamento. “A primeira ação que assume maior relevância na campanha #DezembroLaranja ocorreu no dia 1º de dezembro, quando cerca de quatro mil médicos dermatologistas e voluntários somaram forças para a prestação de atendimento e esclarecimento no que se refere à importância de se adotar medidas preventivas. As consultas foram realizadas gratuitamente em 132 postos de atendimento, em diversos estados. Desde 1999, o mutirão já beneficiou mais de 594 mil brasileiros, e nesta 20ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, a previsão é de que 30 mil pessoas sejam atendidas”, esclarece a especialista.

De dezembro deste ano a março de 2019, serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques. As recomendações básicas da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a intervalos de duas a três horas, ou após longos períodos de imersão.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados para o Brasil, em 2018, 2.920 novos casos de câncer de pele melanoma em homens e 3.340 em mulheres.  Já os casos novos de câncer de pele não melanoma estimados são 85.170 em homens e 80.410 em mulheres. “O câncer de pele é um tumor de pele maligno, provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento”, destaca a doutora.

  • Carcinomas Basocelulares – É mais comum ocorrer em regiões expostas ao sol, como rosto, orelha, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Sinais e sintomas: às vezes, as lesões podem se assemelhar a outras doenças, como eczema (inflamação da pele) ou psoríase. Em geral, manifesta-se como uma mancha avermelhada, brilhante, com uma crosta no meio que pode sangrar com facilidade.
Dezembro Laranja

 

  • Carcinoma Espinocelular – Sinais e sintomas: costumam ter coloração avermelhada e se parecem com machucados ou feridas descamativas que não cicatrizam e sangram às vezes. Mas também podem ter aparência similar a verrugas.
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  • Melanoma – Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Sinais e sintomas: como esse tipo de câncer afeta os melanócitos (que produzem o pigmento da pele), a manifestação é sempre uma pinta ou sinal acastanhado ou negro que muda de cor, formato ou de tamanho e pode causar sangramento. As lesões podem surgir em áreas menos visíveis, porém são mais comuns nas pernas (nas mulheres), no tronco (nos homens), pescoço e cabeça. Nos estágios iniciais, afeta apenas a camada mais superficial da pele, mas pode avançar para as mais profundas e alcançar outros órgãos, causando nódulos, inchaço nos gânglios linfáticos ou outros sintomas específicos na região afetada.
Dezembro Laranja

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), não usar filtro solar diariamente, não reaplicá-lo, achar que em dias nublados ou chuvosos não é necessário passá-lo e fazer uso de maquiagens que contenham filtro, acreditando que já é o suficiente para se proteger dos raios solares, são os erros mais frequentes. “Outros erros das pessoas são: usar filtro solar só no rosto e se esquecer do corpo, se expor ao sol e querer se bronzear, fazer bronzeamento artificial e não ir ao dermatologista regularmente. O sol não é um vilão, mas a exposição solar indiscriminada, desprotegida e intermitente pode torná-lo um vilão por ele ser o principal fator de risco para o câncer da pele”, lembra a médica.

O autoexame no espelho e a consulta com o dermatologista é a melhor forma de detectar uma lesão e prevenir o câncer. “Na consulta realizamos o exame físico da pele. Junto com o exame físico, usamos uma técnica chamada dermatoscopia para avaliar as lesões de pele. Utilizamos um dermatoscópio, que é uma lente de aumento especial com fonte de luz própria para observar a lesão, e, se houver indicação, realizamos a biópsia da pele”, ressalta.

Somente um exame clínico, feito pelo dermatologista, ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer de pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas: “uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento”, relata a dermatologista.

Dezembro Laranja

 

Regra do ABCDE 
Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, os dermatologistas criaram uma metodologia baseada nas letras do alfabeto. Essa metodologia ajuda a identificar lesões de pele suspeitas.

– A – de assimetria: quanto mais assimétrica for uma mancha ou pinta, maior o risco de ser câncer;
– B – de bordas: bordas irregulares também são sinais de perigo;
– C – de cor: pintas com mais de uma cor e com tons pretos podem ser melanoma;
– D – de diâmetro: lesões com mais de 5 milímetros merecem mais atenção;
– E – de evolução: mudanças na cor, tamanho ou forma de uma lesão ou pinta devem ser investigadas.

