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Alimentação hospitalar: tratar o paciente vai muito além de cuidar de sua doença

Adicionado em 23.04.2019 - Voltar para notícias

Ter uma alimentação saudável é essencial para garantir ao nosso corpo os nutrientes de que ele precisa. E, quando se trata da recuperação de uma pessoa internada, esse aspecto adquire uma relevância ainda maior, já que muitas doenças podem aumentar a demanda nutricional. Nesse sentido, refeições compostas por nutrientes adequados e equilibrados, além de contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico, também podem auxiliar na recuperação do paciente.

 

Para que isso seja possível, no entanto, é necessário um amplo trabalho multidisciplinar nos hospitais, envolvendo diferentes áreas do conhecimento, como a Nutrição, conforme explica Elisabete Tavares, coordenadora de Nutrição do Hospital América de Mauá: “O Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital América faz uma triagem nutricional com cada paciente. É realizada uma visita de admissão nas primeiras 24 horas de internação, para identificar os hábitos alimentares desse paciente, suas preferências, seu peso, sua altura e se houve perda de peso ou redução no apetite nos últimos meses. Dessa maneira, conseguimos verificar se ele tem um déficit nutricional ou não, ou se está com desnutrição, e, dessa forma, podemos intervir precocemente nesse paciente”.

 

No Hospital América, a equipe de nutricionistas planeja, elabora e distribui as refeições seguindo as orientações médicas e os protocolos da instituição, de modo a garantir a adequação e a qualidade dos nutrientes necessários para a melhor recuperação de cada paciente. “A prescrição da dieta é realizada pelo médico e, dependendo da patologia (doença) que o paciente tem, ele recebe uma dieta específica. Cada paciente tem suas preferências, seus hábitos, e as nutricionistas adaptam a prescrição da dieta feita pelo médico à rotina que o paciente tinha em casa, já que, por meio dos nossos protocolos, conseguimos realizar o cálculo da dieta de maneira individualizada para o paciente. Durante a montagem de cada refeição, seguimos um mapa de observações, a fim de garantir que chegue ao paciente o que ele precisa, mas de acordo com suas preferências”, ressalta Elisabete.

 

A especialista ainda destaca a extrema importância da avalição nutricional realizada nos hospitais para identificar risco ou déficit nutricional em cada indivíduo: “O paciente pode ser internado já com um processo de desnutrição adquirido em casa ou ter o agravamento dessa desnutrição no ambiente hospitalar. Quando identificamos esse déficit nutricional precocemente, conseguimos intervir e tentamos recuperar ou manter o estado nutricional desse paciente. E ele deve seguir as orientações passadas, para que, dessa forma, possa auxiliar na melhora de seu quadro clínico e atender realmente às suas necessidades nutricionais”.

 

Para fortalecer o sistema imunológico, favorecendo uma rápida recuperação física, as nutricionistas do Hospital América buscam adequar as refeições às necessidades vitais de cada paciente, de maneira a atender às suas particularidades. “É importante o paciente ter uma dieta individualizada, porque cada um tem uma necessidade calórica e um metabolismo diferente. Além disso, a patologia que está instalada no paciente pode acarretar uma demanda energética maior. Por isso nós verificamos não só a necessidade do indivíduo, mas também a patologia que o acomete, bem como sua rotina e seus hábitos alimentares. Temos que considerar tudo isso e fazer um plano individualizado para ele”, explica Elisabete.

 

As refeições são elaboradas pela nutricionista de produção e preparadas pelas cozinheiras, auxiliares e ajudantes de cozinha. Todas trabalham em conjunto para garantir que as dietas cheguem devidamente aos pacientes. “Antes de servirmos as refeições, preparamos as montagens dessas dietas. Para isso, fazemos a higienização das mãos e a checagem do mapa do paciente com etiquetas, para sabermos se estamos montando a dieta corretamente e verificarmos se as preferências que ele solicitou estão sendo atendidas. Também medimos a temperatura ao iniciar e terminar a montagem, para saber se conseguimos garantir a temperatura adequada durante todo o processo”, pontua a coordenadora.

 

No Hospital América, são produzidas cinco refeições diariamente: café da manhã, almoço, café da tarde, jantar e ceia, todas seguindo critérios rigorosos desde a preparação até a distribuição, como informa Elisabete: “Para garantir que a distribuição desse alimento seja segura, nós temos protocolos, processos a serem seguidos, manual de boas práticas, legislação vigente, controle de temperatura, controle de amostras... tudo para garantir que a montagem e a temperatura da dieta estejam adequadas até o momento de distribuição ao paciente. Todos esses processos são importantes, pois garantem que não haja nenhuma contaminação”.

 

As refeições infantis são preparadas no lactário, o setor responsável pela produção de fórmulas lácteas, dietas enterais, chá e água para hidratação. “No preparo de fórmulas, precisamos ter uma paramentação correta, como touca e avental, para garantir a higienização, e conferir a temperatura adequada do leite, bem como sua diluição correta”, lembra a especialista. “Além disso, os utensílios devem estar esterilizados para chegarem com segurança até o paciente”, acrescenta.

 

O acompanhamento nutricional do paciente ainda continua após a alta hospitalar, uma vez que o objetivo é suscitar mudança alimentar e melhora em sua qualidade de vida. “O plano de alta do paciente começa na primeira admissão que fazemos com ele. Dependendo de sua necessidade e de sua patologia, ainda no hospital damos a orientação do que ele precisará posteriormente, com o acompanhamento dos familiares, para que no momento da alta o paciente esteja ciente do que ele poderá fazer em casa”, esclarece a coordenadora.