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Agosto Azul: mês de conscientização e adoção de medidas voltadas à saúde do homem

31/07/2020
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A campanha Agosto Azul visa orientar a população masculina sobre a importância de manter hábitos de vida saudável, com foco na prevenção de doenças durante todo o ano, não apenas no mês de agosto.

 

A falta de cuidados com a própria saúde e o estilo de vida dos homens os tornam mais vulneráveis a diversas doenças graves e crônicas, em especial doenças cardiovasculares, câncer de próstata, câncer de pele, obesidade, hipertrofia prostática, andropausa, tabagismo, cirrose e problemas no fígado, incontinência urinária, varicocele, doenças infecciosas e parasitárias, tuberculose e Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA/AIDS). “O Brasil é um país de dimensões continentais, com enorme diversidade populacional, diferenças ao acesso à saúde e saneamento básico, alta concentração de pessoas, distribuição desigual de renda, exposição solar, pouco acesso à informação e à educação, exposição à violência e grande diversidade de etnias, ou seja, fatores que podem contribuir para o aparecimento de várias doenças nos homens brasileiros, em diferentes idades, em diferentes estados, e com muitas particularidades”, ressalta o Dr. Alexandre Gomes Agostinho, urologista e prestador de serviços do Hospital América de Mauá.

 

As principais doenças cardiovasculares que acometem os homens são infarto, acidente vascular cerebral (AVC), arritmias cardíacas e acúmulo de placas de gorduras nas artérias, responsáveis por mais de 30% das mortes registradas no país. Nas neoplasias, os óbitos se tornam mais expressivos a partir dos 40 anos de idade, concentrando-se entre os indivíduos de 50 a 59 anos, com destaque para o câncer de próstata, que corresponde à segunda causa mais comum de morte por câncer no Brasil, e o câncer de pele, que é o mais incidente. A obesidade entre os homens cresce a cada ano de forma preocupante, sendo responsável por muitas enfermidades que podem levar à morte, como doenças do coração, gota, apneia do sono, entre outras. Já a hipertrofia prostática afeta principalmente homens com mais de 50 anos de idade, devido ao aumento no tamanho da próstata. O sintoma mais comum dessa doença é o aumento na frequência de micções, alterações no jato urinário, como interrupções da urina, e dificuldades para urinar, podendo haver retenção da urina na bexiga. A andropausa começa a aparecer quando o homem chega aos 40 anos, com a queda da produção de testosterona, o que gera perda de força, fadiga, disfunção erétil, diminuição do desejo sexual e quadros depressivos. O tabagismo é considerado uma causa de morte evitável, mas aproximadamente 47% da população masculina mundial fuma. No Brasil, 18% dos homens são fumantes, sendo que 5,6% fumam 20 cigarros ou mais por dia. A cirrose e os problemas no fígado, como a esteatose e as hepatites, são grandes causas de morte e estão relacionadas ao estilo de vida masculino, que engloba hábitos alimentares ruins e grande ingestão de bebidas alcoólicas. A incontinência urinária é um problema comum em idosos, mas também pode acometer homens que fizeram cirurgias para a retirada de tumores. O ideal é a prevenção, que implica consultas anuais depois dos 45 anos. A varicocele é a dilatação de veias do cordão testicular e pode ocasionar dor e contribuir para a infertilidade, podendo ser tratada cirurgicamente.  Quanto às doenças infecciosas e parasitárias, estimam-se que 40 milhões de brasileiros vivam sem acesso a saneamento adequado, sendo que 7,2 milhões deles estão expostos a esgoto a céu aberto, o que favorece o surgimento de doenças infecciosas e parasitárias. A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria e possui caráter social, já que afeta principalmente regiões periféricas de centros urbanos, onde há más condições de moradia e de alimentação, falta de saneamento básico, abuso de bebidas alcoólicas, de tabaco e de outras drogas. A SIDA/AIDS está relacionada ao comportamento sexual de risco e à falta do uso de preservativos, sendo mais frequente, em todas as faixas etárias, nos homens do que nas mulheres.