Em dezembro começa o verão, o que torna nossa exposição ao sol muito maior do que nas outras estações do ano. Nesses meses mais quentes é necessário aumentar a proteção contra os raios ultravioletas e, assim, se prevenir contra o câncer da pele.
A proteção solar vai muito além do filtro solar e existem várias formas de proteger a pele do corpo todo contra os raios UVA e UVB. “É importante ressaltar que a proteção solar deve ser feita tanto em momentos de lazer, quanto de trabalho sob o sol. No caso do trabalhador que faz sua atividade ao ar livre, equipamentos de proteção individuais (EPI), como chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo, e protetores solares são itens diários obrigatórios, para evitar que a exposição prolongada traga problemas de saúde”, pontua.

Fatores de risco

Cor da pele: pessoas de pele e olhos claro se que se queimam com facilidade têm maior risco de desenvolver a doença.

Exposição ao sol: a radiação ultravioleta (UV) do sol é o principal agente causador de danos no DNA das células da pele. A radiação é mais forte em países com clima tropical ou com altitudes elevadas. Quanto mais clara a pele, maior deverá ser o número do protetor solar.

Histórico: quem já teve câncer de pele tem probabilidade alta de apresentar novas lesões, por isso os cuidados devem ser tomados pelo resto da vida.

Radioterapia: alguns pacientes que fizeram radioterapia para tratar outros tipos de câncer podem ser mais propensos ao câncer de pele, especialmente se isso ocorreu na infância.

Uso de imunossupressores: drogas que evitam a rejeição de órgãos transplantados podem elevar o risco desse tipo de câncer.

Doenças de pele: alguns pacientes com doenças como albinismo, queratose actínica, (doença pré-cancerígena, causada por exposição solar crônica), vitiligo ou xeroderma pigmentosa (uma doença genética rara) podem ter risco aumentado, pois possuem imunidade diminuída contra as células cancerígenas, e/ou diminuição de melanina que absorvem as variações de raios ultravioletas.

Bronzeamento artificial: as câmaras de bronzeamento artificial também fornecem radiação UV e seu uso pode levar ao melanoma. É por isso que esses equipamentos foram proibidos para fins estéticos no Brasil desde 2009.

Outros: fatores ambientais ou ocupacionais como a exposição a fuligens, ao arsênico e seus compostos (utilizados na conservação de madeiras, em agrotóxicos e na metalurgia, entre outros), ao alcatrão de carvão (piche), a óleos minerais (industriais, não tratados ou pouco tratados) e a óleos de xisto (utilizados na indústria petroquímica) também podem levar ao câncer de pele.

Pacientes com algumas doenças que diminuem a imunidade têm maior chance de ter um câncer de pele, pois suas células de defesa que combatem as células cancerosas estão diminuídas.

Idade: os efeitos da radiação são cumulativos, por isso, quanto maior idade, maior a tendência a ter lesões cancerosas.

Hereditariedade: “A maior parte das mutações que levam ao câncer não é herdada, mas adquire-se ao longo da vida.” Porém, familiares de pacientes diagnosticados com melanoma têm risco mais alto e devem fazer exames preventivos com maior regularidade.

Tratamento para o câncer de pele

Cirurgia: é a principal forma de diagnóstico e tratamento para os cânceres de pele, bem como de lesões suspeitas ou pré-cancerosas. Radioterapia: pode ser indicada para destruir células cancerosas, evitar o retorno da doença ou para aliviar dores em casos de metástases ósseas.

Quimioterapia: embora não seja tão eficaz para o câncer de pele, pode ser indicada para melhorar a qualidade e prolongar a vida dos pacientes portadores de melanoma com metástase.

Imunoterapia: é uma opção para o tratamento do melanoma.

Terapia-alvo: pacientes com melanoma com alterações genéticas específicas, como é o caso da alteração BRAF, podem se beneficiar do uso desse tipo de terapia.

