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Bebidas alcoólicas e energéticos

30/09/2019
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Cardiologista do Hospital América de Mauá alerta sobre os efeitos da mistura

É cada vez mais comum entre os jovens o consumo de bebidas alcoólicas misturadas com energéticos. À primeira vista, essa combinação pode parecer benéfica, já que o energético, além de disfarçar o sabor das bebidas destiladas, dá mais energia. No entanto, não é bem isso o que acontece, por isso recomenda-se atenção para os efeitos dessa mistura.

As bebidas energéticas têm como função aumentar o estado de alerta do corpo e da mente e, apesar de sua composição variar de acordo com as diversas marcas disponíveis no mercado, são constituídos basicamente por taurina, cafeína e glucoronolactona.  “A taurina é um aminoácido naturalmente presente no cérebro, nos músculos e no coração. Sua função é elevar a força de contração do músculo cardíaco e acelerar a ação da insulina, aumentando o metabolismo da glicose (açúcar) e o anabolismo. Já a cafeína é classificada como xantina, também presente em tecidos do corpo humano, e atua principalmente sobre o sistema nervoso central e cardiovascular, melhorando a memória, o raciocínio, a força de contração do músculo cardíaco e provocando dilatação dos vasos periféricos. A glucoronolactona, por sua vez, é uma substância sintetizada em nosso corpo a partir da glicose e auxilia nos processos de eliminação de toxinas endógenas e exógenas. Na atividade física, ela age como um desintoxicante, diminuindo a fadiga e melhorando a performance. Como a glucoronolactona é um tipo de carboidrato biossintetizado a partir da glicose, pode ser encontrado também no vinho tinto, em cereais, na maçã e na pera, sendo essencial para a desintoxicação e o metabolismo no fígado de uma ampla variedade de xenobióticos e medicamentos, posteriormente excretados (liberados) na urina”, explica Dr. Eduardo Moreira dos Santos, cardiologista clínico e intervencionista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.

Nos rótulos de bebidas energéticas, é explícita a recomendação de não ingeri-las com nenhum tipo de bebida alcoólica, mas frequentemente são consumidas com vodca e whisky. “Essa mistura é dose-dependente, isto é, a dose ingerida está diretamente relacionada com seus efeitos, que também são influenciados pela tolerância de cada indivíduo. No geral, o consumo acima de 500 mL de energético em um curto espaço de tempo o torna prejudicial. Principalmente quando associado ao álcool, o consumo excessivo de bebida energética pode causar palpitações, arritmias e até mesmo óbito em portadores de doença cardíaca, dependendo da dose consumida, do intervalo de tempo em que as substâncias foram ingeridas e da sensibilidade de cada indivíduo. A depender da dose de energético e álcool consumidos, pessoas saudáveis também podem apresentar problemas cardíacos, com a ocorrência dos mesmos sintomas. Já em relação ao cérebro, o consumo de baixas doses de energético pode aumentar o estado de alerta, mas  a ingestão exagerada e associada ao álcool acelera a morte de neurônios e altera a percepção do estado de embriaguez, o que coloca quem ingere sob maior risco de sofrer acidentes, uma vez que provoca uma falsa impressão de que a capacidade motora está preservada”, ressalta o cardiologista.

Para analisar os efeitos do consumo excessivo de energéticos com bebidas alcoólicas, pesquisadores da Universidade Purdue, em Indiana, nos EUA, fizeram testes com o cérebro de ratos e observaram alterações químicas semelhantes às causadas pela cocaína. Outro estudo, realizado pela Universidade de Victoria, no Canadá, aponta que essa combinação aumenta a possibilidade de envolvimento em acidentes e brigas, já que a cafeína faz com que as pessoas se sintam mais despertas e propensas a beber mais.

Dr. Eduardo Moreira dos Santos, cardiologista clínico/intervencionista e prestador de serviços no Hospital América de Mauá.


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