 

“Para prevenir essas doenças, deve-se evitar fatores comportamentais de risco, como excesso de peso, tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, baixo consumo de frutas, legumes e verduras, consumo de carnes com excesso de gordura, consumo de refrigerantes, não utilização de proteção contra radiação ultravioleta, fazer sexo sem proteção, entre outros. É necessário quebrar o estereótipo da masculinidade, no qual o homem imagina ser imune aos perigo e se expõe a riscos, achando que não necessita de assistência à saúde, pois nunca ficará doente. Ou seja, adotando ‘uma vida mais saudável e responsável’, com controle de peso, prática de exercícios físicos regularmente e atividades de lazer, consumo de alimentos menos calóricos, menos gordurosos e ricos em fibras, aumentando a ingesta líquida, atentando-se para a proteção contra exposição solar e marcando consultas médicas de rotina, é possível evitar e retardar o aparecimento de várias doenças crônicas. Em relação a causas externas que podem ser evitáveis, visando reduzir mortalidade por acidentes de trânsito terrestre, faz-se a aplicação do Código de Trânsito Brasileiro. O Ministério da Saúde implantou também a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências, focada na prevenção da violência e na promoção de uma cultura de paz. As doenças cardiovasculares também podem ser evitadas, já que apresentam como principais fatores de risco o tabagismo, a falta de atividade física, níveis elevados de colesterol, a obesidade e a alimentação inadequada. Quanto às neoplasias, cerca de 18% da carga de câncer resulta da exposição a fatores de risco, como tabagismo, dieta inadequada, prática insuficiente de atividade física e consumo abusivo de bebidas alcoólicas, além de infecções como hepatites, papiloma vírus humano e “Helicobacter pylori”. Por fim, o câncer de próstata é uma doença congênita (genética), mas maus hábitos também podem contribuir para que ela apareça”, lembra o urologista.

 

O principal objetivo da campanha é motivar uma mudança cultural para que os homens procurem atendimento médico e se dediquem de fato à sua saúde, atentando-se para alguns cuidados fundamentais. “É preciso de cuidados no controle de peso, no consumo de frutas, de legumes e de verduras, evitar o tabagismo e o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, bem como praticar exercício físicos e de lazer regularmente. Essas medidas diminuem a morbidade e a mortalidade por doenças do aparelho circulatório, principalmente entre os mais velhos. Ser mais prudente e cuidadoso no trânsito reduz as doenças de causas externas, sobretudo nos mais jovens. Esquecer a falsa ideia de infalibilidade masculina, que facilita a ocorrência de acidentes, violências e de doenças infectocontagiosas como a SIDA/AIDS e a tuberculose. Devido a seus hábitos e a seu comportamento descuidado e pouco responsável, os homens pagam um alto preço com sua saúde”, finaliza o doutor. Ele ainda recomenda que todos busquem atendimento médico regularmente e prestem atenção a estes detalhes que muitos levam para a vida, mas não deveriam:

 

  • Praticar atividade física com baixa regularidade;
  • Alimentar-se de forma pouco saudável;
  • Muitas vezes achar que não vão adoecer e por isso não se cuidar;
  • Geralmente ter medo de descobrir doenças;
  • Não procurar regularmente os serviços de saúde e, ao procurar, na maioria das vezes não seguir os tratamentos recomendados;
  • Estarem mais expostos aos acidentes de trânsito e de trabalho (por ocupar profissões de maior risco, como eletricista, bombeiro, motorista e cargos em áreas da construção civil, por exemplo);
  • Utilizar álcool e outras drogas em maior quantidade;
  • Serem mais imprudentes;
  • Estarem envolvidos na maioria das situações de violência;
  • Viver em média sete anos a menos que as mulheres. (Fonte: Ministério da Saúde.)

Dr. Alexandre Gomes Agostinho, urologista e prestador de serviços do Hospital América de Mauá.





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