 

Dra. Thaiz Santos Ochôa | Dermatologista | CRM: 121.336 | Prestadora de Serviços no Hospital América de Mauá | Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as regiões do país. Em 2018, estimam-se 68.220 novos casos de câncer de próstata. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

Para alertar a população, foi criada a campanha Novembro Azul, um movimento de ações organizadas durante todo mês de novembro, em razão do Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata, celebrado no dia 17 de novembro. Iniciada na Austrália, em 2003, a campanha acontece no Brasil e em mais de vinte países, com o objetivo de conscientizar sobre o câncer de próstata, os benefícios do diagnóstico precoce, a necessidade da população masculina em adotar um estilo de vida mais saudável, a importância das consultas e dos exames periódicos de check-up, visto que, culturalmente, ainda há muita resistência e negligência dos homens com sua saúde.

A próstata é uma glândula que os homens possuem, localizada abaixo da bexiga, que envolve o canal da urina, a uretra, do tamanho aproximado de uma noz (20 g). “Suas funções incluem: o auxílio na continência urinária; no processo de ejaculação e fertilidade; na transformação do hormônio, a testosterona em di-hidrotestosterona; na produção de um dos componentes do sêmen, qual é composto por espermatozoides, dos testículos, secreção seminal, das vesículas seminais e a secreção prostática, qual é produzida nas glândulas prostáticas. E justamente as células que compõem essas glândulas prostáticas, podem ser acometidas pelo câncer, onde há um crescimento de forma anormal, e sem controle, invadindo os tecidos vizinhos. E como o tumor é considerado uma lesão maligna, ele pode gerar metástase, ou seja, implantar um tumor em outras regiões do corpo ou em outros órgãos”, explica Dr. Alexandre Gomes Agostinho, urologista, prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

A maioria dos casos de câncer de próstata é assintomático, por isso é importante o diagnóstico precoce e os retornos anuais para check-up urológico. Dos homens que procuram ajuda somente quando iniciam os sintomas, aproximadamente 50% podem estar com doença avançada. “Os sintomas da doença incluem: dificuldade para urinar, já que o câncer começa a obstruir a uretra; sensação de queimação da uretra; dor – com mais ou menos intensidade, na região entre o ânus e o escroto; infecção urinária; jato urinário com interrupções; dor ao urinar; diminuição da força do jato urinário; dores na coluna, fêmur e bacia; aumento no número de micções noturnas; retenção de urina; sangramento ao urinar; insuficiência renal; perda de peso; infecções generalizadas”, esclarece o urologista.

A idade e o fator hereditário podem ocasionar o câncer de próstata. “O câncer de próstata é raro em homens abaixo de 40 anos, mas a chance de ter câncer de próstata aumenta rapidamente após os 50 anos. Aproximadamente 60% dos cânceres de próstata são diagnosticados em homens com mais de 65 anos. Em relação a familiares, homens com parente de primeiro grau com câncer de próstata, duplica o risco em desenvolver a doença. Outros fatores que influenciam são: a obesidade, com tendência à doença mais agressiva; dieta – em homens que comem muita carne vermelha, rica em gorduras e laticínios; raça negra – homens com ascendência africana tem o dobro de tendência em desenvolver a doença; genética – em famílias onde há incidência de câncer de mama, os filhos devem ter atenção no controle prostático”, pontua o especialista.

Não existe prevenção para o câncer de próstata, mas diagnóstico precoce da doença. “Não há como mexer no histórico familiar, raça ou nacionalidade; quem tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará os exames necessários. Evite excesso de carne vermelha, gordura animal; faça dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais. Controle a obesidade com dieta, opte por uma alimentação saudável. A prática de atividades físicas também pode ser usada como estratégia para perda de peso”, indica o médico.

No Hospital América, os pacientes podem encontrar tudo o que for necessário para detecção do câncer de próstata. “A investigação do câncer de próstata é feita através da dosagem de uma substância no sangue, o Antígeno Prostático Específico – PSA, da realização do toque retal, e do exame de imagem de Ultrassonografia de próstata, todos eles sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames. A confirmação do câncer se faz com a Biópsia Prostática”, recomenda Agostinho.

