Março Azul-Marinho
Hospital América de Mauá alerta a população sobre a prevenção do câncer colorretal
A campanha Março Azul-Marinho foi criada com a intenção de conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer colorretal. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o Brasil, estimam-se 36.360 casos novos de câncer colorretal para 2019, sendo 17.380 novos casos para o sexo masculino e 18.980 novos casos para o sexo feminino. O câncer de cólon é o segundo mais frequente em mulheres e o terceiro entre os homens. “Existe uma discreta predominância no sexo feminino, porém não estatisticamente significante”, comenta a Dra. Maria Bernadette Zambotto, colonoscopista, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.
O câncer colorretal pode atingir qualquer parte do intestino grosso: ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, sigmoide e reto. “Na fase de pólipo (tumores benignos de até 3cm), são absolutamente assintomáticos. Portanto, a prevenção é mandatória. O que é mais importante ressaltar é que todo câncer começa pequeno e é curável”, explica a doutora.
Os sintomas da doença são dependentes da localização: tumores no intestino grosso inicial (que está do nosso lado direito) costumam provocar anemia. Tumores no intestino grosso final (que está do nosso lado esquerdo) provocam sintomas de constipação (ressecamento), evacuação difícil, sangue e muco nas fezes.
O Hospital América de Mauá disponibiliza aos pacientes o exame “gold standard” (padrão ouro) para detectar e retirar pequenos pólipos. “Temos colonoscopia de alta resolução no Hospital América, o que nos permite rastrear e tratar tumores através do exame, com procedimentos avançados. Contamos com equipe de cirurgia coloproctológica para assumir os casos cuja resolução não é mais possível pela colonoscopia”, ressalta Zambotto.
Em 2018, a Sociedade Americana de Câncer – "American Cancer Society" (ACS) – reduziu de 50 para 45 anos a idade para se iniciar o rastreamento de câncer colorretal na população em geral. Isso porque tem-se diagnosticado câncer colorretal em indivíduos cada vez mais jovens. “Esse “corte” de 45 anos pode cair para idades mais jovens, conforme o histórico familiar do paciente”, lembra a coloproctologista.
Hábitos de vida estão fortemente relacionados ao risco de doenças neoplásicas (os cânceres). No que se refere ao câncer colorretal, a dieta inadequada, com grande consumo de gorduras animais, corantes, aromatizantes, defumados, além da falta da ingestão rotineira de fibras e consumo de água são fatores de risco. “O câncer colorretal tem alta prevalência genética, o que significa que, descendentes diretos de pessoas portadoras de câncer colorretal (filhos) devem fazer rastreamento assim que dado o diagnóstico aos pais. Indivíduos em linhagem horizontal (irmãos), também devem ser investigados. Como medida de cautela, é fundamental investigar-se até a segunda geração (netos)”, finaliza.
Dra. Maria Bernadette Zambotto Vianna, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá | Cremesp 83319 | Cirurgiã de trauma, coloproctologista, colonoscopista| Especialista em APH: Atendimento Pré-Hospitalar.