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Check-up feminino

Adicionado em 30.04.2019 - Voltar para notícias

Veja em quais momentos da vida você deve realizá-lo

 

Os cuidados com a saúde feminina geralmente começam na fase da menarca, quando a paciente tem a primeira menstruação. Dr. Ricardo Barbosa Diniz, diretor e ginecologista do Hospital América de Mauá, comenta sobre essa primeira consulta: “Uma boa conversa esclarece muitas dúvidas e traz para o médico a expectativa da paciente. Essa consulta normalmente é seguida de um exame físico e, sempre que necessário, acompanhada da solicitação de exames diagnósticos”.
 
Na consulta, o ginecologista deve passar as devidas orientações para a adolescente e avaliar se a sua evolução se encontra dentro do esperado, muitas vezes por meio de exames, como explica Dr. Diniz: “Os principais exames são os laboratoriais, alguns hormonais e os de imagem, muito importantes para a análise anatômica da paciente. O calendário vacinal também é sempre averiguado e rotineiramente seguimos o do Ministério da Saúde. É importante ressaltar a importância da vacina do HPV na puberdade e adolescência”.
 
A partir dos 20 anos, ou ao iniciar a vida sexual, o especialista destaca alguns cuidados específicos: “É importante a paciente ter conhecimento dos principais exames solicitados, como os exames laboratoriais para rastrear anemia, hipo ou hipertireoidismo, diabetes, entre outros, além dos exames preventivos de câncer de colo uterino e mamas. A orientação em relação ao uso de métodos anticoncepcionais e suas variações e mecanismos de ação também são de suma importância para a paciente. A gravidez deve ocorrer apenas se desejada”.

 

De modo geral, as mulheres costumam ter o hábito de procurar o ginecologista, seja para tirar dúvidas sobre alguma doença, conhecer melhor sua sexualidade, fazer exames preventivos ou planejar gravidez. E, uma vez que decidam engravidar, a consulta médica é fundamental, esclarece o especialista: “O preparo que ocorre antes da gravidez e a avaliação pré-natal são imprescindíveis para o rastreamento de algumas patologias que podem eventualmente ocorrer. Na consulta, a paciente recebe orientações sobre alimentação, atividade física e uso de medicações.  Algumas medicações devem ser iniciadas antes mesmo de ela estar grávida. O pré-natal é muito importante na evolução obstétrica da paciente. Seu acompanhamento deve ser mensal, e algumas vezes semanal, para avaliar o desenvolvimento materno fetal e para que sejam solicitados exames laboratoriais, sorológicos e ultrassonográficos”.

A partir dos 40 anos, além dos exames laboratoriais e hormonais, a mamografia e a densitometria óssea também passam a fazer parte do check-up feminino anual, como informa o médico: “Passamos a solicitar anualmente o exame de mamografia e densitometria óssea, mas algumas pacientes precisam iniciar essa rotina mais cedo. A avaliação com o ginecologista é fundamental para estabelecer esses critérios”. Além disso, após a primeira consulta com o ginecologista, é possível rastrear a necessidade de a paciente buscar outros profissionais.

 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é a neoplasia de maior incidência mundial entre as mulheres.  No Brasil, estimam-se 59.700 novos casos na população feminina entre 2018 e 2019. Dra. Greice Tarabay Bisson, mastologista, diz que é possível diagnosticar o câncer de mama precocemente e explica quando procurar um especialista da área: “Toda mulher deve fazer sua rotina ginecológica ao menos uma vez ao ano. Elas também devem realizar o autoexame, na tentativa de diagnosticar precocemente alguma alteração física nas mamas. Por isso é importante consultar o ginecologista, já que ele irá solicitar os exames de rotina e, caso haja necessidade, encaminhará a paciente para o especialista, a fim de realizar uma melhor investigação. Já o mastologista é quem acolhe as queixas da mulher com relação a alguma alteração mamária, seja pela presença de algum nódulo, dor, alteração no volume ou na forma das mamas, ou em casos de alguma alteração congênita. Habitualmente, a paciente chega até o mastologista encaminhada pelo seu médico ginecologista, que é o clínico geral da mulher. O ginecologista solicita os exames de rotina, como ultrassonografia e mamografia, e, caso ele tenha alguma dúvida ou tenha algum achado nesses exames, a encaminha para o mastologista”.

 

Toda mulher, em algum momento da vida, precisará se consultar também com um endocrinologista, para verificar questões hormonais, a tireoide ou para tratar doenças como a obesidade. Dra. Larissa Ferraz Garcia, endocrinologista, explica quando se deve procurar um especialista: “O médico endocrinologista cuida das doenças que são causadas por alterações hormonais. Entre essas doenças, as mais conhecidas são obesidade, diabetes, alterações na tireoide e doenças do metabolismo ósseo, como a osteoporose e a osteopenia. Em crianças, são comuns as alterações de crescimento; na puberdade, o atraso ou o desenvolvimento precoce dos adolescentes; nas mulheres mais jovens, dificuldades para engravidar; nas mulheres com mais idade, a menopausa. As doenças que mais acometem as mulheres são alterações menstruais, como atraso na primeira menstruação, irregularidades no ciclo, dificuldade de engravidar, síndrome do ovário policístico, crescimento de pelos em regiões pouco usuais, menopausa, osteoporose e osteopenia”.

 

É importante que as mulheres ainda se atentem para os cuidados com as varizes e a circulação. Dr. Paulo Matsumura, cirurgião vascular, explica um pouco sobre essa enfermidade: “As varizes são veias dilatadas e deformadas que, dependendo do grau da evolução da doença, vão muito além da estética. Elas podem provocar vários sintomas, como dores nas pernas, cansaço, sensação de peso, câimbras e, em estágio mais avançado, podem evoluir para a temida “úlcera varicosa”, que são feridas que não cicatrizam e que podem surgir em quem tem varizes em estado avançado nas pernas”.

 

Hábitos de vida saudáveis, dieta alimentar adequada e atividades físicas ajudam na prevenção das varizes, como ressalta o cirurgião: “Especificamente com relação às varizes, o uso de meia elástica compressiva é interessante para aquelas pessoas que têm pré-disposição ou até para aquelas que já fizeram algum tipo de tratamento. E também evitar ficar muito tempo parado, em pé, ou seja, evitar ortostatismo prolongado, que é um fator também de piora, porque, à medida que se fica parado, a circulação nas pernas acaba ficando mais lenta, o que acaba prejudicando quem tem varizes”.

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