As chances de cura do câncer de próstata estão diretamente relacionadas ao estágio em que a doença foi diagnosticada, da expectativa de vida, das condições clínicas, assim como doenças associadas dos pacientes, avaliadas individualmente. “Nos estágios de doença localizada ou localmente avançada, existe a possibilidade de remover completamente todas as células do câncer do corpo, levando à cura da doença. Isso pode ser conseguido através da cirurgia para remoção completa da próstata, a prostatectómica radical, ou mesmo a radioterapia. Em situações especiais, podemos usar de forma combinada tanto a cirurgia e radioterapia, assim como a utilização de medicação como bloqueadores do hormônio testosterona, estimando-se 85% de cura. Fala-se em taxa de sobrevida, a porcentagem de pacientes vivos em 5 anos após o diagnóstico. Ao se incluírem todos os estágios do câncer de próstata, a taxa de sobrevida relativa em 5 anos é de 99%, em 10 anos 98% e em 15 anos 96%. Já nos estágios em que a doença se apresenta na forma metastática, a erradicação completa de todos os focos de doença do corpo ainda não é possível nos dias atuais. Dessa forma, dizemos que a doença não tem cura nesse estágio e o objetivo do tratamento é inibir o crescimento das células cancerosas o maior tempo possível. Nessa situação a utilização de bloqueadores de testosterona, assim como em situações especiais a quimioterapia, são opções de tratamento que levam ao controle da doença por um longo período de tempo, a taxa de sobrevida em 5 anos é cerca de 29%”, lembra o doutor.

A indicação da modalidade de tratamento da doença deve ser individualizada, considerando os riscos e os benefícios do tratamento, e a decisão é sempre conjunta, do paciente e da equipe médica. “Considera-se a idade do paciente, doenças associadas que o paciente possua, quais podem elevar muito o risco de cirurgias, e as características e estágio do tumor. São classificados como: câncer de próstata localizado, localmente avançado e avançado (metastático ou recidivado). Alguns tumores crescem de forma bastante lenta. Porém, em alguns casos, os tumores crescem rapidamente, espalhando-se para outros órgãos. Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal”, finaliza.

Dr. Alexandre Gomes Agostinho | Especialista em Urologia pela Faculdade de Medicina ABC e Titular Sociedade Brasileira de Urologia-TiSBU.
CRM 83810 | Prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

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O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em resposta às preocupações sobre os crescentes números de diagnósticos no mundo. A data tornou-se oficial pela ONU (Organização das Nações Unidas) a partir de 2007. O dia 14 de novembro foi escolhido por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921. (fonte: diabetes.org.br)

Confira a seguir algumas informações relacionadas à doença.

Diabetes é a elevação dos níveis de glicemia (Taxa de açúcar) na corrente sanguínea, sendo a glicemia normal até 99 mg/dl, entre 100 – 125 mg/dl o paciente é considerado pré-diabético e glicemia maiores que 126 mg/dl o paciente é considerado diabético.

Em geral, os sintomas agudos do DM são sensação de muita sede com aumento da ingesta de água (Polidipsia), aumento do volume urinário (Poliúria), aumento das micções no período noturno (Noctúria), perda acentuada de peso sem dieta, turvação visual, e em alguns casos quadro de infecção genital.

  • Tipo I – Caracterizada ausência total da produção de insulina, de origem autoimune, acometendo crianças, adolescentes e adultos jovens, sempre será tratada com a aplicação de insulina.
  • Tipo II – Caracterizada pela produção inadequada e parcial de insulina, com origem genética, também relacionada a obesidade, acometendo indivíduos entre a quarta e a quinta década de vida, e em geral responde aos hipoglicemiantes orais. Ambos os tipos podem ter complicações em todo o organismo, como doença na retina, infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal crônica, disfunção erétil, vasculopatia e outros.

DM gestacional doença que surge somente no período gestacional, sendo que após o nascimento do bebê ela tende a desaparecer; porém se a paciente tiver antecedentes familiares para DM e tiver aumento de peso, a mesma pode persistir após o parto.

Complicações da doença:

  • Retinopatia diabética levando a perda visual;
  • Fator de risco para doenças cardíacas;
  • Fator de risco para AVC;
  • Insuficiência renal levando a perda da função com necessidade de hemodiálise;
  • Doença vascular periférica com diminuição da circulação e sendo fator de risco para gangrenas;
  • Neuropatia diabética onde o paciente no início sente muita dores e posterior perda total da sensibilidade ou mesmo dos movimentos e muitas outras.

Erros cometidos:

  • Principalmente em indivíduos com antecedentes familiares de DM, dieta rica em calorias com grande aumento de peso, sedentarismo e não realização de exames periódicos.
  • Uma simples glicemia pode fazer o diagnóstico de DM e em alguns casos há a necessidade da realização da curva glicêmica.

Tratamento:

  • Mudança do estilo de vida com dieta adequada, perda ponderal, e ter uma atividade física regular.
  • DM tipo I uso de dose de insulinas conforme indicação médica.
  • DM tipo II uso de hipoglicemiantes orais ou ainda em alguns casos a necessidade de insulina conforme orientação médica.

Prevenção:

  • Aos indivíduos com herança familiar é necessário estar próximo ao peso normal, atividade física regular e exames periódicos. 

 

Em caso de dúvida, consulte sempre seu médico.

Dr. Edmir Fernandes | Título de Endocrinologia pela SBEM| Título de Médico Intensivista pela AMIB| CRM 58.712
Prestador de serviços no Hospital América.


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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é a neoplasia de maior incidência entre as mulheres em todo o mundo.  Para o Brasil, estimam-se 59.700 casos novos de câncer de mama feminina entre 2018 e 2019.

O câncer de mama é um tumor maligno causado pela multiplicação anormal das células da mama. “Há vários tipos de câncer de mama; 90% dos cânceres ocorrem nos ductos ou nos lóbulos. Quando está em fase inicial chama-se “In situ” – e quando a doença rompe o ducto ou lóbulo é chamado de “Invasivo”. O mais comum é o carcinoma ductal invasivo, o segundo tipo mais frequente é o carcinoma lobular invasivo, sendo que 30% dos casos são bilaterais. Temos ainda o carcinoma ductal in situ, carcinoma medular, carcinoma mucinoso, carcinoma tubular, entre outros”, explica a Dra. Thais Santarossa, mastologista, prestadora de serviços no Hospital América.

O câncer de mama é dividido em quatro estadios ou estágios, conforme a expansão da doença. “O estadiamento do câncer da mama é baseado no tamanho do tumor, quantidade de linfonodos axilares comprometidos e metástases à distância. Atualmente temos uma mudança no estadiamento, no qual foi somado achados clínicos e imuno-histoquímicos”, esclarece a doutora.

 Os principais sintomas do câncer de mama podem ser notados por alterações na mama. “Nódulos mamários; alteração na pele da mama, como vermelhidão, retração, aspecto casca laranja; alterações no mamilo; saída de secreção no mamilo, tipo água de rocha ou sanguinolenta; Nódulos na axila; dor não é comum sentir em casos de câncer”, explica a mastologista.

Outubro Rosa
Outubro Rosa

Todas as mulheres devem fazer um acompanhamento anual com o seu ginecologista e a partir dos 40 anos todas devem fazer o exame de mamografia anualmente. “O principal exame para detectar o câncer de mama é a mamografia. Os demais exames são complementares e tem sua indicação de acordo com cada caso, como por exemplo a ultrassom das mamas e a ressonância magnética das mamas”, recomenda Santarossa.

O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença. “O risco aumenta com a idade; – a maioria dos cânceres de mama são diagnosticados em mulheres acima de 55 anos. Apenas 5-10% dos casos de câncer de mama são hereditários, ou seja, por defeitos genéticos herdados”, lembra a médica.

Existem diversos tratamentos indicados para o câncer de mama. “O tratamento adequado depende do estadio da doença, mas basicamente consiste em cirurgia, quimioterapia e hormonioterapia”, comenta a especialista.

A prevenção do câncer de mama é feita através do exame clínico anual, com o ginecologista e/ou mastologista, somada a mamografia; dessa forma é possível fazer o diagnóstico precoce do câncer e seu tratamento adequado. “O câncer de mama tem cura, principalmente se diagnosticado em estadio inicial. Por isso é muito importante a mulher realizar exames de rotina anualmente”, finaliza.

Em caso de dúvida, consulte sempre seu médico.

Dra. Thais Santarossa | CRM 125166 | Mastologista | Prestadora de serviços no Hospital América de Mauá. 

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